Flávio Dino anuncia secretário de Saúde

marcos_pachecoO próximo secretário de Saúde do estado foi anunciado hoje (30) pelo governador eleito, Flávio Dino, através das redes sociais. O médico Marcos Pacheco comandará a organização das políticas de saúde no Maranhão a partir do dia 1º de janeiro.

Ele é médico sanitarista e funcionário público egresso da FUNASA cedido ao município de São Luís. Mestre e doutor em Políticas Públicas pela UFMA, é também bacharel em Direito.

Foi deputado estadual pelo PDT na legislatura de 1995-1999. Marcos Pacheco ocupou diversos cargos de gestão no Estado. Entre eles, o de secretário adjunto de Ações e Serviço de Saúde de São Luís; superintendente de Educação em Saúde e Gestão do Trabalho.

Professor universitário, é coordenador pedagógico do curso de Medicina e leciona no mestrado de Gestão em Serviços e Programas de Saúde da Universidade CEUMA, com foco em planejamento e gestão estratégica.

Flávio Dino anuncia Chico Gonçalves como secretário de Direitos Humanos

(Foto: De Jesus/O Estado)

(Foto: De Jesus/O Estado)

O atual presidente de Fundação Municipal de Cultura da Prefeitura de São Luís (Func), professor Chico Gonçalves (PT), foi anunciado há pouco pelo governador eleito, Flávio Dino (PCdoB), como futuro secretário de estado da Direitos Humanos e Participação Popular.

Esta é a segunda “baixa” da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC) após a eleição do aliado comunista.

Além de Gonçaves, já está confirmado como integrante da equipe de Flávio Dino o atual secretário municipal de Meio Ambiente, Rodrigo Maia, que será procurador-geral do Estado.

Poderes

Sob o comando de Chico Gonçalves, a pasta de Direitos Humanos será ampliada, com foco no que o novo governo chama de Participação Popular.

Em outras palavras, a verdade é que a secretaria, mais forte, absorverá algumas das atribuições hoje a cargo da Secretaria de Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar (Sedes), que será entregue ao PSDB, por meio da nomeação do deputado estadual Neto Evangelista (leia mais).

Entre as atribuições da nova Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular está a condução de políticas sociais para melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), inicialmente nos 20 municípios que figuram pior colocados nesse ranking.

VÍDEO! Morador de rua é morto a pauladas em São Luís

Um morador foi morto a pauladas no calçadão da Avenida São Luís Rei de França, no bairro do Turu, próximo à Igreja Universal.

O crime ocorreu na semana passada, mas as imagens acima, captadas por uma câmera de videomonitoramento, ainda não haviam sido divulgadas.

O crime ocorreu durante a madrugada de quarta-feira (22). No vídeo, o assassino dá 14 pauladas na vítima, mas a gravação para quando ele ainda faz movimentos de ataque.

Movimentos sociais pressionam e Flávio Dino diminui poderes de Neto Evangelista na Sedes

netoUm dia depois de anunciar a indicação do deputado estadual Neto Evangelista (PSDB) como futuro secretário de Estado de Desenvolvimento Social (reveja), o governador eleito do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), comunicou, que tirará poderes da pasta a ser comandada pelo tucano.

Por meio de nota publicada no Portal Vermelho – site de notícias mantido em convênio com o PCdoB -, o comunista informou que a condução de políticas sociais para melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nos municípios será repassada à Secretaria de Direitos Humanos, que será ampliada e transformada em Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular.

“A pasta de Direitos Humanos será responsável por promover as políticas transversais que enfrentarão o problema do IDH do Maranhão. Hoje, o estado possui o segundo pior desempenho em qualidade de vida, segundo dados do Atlas do Desenvolvimento divulgado pelo PNUD em 2013. No quesito ‘renda per capita’, o Maranhão fica na última colocação”, diz o texto, publicado ontem.

Esse tipo de ação compete, atualmente, à Sedes, que será comandada pelos tucanos O anúncio do governador eleito, feito um dia depois da confirmação de Evangelista como titular da pasta, foi visto como uma resposta de Flávio Dino aos movimentos sociais, que protestaram depois da notícia da entrega da Sedes ao PSDB.

“Quanto vale um [Rafael] Leitoa e um Neto [Evangelista] candidatíssimo a prefeito de São Luís? O Condomínio FD [Flávio Dino] responde: as políticas sociais! É muita ‘mudança’”, criticou o historiador e professor da UFMA Wagner Cabral, por meio de redes sociais, na terça-feira.

Sarney chama de “farsa” vídeo em que ele aparece votando em Aécio

O senador José Sarney (PMDB-AP) declarou hoje (29), por meio de nota enviada ao Congresso em Foco, que trata-se de uma “farsa” o vídeo em que ele aparece supostamente votando em Aécio Neves (PSDB) para presidente da República (veja acima)

“A informação do presidente [Sarney] é a seguinte: isso é falso. Ele não considera verdadeiro esse vídeo, que está no contexto dessa sujeira que foi a internet na campanha eleitoral. São calúnias, campanhas de desconstrução de imagem, de desmoralização, de destruição de reputações, esse esgoto que virou a internet. Ainda mais na campanha no Amapá, que foi muito dura, muito suja, com máquina pública sendo usada a torto e a direito”, diz a nota.

A assessoria diz também que Sarney não sabe dizer se o vídeo é uma montagem, mas lembra que o senador é “um dos principais aliados” das gestões petistas desde o primeiro mandato do ex-presidente Lula, em 2003. Entre as evidências de que Sarney é “eleitor” de Dilma, declarou a assessoria, está o artigo publicado hoje na Folha de S.Paulo (“O futuro do presente”, na seção Tendências e Debates) e o fato de o Maranhão, estado em que Sarney fez carreira política, ter sido o estado em que Dilma teve melhor desempenho no segundo turno (78,76% dos votos válidos). “É uma infâmia esse tipo de divulgação. Os fatos desmontam essa farsa”.

(Com informações do Congresso em Foco)

IMAGEM DO DIA: desrespeito

faixaMotoristas ignoram faixa preferencial para ônibus em São Luís.  A faixa é considerada preferencial – não exclusiva -, mas deveria ser usada por veículos comuns apenas em conversões à direita para realização de retornos e cruzamentos e para acesso a estacionamentos.

Já é hora de a SMTT começar a agir…

Sarney revela “erro e arrependimento” de haver-se mantido na política após a Presidência

José Sarney, na Folha de S. Paulo

A eleição contabilizou uma hipoteca séria que vai marcar o futuro governo: um país dividido. Carlos Drummond de Andrade escreveu que vivíamos um “tempo de partido,/tempo de homens partidos”.

Estamos divididos, na pequena diferença do resultado entre os candidatos, entre pobres e ricos, Nordeste e Sudeste, os bons e os maus. Construiu-se durante toda a campanha a retórica de uns condenados à perdição e outros à salvação. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Dias Toffoli, foi feliz em dizer que se criou um debate para escolher o menos pior, o que é uma injustiça criada pela mídia.

sarneyEsse problema da divisão do país é uma herança amarga, que vai obrigar a presidente Dilma a ter como tarefa principal conjurar o possível gérmen da desintegração.

O sistema político terá que ser reformado ou recriado e será a tônica do novo mandato. A presidente Dilma terá que ter a coragem de enfrentar o problema. Não será fácil. Enfrentará resistências de aliados e contrários.

Mas está preparada para isso. Basta ver a garra e a força com que lutou e atravessou períodos de extrema dificuldade. A sua eleição foi obra de Lula. Sua vitória, “droit de conquête” (direito de conquista, em francês).

A democracia não se aprofundou depois da redemocratização. Avançou um corporativismo anárquico que foi beneficiando ilhas de interesses, gerando essa divisão que aflorou nas eleições.

Avanço algumas ideias: acabar com o voto uninominal, que não permite partidos fortes ou a formação de lideranças. Graças a ele o Parlamento desmoralizou-se, instituiu práticas condenáveis e perdeu legitimidade.

Implantar o voto distrital misto, com distrito e lista partidária. Barrar esse arquipélago de partidos, que não possuem democracia interna, são cartórios de registros de candidatos, só servem para negociações materiais.

Levar a sério o problema da reeleição, que precisa acabar, estabelecendo um mandato maior. Proibir os ex-presidentes de voltar a exercer qualquer cargo público, mesmo eletivo. Opino com o exemplo do meu erro e arrependimento.

Há uma compulsão de expandir poderes em muitos setores, que avançam tornando o país ingovernável. Resolver o grave problema de financiamento de campanhas, pois estabeleceu-se uma promiscuidade entre cargos, empresas e setores da administração que apodreceu o sistema. Uma modernização estrutural para melhor controle das estatais é urgente.

As medidas provisórias deformam o regime democrático: o Executivo legisla e o Parlamento fica no discurso. As leis são da pior qualidade e as MPs recebem penduricalhos que nada têm a ver com elas para possibilitar negociações feitas por pequenos grupos a serviço de lobistas.

A economia é o transitório, o institucional é o definitivo. Julgava que o Brasil tinha atravessado esse gargalo. Depois do caos da política brasileira tenho receio de que tenhamos um grande impasse pela frente.

É hora de pensarmos no parlamentarismo e marchar em sua direção. Não dá mais para protelar. A presidente Dilma Rousseff marcará a história do Brasil se fizer essa transformação.

Estou saindo da atividade política, a idade chegou, mas não posso perder a visão do futuro. Estamos no mundo da tecnologia e da ciência. O Brasil está atrasado – nossas últimas descobertas de ponta foram do meu tempo (enriquecimento do urânio, fibra ótica, fabricação de satélites, semicondutores).

Gastamos mal na educação. Os avanços ficam por conta da agroindústria. A falta de reforma administrativa é responsável em grande parte pelo nosso emperramento.

Temos tido grandes avanços. Consolidamos a liberdade. O país ficou mais justo e humano, avançou no social, mas a política regrediu. Dilma está preparada para esses desafios.

Oposição reage após “movimentos de xadrez” revelados por O Estado

roseana sarneyNo mesmo dia em que a coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão, revelou os “movimentos de xadrez” que podem ocorrer decido à possibilidade de renúncia da governadora Roseana Sarney (PMDB), a oposição reagiu.

No mini-editorial da coluna, cita-se a possibilidade de eleição indireta para o Governo do Estado e de uma eleição para a presidência da Assembleia ainda na atual legislatura caso a peemdebista deixe mesmo o cargo (leia mais aqui).

Reunidos nesta quarta-feira (29), deputados de oposição consideraram “casuísmo” essa possibilidade e informaram: “Entendemos que não deva haver eleição indireta para governador. Mas, na hipótese disso ocorrer, teremos candidato”.

Pelo visto, a disputa vai ser boa…

SABE DE NADA… Globo diz que Flávio Dino não terá maioria na AL

assembleiasO portal de notícias Globo.com publicou hoje (29) um gráfico com o que estima ser a base de apoio de cada governador nas Assembleias Legislativa.

Os dados, claro, levam em conta a eleição dos deputados estaduais por partidos e coligações e suas alianças para o Governo do Estado na eleição deste ano.

Por isso, no caso do Maranhão, o portal afirma que o governador eleito, Flávio Dino (PCdoB), terá apenas 13 aliados e governará contra uma bancada de oposição composta por 29 parlamentares.

Só nos números mesmo.

No plano real, a base do comunista já conta, atualmente, com pelo menos 20 deputados.

E as conversas andam bem adiantadas para que o novo governo já comece com maioria na Casa.

Ala do PT que estava no governo, quer permanecer no governo

berenice-gomesA turma do PT ligada ao comando regional, e que coligou com o PMDB para apoiar a candidatura do senador Lobão Filho já ensaia exclusivouma aproximação com o governo Flávio Dino (PCdoB).

Este blog teve acesso a conversas entre membros do chamado “sarnopetismo” em que eles mostram-se claramente abertos a uma participação no governo eleito.

- Eu acho que não devemos fazer oposição ao governo Dino. Chega de tratar o PT como banda A  banda B – disse, em conversa em um dos grupos, a ex-coordenadora da campanha da presidente Dilma no Maranhão, Berenice Gomes (foto).

O PT se dividiu nas eleições estaduais. Enquanto o grupo mais alinhado ao governo Roseana Sarney (PMDB) manteve-se coligado com Lobão Filho, os grupos dissidentes foram todos para a campanha de Flávio Dino.

O mesmo ocorreu no governo Jackson Lago (2007/2009).

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