Dino se contradiz, não explica pagamentos e repete discurso “oligárquico”

Dino não explica questões importantes do escândalo da SES

Por meio das redes sociais, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), depois de quase 24 horas após a ação da Polícia Federal (PF) que desbaratou um esquema de corrupção na Secretaria de Estado da Saúde (SES), finalmente comentou o fato. Apesar do relativo tempo que teve para pensar em argumentos convincentes, Dino entrou em contradição, não explicou o porquê dos pagamentos a servidores que não prestavam serviços à pasta e repetiu o discurso de que é perseguido pela oligarquia “Sarney/Murad”.

Em uma das manifestações, Dino afirma que “sempre foram tomadas medidas administrativas quando erros foram detectados” e que o modelo “herdado”, sem especificar que modelo seria esse, “não é desmontado em semanas ou meses”. Não é o que apontam as investigações da Polícia Federal, que comprovou, por meio de interceptações telefônicas, que a gestão da saúde dinista tinha ciência dos pagamentos ilícitos desde 2015. Ou seja, se já se sabia dos pagamentos, quais as razões da omissão do Governo, neste caso? E se já tinha ciência do modelo, por que o Governo ainda não tornou públicos tais fatos que, segundo a gestão, foram herdados?

Em outra postagem, Dino cobra a divulgação dos chamados “funcionários fantasmas” que, segundo a PF, custavam R$ 400 mil ao orçamento da saúde. E que, assim que tiver ciência, dos nomes, tomará as providências necessárias. Ora, antes tarde do que nunca!

Por fim, Dino encerra a série de postagens matutinas culpando os aliados de Sarney e Ricardo Murad sobre tais fatos. Sem argumentos, claramente o governador repete discursos, mas não se preocupa em explicar, por exemplo, sobre o porquê da incorporação de uma servidora na folha da pasta com salário incompatível com a função (entenda aqui).

A população exige argumentos mais convincentes de Dino para este escândalo que manchou a imagem do estado nacionalmente.

 

Dino em seu Twiiter não explicou questões importantes

Após denúncia de Andrea Murad, governo paga vigilantes do Carlos Macieira

Depois da denúncia da deputada estadual Andrea Murad no sábado, o governo do estado correu para contatar os vigilantes que trabalham no Hospital Carlos Macieira na tentativa de resolver o atraso de 3 meses de salário, motivo que fez boa parte deles parar as atividades. Para garantir a guarda no hospital, a SES também teve que recrutar vigilantes de outras unidades para cobrirem o HCM, segundo informações que chegaram até a deputada.

A medida veio com a promessa da secretaria resolver o problema nesta segunda-feira e garantir o retorno dos vigilantes. Poucos voltaram de fato, sábado apenas 6 compareceram para cumprir o expediente e no domingo, três fizeram a vigilância de todo o Hospital Carlos Macieira.

Enquanto isso, o HCM segue desfalcado na área da vigilância. Após essa denúncia, a parlamentar vem recebendo relatos de vários outros atrasos nos salários de funcionários da área da saúde.

Prefeito de São Pedro dos Crentes acusa Flávio Dino e TCE de tentarem intimidá-lo

O prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahésio Rodrigues, usou as redes sociais para denunciar  uma tentativa de intimidação do governador Flávio Dino (PC do B) pelas constantes críticas feitas por ele ao governo comunista. Num vídeo de aproximadamente oito minutos, o gestor cita falta de repasse por parte dos cofres estaduais de verbas para a construção de escolas, casas populares e campos de futebol no município.

O prefeito ainda citou o Tribunal de Contas do Estado (TCE) que cobra explicações acerca dos últimos gastos da prefeitura local com segurança pública. Segundo Lahesio, há anos o município arca sem ajuda com os gastos relativos ao pagamento dos salários dos policiais militares e com combustível de viaturas.

VEJA ABAIXO O VÍDEO NA ÍNTEGRA

Flávio Dino quer que aposentados voltem a trabalhar

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Imagem de professores da Universidade Estadual divulgada pelo site do Apruema

Professores que integram o corpo docente da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), representados pela Associação de Professores da Universidade Estadual (APRUEMA) denunciaram em sua página na internet a tentativa do Governo do Estado, de fazer com que os aposentados voltem a trabalhar. A medida ocorreria como uma espécie de condição para que a classe dos aposentados fosse beneficiada numa negociação salarial.

Os professores da Uema reivindicam melhores condições de trabalho e reajuste salarial – que contemple os profissionais da ativa e os aposentados. Até o momento, segundo a  Apruema, as partes não avançaram.

Ocorre que há alguns dias, o Governo do Estado, por meio da Casa Civil, comandada pelo secretário-chefe Marcelo Tavares, encaminhou proposta para a direção superior da Uema, e não para  a comissão da Apruema que negocia o reajuste salarial, que diz respeito a um Programa de Extensão que poderia ser implantado no prazo de 30 dias e beneficiaria a classe dos aposentados. Mas, para isso, o professor aposentado deveria obrigatoriamente retornar às suas atividades e ter disposição para trabalhar entre 10 horas e 15 horas semanais.

A proposta, segundo os professores, foi prontamente rejeitada [leia o posicionamento dos professores na íntegra, aqui].

“Os dois outros pontos, que são a tabela de Gratificação Técnica e o prazo de implantação da tabela salarial dos docentes da Uema para o ano de 2017 não foram alterados. O que significa dizer que continua valendo o valor inicial de R$ 350,00 para a tabela de Gratificação Técnica, uma contraproposta do próprio Governo do Estado, e o prazo de até março/2017 para a implantação da tabela de equiparação salarial com os professores do Ensino Médio, mas que o Governo do Estado, contumazmente, insiste em manter até junho/2017”, destaca trecho do texto.

Os professores devem se reunir hoje com a direção superior da Uema para tratar da imposição do Governo aos aposentados. A reunião deverá ocorrer na própria universidade.

Policiais civis rejeitam proposta do Governo e retomam greve

greve PCPoliciais Civis decidiram no fim da tarde de ontem, em assembleia geral da categoria, realizada no auditório da Secretária de Segurança Pública (SSP), rejeitar a proposta de reajuste apresentada pelo Governo do Estado e retomar de imediato a greve no Maranhão.

Com a retomada do movimento, os grevistas se reorganizam para a concentração que permanente no Plantão Central do Parque Bom Menino. No interior do estado, o local de concentração é na sede de cada Delegacia Regional.

Segundo os grevistas, o Governo propôs parcelamento em 26 vezes, a partir de janeiro de 2017, da gratificação de dedicação exclusiva (GDE) ao subsídio e a aplicação de reajuste de 10% para os policiais. A categoria, contudo, não aceitou.

Como a greve foi retomada, apenas 30% do efetivo: entre comissários, investigadores, escrivães, peritos criminalísticos auxiliares, auxiliares de perícia médico legal, motoristas e operadores de rádios da Ilha de São Luís, permanecerão nos plantões.

Serão cumpridos os autos de prisão em flagrante delito somente aqueles: decorrentes de crimes inafiançáveis; decorrentes de crimes hediondos; decorrentes de crimes contra a criança e o adolescente; decorrentes de crimes contra o idoso e decorrentes da aplicação da Lei Maria da Penha.

Leia mais aqui_________

PT oficializará apoio a Dino

monteiroO diretório estadual e a executiva do Partido dos Trabalhadores (PT) no Maranhão, oficializa hoje apoio ao Governo do Estado. Foi o que assegurou o presidente da sigla no Maranhão, Raimundo Monteiro.

Monteiro explicou que o partido já integra a estrutura do Poder Executivo, com cargos nos primeiro e segundo escalão da administração, mas pretende buscar espaços na máquina. Ele explicou que há um consenso entre as diversas correntes do partido no sentido de apoiar o governo iniciado em janeiro de 2015.

“O que deve acontecer no encontro é justamente isso. Vamos fechar o apoio ao governo a partir de agora e oficializar esse posicionamento”, revelou.

O presidente do PT explicou que a aproximação do partido no Maranhão ao governador Flávio Dino (PCdoB), ocorreu justamente após as manifestações públicas do comunista em favor de Dilma Rousseff (PT).

“As defesas públicas de Flávio Dino à presidente, foram uma demonstração de que ele apoia de fato o governo federal. Foi a partir daí que as correntes do partido começaram a chegar a esse consenso. O posicionamento público do governador facilitou muito essa decisão que será tomada”, disse.

O PT buscará ampliar os seus espaços no Governo a partir de agora.

Informações de O Estado

Produtora usa garoto propaganda de Edinho em campanha do governo

Provocou grande mal-estar entre a cúpula da Comunicação do governo Flávio Dino (PCdoB) o que foi considerado um “descuido” da Mallmann Marketing, uma das três empresas contratadas para cuidar da publicidade comunista.

Numa das peças produzidas pela empresa, figura em papel principal um ator que atuou, também, na linha de frente da campanha do senador Edison Lobão Filho (PMDB), em 2014.

O rapaz aparece em vídeo da campanha eleitoral tecendo pesadas críticas a Flávio Dino.

Na peça oficial do governo comunista, agora, ele anuncia os benefícios do asfaltamento da “Estrada do Peixe”, no povoado Itans, em Matinha, na Baixada Maranhense.

O ator não tem nada que ver com isso. É profissional e cumpre o papel pelo qual é pago para interpretar.

Mas a escolha do mesmo profissional que atacava Dino na campanha pela produtora contratada pelo governo pode complicar a Mallmann – que, segundo apurou o blog, subcontratou a Fábrika Produção para a confecção do vídeo.

Vale aguardar…

Governo derruba PIB do Maranhão ao aumentar gastos com pessoal

dinoO Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), órgão do Governo do Maranhão, admitiu em estudo divulgado recentemente – o Boletim de Conjuntura do terceiro trimestre de 2015 (veja aqui) – que o aumento dos gastos da gestão Flávio Dino (PCdoB) com pessoal não tem surtido efeito para conter a queda do Produto Interno Bruto (PIB) do estado em 2015.

Até o primeiro trimestre deste ano, a expectativa era de crescimento moderado, a taxa de 1%. Mas a previsão foi revista e, agora, o Imesc aponta que o PIB maranhense terá diminuído 2% ao final deste ano.

Com medida anticrise, o Imesc cita no relatório “os impactos contracíclicos da elevação dos gastos do Governo Estadual com pessoal”. Ou seja: o governo acredita que ao aumentar a folha, está combatendo a recessão.

O resultado, no entanto, parece ser o inverso.

Em agosto, o jornal O Estado revelou que os gastos da gestão Flávio Dino com pessoal, no primeiro quadrimestre de 2015, haviam crescido mais de R$ 150 milhões na comparação com o mesmo relatório do último quadrimestre de 2014 (reveja).

Dados mais recentes, contudo, apontam para aumento da ordem de R$ 470 milhões (leia mais).

E nada disso fez o PIB subir, ou pelo menos não cair.

Obras paradas

O Instituto revela que o fato de o Executivo haver paralisado o investimento de recursos oriundos do empréstimos do BNDES também prejudicou a economia local.

“[A] necessidade de regularizar a prestação de contas do programa com o BNDES impediu a efetiva aplicação de recursos nos primeiros seis meses de 2015”, destaca a publicação.

Puxaram para baixo o PIB do Maranhão, ainda, “o Índice de Confiança do Empresário Industrial – ICEI, calculado pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão – FIEMA, que evidencia elevado pessimismo dos empresários; e o aumento da taxa de mortalidade das Micro e Pequenas Empresas, que registrou 6.468 fechamentos de empresas no acumulado de janeiro até 28 de setembro de 2015, contra 738 no ano de 2014 segundo os dados divulgados pelo Confereração do Comércio, situando-se como o pior resultado desde 2008″.

Os dados estão todos disponíveis no relatório do Imesc.

Financial Times: Flávio Dino mentiu sobre redução de gastos nos Leões

dinoO governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) mentiu ao Financial Times, ao relatar de onde está conseguindo dinheiro para programas como o “Mais IDH” e o “Mais Asfalto”, e para a contratação de novos policiais militares.

Disse o comunista ao jornalista Joe Leahy, que esteve em São Luís, que parte dos recursos investidos nessas três áreas advém de cortes da ordem de R$ 68 milhões só com regalias no Palácio dos Leões.

Isso mesmo!

Na conta fantástica de Flávio Dino, ele cortou R$ 68 milhões em gastos excessivos ao eliminar do cardápio do Palácio produtos como champanhe, caviar e lagosta. Além disso, a conta é ajudada pelo corte de metade da segurança que era feita na sede do Poder Executivo por PMs, agora nas ruas.

“Sr. Dino alega que ele está pagando por isso [programas do governo], e muito mais, eliminando a corrupção e excesso. Ele diz que economizou R$ 68 milhões em despesas do Palácio apenas cortando champanhe, caviar e lagostas em banquetes do Estado e reduzindo a segurança governamental pela metade”, afirma o texto da reportagem.

Ocorre que a licitação para abastecer as despensas do Palácio dos Leões e da Vice-Governadoria teve como valor máximo apenas R$ R$ 745.159,12 (veja) – aberto em novembro de 2014, o pregão chegou a ser de R$ 1,3 milhão, mas caiu após repercussão nacional.

Agora, como se chegou a essa conta maluca de R$ 68 milhões, só Dino para explicar.

Gil Cutrim “cagueta” secretários a Flávio Dino

gilO presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), prefeito Gil Cutrim (PDT), de São José de Ribamar, deixou secretários de Estado em uma saia justa com o governador Flávio Dino (PCdoB).

Disse em discurso, durante a abertura do segundo dia da I Marcha Municipalista do Maranhão, que os auxiliares do comunista não estão recebendo prefeitos, e que, em alguns casos, colocam funcionários do terceiro escalão para atendê-los.

“Tem prefeito que está sendo humilhado em secretaria, governador”, revelou.

Os titulares de várias pastas estavam na plateia.

Cutrim chegou a citar nominalmente a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social (Sedes), atualmente comandada pelo deputado estadual Neto Evangelista (PSDB), como uma das pastas onde os gestores têm problemas para ser atendidos.

“Nós não temos acesso ao secretário”, reclamou.

O pedetista poupou apenas a secretária Flávia Alexandrina, da Secid.