Índios liberam BR-226, temporariamente; divulgada foto da mão do delegado

Bloqueio tem causado transtornos aos caminhoneiros

Em primeira mão às 18h25

A Polícia Rodoviária Federal confirmou, agora há pouco, que os índios Guajajara da reserva Canabrava liberaram a BR-226, trecho entre Barra do Corda e Grajaú.

O desbloqueio, no entanto, é temporário e foi negociado pela PRF apenas para diminuir o congestionamento, que só cresce depois de sete de dias de interrupção do tráfego no local.

Os índios reivindicavam verbas para educação que deveriam ter sido repassadas a aldeias.

Delegado

Delegado perdeu um dedo e teve mais dois comprometidos

O blog teve acesso, nesta quinta-feira (11), a imagens de como ficou a mão do delegado Edmar Gomes Cavalcanti Júnior, que teve um dedo decepado por índios da reserva Canabrava logo no primeiro dia de bloqueio da estrada.

Em depoimento, o delegado afirmou que, ao chegar ao bloqueio, identificou-se, mas que foi impedido de passar por indígenas aparentando embriaguez.

“Eu me identifiquei e pedi permissão para passar no trecho bloqueado da BR-226. Nesse momento, alguns índios com aspecto de embriaguez não permitiram a minha passagem e disseram que eu iria ficar refém junto com minha motocicleta. Foi quando eu desci da moto, saquei a pistola e me coloquei na direção do chão, já que os índios se aproximavam com facões e espingardas na minha direção”, detalhou.

Ele acrescentou que caiu ao tentar se afastar andando de costas. “Eu senti, ao cair, que tinha sido atingido na mão esquerda e vi a minha mão sangrado e faltando um pedaço do dedo. Daí eu efetuei disparos para o alto com o objetivo de intimidá-los e, neste momento, vários índios começaram a atirar de dentro do mato. Eu fui atingido e estava procurando preservar a vida. Comecei a me afastar atirando e correndo pelo asfalto por aproximadamente 2 km, sangrando e atingido pelos tiros, e perseguido pelos índios. Fui socorrido por dois caminhoneiros que, por coincidência, estavam sendo assaltados quando eu apareci”.

Índio Anselmo Rodrigues, um dos envolvidos na confusão

De acordo com o site Grajaú de Fato, os indígenas atingidos pelo delegado foram, José Neto, 30 anos, da Aldeia Nova Missão, com um tiro na cabeça. Ele foi levado para Presidente Dutra, juntamente com seus colegas, “Mundim”, 16 anos, da Aldeia Barreirinha, que foi atingido por um tiro no pescoço; Eliseu, 40 anos, da Aldeia Ingarana, que levou um tiro na barriga; Douglas Fernando Amorim, da Aldeia Barreirinha, foi atingido por um disparo na perna esquerda. Este está preso em Barra do Corda.

Foram presos ainda os índios Anselmo Rodrigues Rosa, 27 anos, motorista, da aldeia Nova Barreirinha; Galeno Cabral Viana Guajajara, 39 anos, da aldeia Canafista; e o mestiço Tiago Pereira Silva, 18 anos, natural de Florianópolis (SC), morador da aldeia Ingarana.


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  1. Não podemos negar a importância histórica dos índios no nosso país, afinal, eram eles os ocupantes desta terra quando da chegada dos portugueses. Entretanto, é inaceitável a conduta que vários grupos indígenas vêm tendo nos últimos tempos, com reivindicações políticas permeadas por simples interesse financeiro, desviando-se da verdadeira filosofia de vida desse povo. A paralisação na estrada interfere significativamente na economia do estado, devendo a situação ser rapidamente solucionada pelo poder público. O direito de “reivindicar direitos” existe e é válido, até o ponto em que passa a invadir a esfera de direitos de terceiros, momento no qual torna-se abuso.

    • RESp.: Também penso assim, Felipe. O que mais me causa espécie é o fato de que, quando querem exigir as regalias que o Estado lhes concede, esses índios (e aqui refiro-me única e exclusivamente aos da Aldeia Canabrava, dos quais já fui vitima) agem como índidos – ou seja, lançam mão de argumentos histórico-socias que lhes defendam, passam por coitadinhos. Agora, quando querem extorquir quem passa pela BR, agem como os marginais comuns – usam armas de fogo de “homens brancos” e até carros de som de “homens brancos”, para proferir seus imprópérios contra os mesmos “homens brancos”. Isso sem falar no tráfico de dorgas, que rola solto nas aldeias (e aqui refirmo-me não só à Aldeia Canabrava).