Aluísio defende mudanças no modelo brasileiro de investigação

Na abertura de congresso, deputado maranhense ratificou apoio ao governo Bolsonaro e diretor da Polícia Federal. 

Aluisio Mendes e Maurício Valeixo foram homenageados pela Polícia Federal

O deputado federal reeleito pelo Maranhão (PODE/MA), Aluísio Mendes, defendeu a necessidade de mudanças no modelo brasileiro de investigação de crimes durante a abertura do 17º Congresso Nacional dos Policiais Federais Brasileiros (Conapef), promovido na semana passada em Curitiba (PR), Para o parlamentar (que inaugurou o congresso pela terceira vez a pedido dos policiais), o uso contínuo das mesmas técnicas para a apuração dos fatos inviabiliza a elucidação da maior parte das mortes violentas. No evento, Aluísio se posicionou de forma otimista ao governo Bolsonaro e expressou apoio ao futuro diretor-geral da Polícia Federal escolhido por Sérgio Moro, Maurício Valeixo, que também participou da abertura. Eles foram agraciados com uma homenagem pelo sindicato nacional pelos relevantes serviços à Polícia Federal.

Durante a programação, Aluísio pontuou que menos de 8% dos crimes de homicídio no país são solucionados. “Há muito tempo temos usado as mesmas técnicas, os mesmos meios, e não está dando certo. Os resultados mostram centenas de policiais mortos em serviço e uma violência que cresce em todo o país”, enfatizou.

Para o parlamentar, a reforma do modelo de carreira dos profissionais de segurança e do regime de investigação criminal é uma aclamação de todas as categorias. Segundo Aluísio, esta será uma pauta essencial da futura composição do Governo Federal.“Valeixo [diretor da PF], acreditamos que com o apoio do governo Bolsonaro seu esforço será incansável para o sucesso desses avanços, e nesse sentido, partilhamos do mesmo propósito”, afirmou.

Recentemente, Aluísio – que compõe a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) da Câmara dos Deputados – viabilizou medida importante para o setor de segurança pública. No dia 21 do mês passado, o parlamentar votou, como relator, a favor do Projeto de Lei número 10.004/18 que proíbe o corte de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). Durante a leitura do parecer, o relator citou dados do Portal Siga Brasil e argumentou que, no ano de 2017 foi autorizado pouco mais de um bilhão de reais para o Fundo, mas apenas 683 milhões foram executados.


Uma ideia sobre “Aluísio defende mudanças no modelo brasileiro de investigação

  1. Há um discurso muito falacioso acerca de que a culpa do insucesso para com as elucidacoes dos crimes de homicidio é do modelo investigativo em vigor no país. Escondem, sobretudo, interesses classistas internos ou institucionais alheios às corporações das polícias judiciárias brasileira (Civis e Federais).
    É preciso deixar claro que num Estado de Direito, melhor com o modelo em vigência a modelos pragmáticos que suplam Garantias Constitucionais sob vigília imediata de profissionais concursados e especialistas no campo criminal, ou seja, que a investigacao policial seja presidida exclusivamente por cargo de carreira exclusiva de bacharéis em Direito, sem dar azo a improvisos, achando que um inquerito policial se resume a mero preenchimento de formulários como muitos desavizados ou frustrados acreditam nessa linha superficial de raciocínio.
    O problema-mãe das investigações policiais nao terem sucesso nesse país afora, estar na desestruturacao das Polícias Judiciárias nos campos materiais e imateriais em todos os sentidos, pois temos uma polícia investgativa simbólica por razoes óbvias:nao querem que as mesmas se tornem um Ministério Público (Federal e Estaduais) dos tempos atuais quando justamente alcançaram suas autonomias a partir da Carta Política de 1988.
    Qualquer argumento em contrário, pode ter a certeza que nao há interesse na efetiva promoção de justiça e o adagio policial que “é melhor um culpado solto a um inocente preso”, terá uma reversao perigosa para todo e qualquer cidadao que por ventura vier a ter seu nome sob suspeita ou acusado de estar em conflito com a lei.
    Faço essas sintéticas considerações com bastante conhecimento de causa e sem qualquer proseletismo de classe ou partidário, mas de interesses republicano e eminentemente constitucional em todos os sentidos. O tempo assim os confirmarão.

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