Marcelino Machado nega que tenha dado golpe e afirma que um dos acusadores não é, sequer, seu cliente
O operador da bolsa de valores Marcelino Machado Junior e sua esposa, Patrícia Machado, foram indiciados por crime contra a ordem financeira em inquérito concluído este mês pela delegada Ludimila de Jesus Nunes, da Delegacia de Defraudações, e já encaminhado à Justiça.
No inquérito, Marcelino é acusado de receber dinheiro do empresário John Camarão para investir na Bovespa – por meio da Maranhão Prime Agente de Investimento – e ter dado fim em nada menos que R$ 130 mil.
O empreiteiro Wladimir Albuquerque, proprietário da K2 Engenharia, que não aparece no inquérito, também pode ter amargado prejuízos por conta do golpe do operador. Nesse caso, o desfalque pode ter chegado a R$ 170 mil.
No inquérito, John Camarão diz que já havia investido valores menores com Marcelino Machado e que, por isso, animou-se a, no fim de 2010, deixar R$ 110 mil sob os cuidados dele.
Pelo acordo, o empresário receberia rendimentos mensais de 5,22% – aproximadamente R$ 5.750,00 por mês.
Mas isso só ocorreu três vezes. Em janeiro de 2011, John conta que viajou ao exterior, levando consigo alguns cheques do operador como garantia. Ao retornar, Marcelino teria dificultado o contato. Nunca mais houve rendimento.
Todos os cheques repassados a John Camarão como forma de quitar o débito, ou não tinham fundos, ou haviam sido sustados pelo próprio operador antes mesmo de repassá-los ao empresário. Alguns – de propriedade da esposa de Marcelino, Patrícia Machado, tinha assinaturas provavelmente falsificadas.
Somando-se os R$ 110 mil, mais rendimentos atrasados, John Camarão diz ter cerca de R$ 130 mil para receber.
K2
O caso do proprietário da K2, Wladimir Albuquerque, é mais grave ainda. Ele investiu R$ 1 milhão. Alegando problemas com a queda da bolsa em 2011, Marcelino diz que ele perdeu R$ 130 mil em um movimento normal do mercado financeiro.
Como precisava de giro para investir na construção de imóveis, Wladimir decidiu resgatar os R$ 870 mil de saldo. Mas Marcelino é acusado de ter repassado a ele apenas R$ 840 mil.
Na conclusão do inquérito, encaminhado dia 7 de maio à 4ª Vara Criminal de São Luís, a delegada Ludimila Nunes afirma que os cheques emitidos por Marcelino Machado foram “ardilosamente cancelados”
Outro lado
O titular do blog tenta desde o início da semana, sem sucesso, algum tipo de contato com Marcelino Machado. No inquérito ele diz que John Camarão nunca investiu com a Maranhão Prime, e que o empresário é agiota.
Machado alega, ainda, que acionou John Camarão apenas para intermediar um empréstimo a um certo Lucas Pinto, que teria pago apenas quatro parcelas da dívida e depois parou.
Lucas nega a história, mas diz também já ter investido na bolsa via Maranhão Prime.
Na tarde deste sexta-feira (18), Marcelino Machado procurou o titular do blog para negar as acusações. Ele repetiu o que já disse na Delegacia de Defraudações e acrescentou que John Camarão não é seu cliente.
Acrescenta, ainda, que o crime do qual é acusado por John não tem relação com seu trabalho na bolsa e que, no caso da K2, o que é discordância sobre a operação.
“O Wladimir diz que me deu a ordem de venda das ações em um dia, mas eu posso provar que foi um dia depois, por isso a diferença de valores”, completou.

O esquema só foi desmontado porque a Vigilância Sanitária agiu, após descobrir que nem Janderson (que aparece nas fotos realizando consultas), tampouco William Landim, são oftalmologistas. Suspeita-se que eles sejam, no máximo, optometristas, espécie de técnico da área.





O deputado Zé Carlos (PT) informou ao titular do blog, nesta quarta-feira (16), que pedirá, na sessão plenária de amanhã (17) urgência na tramitação do projeto de sua autoria que institui a Lei da Ficha Limpa também para o serviço público estadual.
(12h12) - O juiz Kleber Costa (foto) foi eleito, na manhã desta quarta-feira (16), novo desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão.