No MA, desembargador manda OAB submeter advogado a novo Exame de Ordem

O desembargador Jaime Ferreira de Araújo, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), deu um polêmico despacho ao decidir um processo em que um advogado pedia a liberação de um veículo apreendido.

O defensor protocolou um habeas corpus, pedido considerado equivocado pelo magistrado, que registrou isso na sua decisão.

Até aí, tudo bem.

O problema foi a forma como Jaime Ferreira fez isso.

O desembargador declarou, no despacho, que o advogado “não detém conhecimentos mínimos para o exercício da profissão” e chegou a sugerir que a OAB-MA o inscreva “na Escola da Advocacia” para que seja submetido a um novo Exame de Ordem.

Veja:

“Verificando que o advogado impetrante não detém conhecimentos mínimos para o exercício da profissão, determino que sejam impressas todas as peças do presente processo – inclusive esta decisão – a serem encaminhados ao Presidente da Seccional local da OAB, para que sua Excelência mande inscrevê-lo, ex ofício, na Escola da Advocacia para que seja submetido a uma nova prova daquela entidade. Não sendo ele aprovado na prova de que se trata, reúna sua Diretoria para decidir se cassam ou não a Carteira daquele que ajuíza ação temerária, que Rui Barbosa, se vivo fosse, teria vergonha de dizer que pertenceria à mesma categoria profissional deste impetrante”.

Outro lado

O Blog do Gilberto Léda já entrou em contato com a Seccional Maranhense da OAB e aguarda posicionamento sobre o caso.


17 ideias sobre “No MA, desembargador manda OAB submeter advogado a novo Exame de Ordem

  1. E o desembargador presidente do Tribunal de Justiça deveria inscrever o Sr. Jaime Ferreira na “Escola de Ética e Bons Costumes do TJ-MA”, para ele não mais assediar candidatas nos concursos da magistratura e também para aprender a tratar com educação e urbanidade colegas de profissão.

    • Sem a mínima necessidade disso. Como se ele fosse um grande conhecedor do direito. Tanto que não é, que se fudeu no caso da moça que assediou. E se não mexesse os pauzinhos em Brasília até hoje ainda estaria afastado do cargo. Sem se falar que ele e a sua família estão envoltos no rumoroso caso do aluguel camarada da Clínica Eldorado no Turu.

  2. Posso estar enganada, mas acho que foi esse desembargador que chegou a ser afastado das funções em razão de um suposto assédio a uma juíza.
    Que coisa ein

  3. MUITO BEM DESEMBARGADOR QUE ADVOGADINHO DE MERDA UM CARA DESSE SÓ JOGA A PROFISSÃO PARA BAIXO, PARA LAMA ONDE ESTUDOU ESSE ESTUPIDO. ESSE ASNO , ESSA BESTA ISSO É MOTIVO DE PIADA . EU IRIA MAIS LONGE MANDAVA RASGA O DIPLOMA DESSE IMBECIL.

  4. Esse desenbargadorzinho deveria ter vergonha de emitir esse tipo de sentimento com um advogado. Logo ele que é um […]! E nem por isso foi mandado fazer uma reavaliação para saber se ele poderia exercer a função que exerce. Me comprem um bode!

  5. Muitas vezes pensamos que somos Deuses, mas não passamos de aprendizes na escola do Cristianismo. Antes do autoritarismo, exibição de força e poder, pensemos como nos sentiríamos na condição da vítima? Como gostaríamos que fôssemos julgados se estivessemos na mesma condição?
    Reflitamos o quanto antes, para que o remorço não nos desfaleça.
    Ao advogado, meus cumprimentos, votos de solidariedade e persistência. Bons estuddos!

  6. Que moral esse desembargadorzinho tem para expor um advogado dessa forma?afastado do TJ por 2 anos por ter assediado uma candidata ao concurso da magistratura vem querer se prevalecer da situação. J

  7. Qual a correlação desse suposto assédio sexual com a burrice do advogado? eu jamais constituiria esse advogado para resolver uma causa para mim.

  8. Pingback: OAB-MA repudia desembargador que mandou advogado refazer Exame de Ordem « Alves & Araujo

  9. Ressentimentos a parte Dres., é visível que o Desembargador está preocupado com o grande volume de petições eivadas de erros grosseiros ocorridos por alguns que se dizem profissionais do direito, sendo que tais pessoas não entendem que por falta de capacidade técnica, terminam por prejudicarem seus clientes deixando-os indefesos, quando estes vícios não são vistos de “ex officio” tais erros e outros muitas vezes piores que o ocorrido neste episódio detona somente o autor da ação, e nesse caso o único prejudicado é a parte autora, pode até ter ocorrido exasperação por parte do desembargador, mas ele está correto em seu raciocínio jurídico.
    O advogado que pretende patrocinar uma causa deve está alicerçado nos fundamentos da norma jurídica ter notório conhecimento do direito e sua transformação junto à evolução social, alias, diga-se de passagem, que o erro cometido por este que se disse advogado é imperdoável e vergonhoso para a classe.
    Se for este o pensamento jurídico da classe dos advogados, muito me causa espanto e arrepios, só em pensar na tremenda malvadeza que o poder constituinte causou a sociedade, quando inseriu na CRFB. o Art. 133. O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei.
    Se o advogado não pode ser punido diante de tais erros ou se abrandam sua punição, podemos dizer que clamamos por justiça e fomos agraciados com injustiça.

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