30 entidades estudantis lançam “Manifesto estudantil pela volta às aulas”

Trinta entidades representativas de estudantes do Maranhão se uniram para lançar o “Manifesto estudantil pela volta às aulas”. De acordo com o texto do documento, elas “vem a público externar indignação com a intransigência do SINPROESEMMA que está prejudicando milhares de estudantes maranhenses impedindo a volta de professores à sala de aula”.

Da Ilha de São Luís, assinam o manifesto entidades como União Municipal dos Estudantes de São Luís, Grêmio do Liceu Maranhense e Grêmio Estudantil da Escola Modelo, além da União Municipal do Estudantes de Paço do Lumiar. Do interior, atestam o documento a Central da Juventude de Coroatá, Caxias, Turilândia, Aldeias Altas, São João do Sóter, Pindaré-Mirim, Santa Inês e Pio XII, a Associação Nunes Freire de Juventude e a Juventude Organizada de Arari.

Além destas, também assinam o documento entidades de Balsas, Bacabal, Grajaú, São Mateus, Peritoró, Miranda do Norte, Buriti-Bravo, Vargem Grande, Cururupi, Conceição do Lago-Açu e Governador Nunes Freire.

“O Sindicato teve os meses de dezembro, janeiro e fevereiro para negociar com o governo a sua pauta de reivindicação, sem prejudicar o início das aulas. Mas, para tristeza dos estudantes que após oito anos teriam o período letivo respeitado, o Sindicato preferiu anunciar a greve logo no primeiro dia de aula (…) Nós estranhamos a total falta de comunicação e respeito dos grevistas com os estudantes, pois fomos informados do movimento grevista por meio da imprensa”, assinalam as entidades no manifesto.

ENTIDADES QUE ASSINAM O MANIFESTO

União Municipal dos Estudantes de São Luís – São Luís
Grêmio do Liceu Maranhense – São Luís
Grêmio “Prof. Maria de Jesus” – C.E. “Profª Margarida Pires Leal” – São Luís
Grêmio Estudantil “Jovens Unidos pela Educação” – C.E.M. “Antônio Ribeiro”
União Municipal do Estudantes de Paço do Lumiar
Grêmio Estudantil do C.E. “Almirante Tamandaré” – São Luís – MA
Grêmio Estudantil do C.E. “Dayse Galvão” – São Luís – MA
Grêmio Estudantil da Escola Modelo – São Luís – MA
Associação da Juventude de Peritiró
Yrê Projetos Sociais – Coroatá – MA
Central da Juventude de Coroatá
Central da Juventude de Turilândia
Central da Juventude de Pio XII – MA
Associação Nunes Freire de Juventude (Nunes Freire – MA)
Instituto Cururupuense de Desenvolvimento Humano
Juventude Sem Fronteiras de Vargem Grande (Vargem Grande – MA)
Juventude Organizada de Arari (Arari – MA)
Lions Club Universitário (Timon – MA)
Juventude Organizada de Miranda (Miranda do Norte – MA)
Central da Juventude de Caxias (Caxias – MA)
Central da Juventude de São João do Sóter (São João do Sóter – MA)
Central da Juventude de Aldeias Altas (Aldeias Altas – MA)
União Municipal dos Estudantes de Balsas (Balsas – MA)
União Municipal dos Estudantes de Grajaú (Grajaú – MA)
União dos Estudantes de São Mateus (São Mateus do Maranhão – MA)
Central da Juventude de Pindaré Mirim (Pindaré Mirim – MA)
Conselho Juvenil Buritibravense (Buriti Bravo – MA)
Central da Juventude de Santa Inês (Santa Inês – MA)
Juventude Esperando a Cristo (Bacabal – MA)
Associação da Juventude de Lago-Açu (Lago-Açu – MA)


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  1. Que analistas políticos, historiadores, jornalistas e outros profissionais que necessitarem recorrer às fontes jornalísticas do Maranhão num futuro breve terão dificuldades para estudar a realidade do Maranhão de hoje não é novidade.

    Os critérios de publicação de notícias atendem, em último lugar, ao interesse público, à noticiabilidade. Primeiro o interesse dos patrões (políticos, empresários etc.), depois o interesse dos bolsos dos proprietários dos meios de comunicação (quando estes não são patrões de si mesmos), por último, mas ainda assim antes do interesse público, a movimentação de peças carcomidas num velho tabuleiro de xadrez – sinônimo, aliás, de onde alguns deveriam passar uma temporada.

    Um “Manifesto estudantil pela volta às aulas”, publicado na capa de diversos jornais ludovicenses hoje, é prova inconteste destes citados critérios – ou da falta de. Sobre a greve dos professores da rede pública estadual de ensino, dezenas de entidades do movimento estudantil maranhense “vêm a público externar indignação com a intransigência do Sinproesemma”, conforme texto da nota, que dado o alinhamento ideológico com os interesses do governo de Roseana Sarney bem poderia ter tido a Secretaria de Comunicação de ghost writer.

    Um parêntese: até bem pouco tempo, “estudante” era sinônimo de “liso”, este o falar popular para “sem grana”. Cabe perguntar: de onde saiu o dinheiro para veicular anúncio em capas de jornal? Só eu vi em três, mas a nota deve ter sido publicada em mais. Fecha.

    A nota – como “o melhor governo da vida de Roseana Sarney” – é uma soma de equívocos, entre aspas trechos da nota: “O Sindicato teve os meses de dezembro, janeiro e fevereiro para negociar com o governo”; alguém aí já viu greve em férias? Ou a greve impacta a prestação do(s) serviço(s) ou não tem sentido; “Mas, para tristeza dos estudantes, que após oito anos teriam o período letivo respeitado”; quem garante? De promessas e boas intenções o inferno e o governo Roseana Sarney estão cheios – ou alguém aí acredita que Ricardo Murad entregará mais de 70 hospitais dia 1º. de abril? Aliás, alguém aí lembra de quê 1º. de abril é dia?

    Recordemos que a governadora não é marinheira de primeira viagem. Professores e professoras também não: em outros governos de Roseana Sarney, a classe amargou gestões inteiras sem um centavo de reajuste. “A imprensa noticiou que o governo se comprometeu com o aumento salarial de 10% a partir de outubro e a implantar, ainda este ano, o Estatuto do Educador”, diz outro trecho da nota. Os “compromissos” deste governo somam-se às citadas promessas e boas intenções.

    Um movimento estudantil que bate continência a governo, seja municipal, estadual ou federal, nem merece ser assim chamado. Aquele deveria somar ao pleito do sindicato, reivindicações por melhorias na infraestrutura, na qualidade do ensino etc., para que se melhorem os índices do Maranhão no quesito educação – base para que melhorem outros índices.

    Com a nota datada de ontem e publicada hoje nO Estado do Maranhão, O Imparcial e Jornal Pequeno, o movimento estudantil maranhense – exceções há, certamente – contribui para tentar jogar a opinião pública contra trabalhadores que reivindicam direitos legítimos. São peões no medíocre jogo político provinciano, na guerrilha midiática travada sobretudo pelo Sistema Mirante contra pais e mães de família que desejam ver amordaçados.

    Lembrei de Caetano, noutra ocasião: “É esta a juventude que quer tomar o poder?” Este blogue apoia a greve, legítima.

    Texto de Zema Ribeiro

  2. Todas as Centrais da Juventude são ligadas ao Dep. Roberto Costa, a de PIO XII é ligada ao vereador Assis Filho. Roseana rôxo e cabo eleitoral de Roberto nas eleições de 2010.E aí, tem ou não conotação política esta nota?