Estudantes pedem a promotor que MP garanta volta às aulas

Estudantes exigem fim da greve

Uma comissão de estudantes visitou, na tarde desta segunda-feira (2), a Promotoria Especializada na Defesa da Educação.

A pauta da reunião com o promotor Paulo Avelar foi a volta às aulas no Maranhão. Pais e alunos argumentam que os prejuízos podem chegar, inclusive, à perda do ano letivo nos casos de escolas que ainda estão paradas.

Representantes das escolas Liceu Maranhense, Margarida Pires Leal, Barcelar Portela, Cidade de São Luís, Almirante Tamandaré, CE. Cidade Operaria I, Benedito Leite, Escola Modelo, Deise Galvão e Antonio Ribeiro estiveram na reunião.

“O movimento perdeu a força e agora não tem mais sentido. Queremos que o senhor acione o Sindicato para que acabe essa greve, e assim, possamos voltar em paz para as salas de aulas”, disse João Ricardo, presidente do Grêmio Estudantil do Liceu.

Os professores estão em greve há dois meses. O TJ e o STF já declararam a paralisação ilegal, mas os líderes não admitem o seu fim.

O último ato da categoria foi acampar na sede da Secretaria de Educação. Eles estão lá há uma semana e o clima é tão tenso que há segurança armada e policiamento rondando pelo local.

Apesar disso, fontes do blog garantem que a greve pode estar perto do fim. O impasse, agora, é que os professores só admitem voltar às salas de aula se o Governo do Estado abonar as faltas; o Estado, por outro lado, só admite abonar as faltas se os professores retomarem o trabalho.


5 pensou em “Estudantes pedem a promotor que MP garanta volta às aulas

  1. Não tem Promotoria, Justiça e o diabo que os carregue, Rosengana não tem limites nas suas atitudes mesquinha, adepta do quanto pior melhor, ela pouco está se lixando para o caso dos alunos. Não se admite tanta intolerância, obstinação com tendência a catástrofe.
    Rosengana, não é boa do juiso, se tivesse mente sã, não estaria neste impasses.

  2. Professores de Balsas denunciam descaso com a educação pública
    Published 03/05/2011 | By Leandro Sousa
    Em relatório encaminhado à Unidade Regional de Balsas e ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (SINPROESEMMA), os professores de Balsas, em greve há 65 dias, denunciam as péssimas condições das escolas da rede pública estadual do município.

    Os professores fizeram um levantamento minucioso da realidade atual das escolas e pedem providências aos gestores estaduais para a resolução dos problemas vivenciados diariamente por profissionais de educação e estudantes das escolas estaduais de Balsas. Leia o relatório abaixo:

    Prezada Gestora da Unidade Regional de Balsas,

    Considerando a magnitude da importância da educação escolar para o exercício da cidadania plena e para o desenvolvimento de um país, cujo paradigma tenha como referências a justiça social, a solidariedade e o diálogo entre todos, e, diante da demora e da intransigência do Governo do Estado em negociar o fim da greve com os Trabalhadores da Educação, manifestamo-nos contra a atual realidade das escolas estaduais da Regional de Balsas.

    Vimos, por meio deste, registrar o abandono, o descaso e o sucateamento das escolas públicas da Rede Estadual de Ensino na Unidade Regional de Balsas com uma descrição minuciosa dos problemas, obstáculos e desafios, a fim de superarmos e podermos construir uma educação que fomente a cidadania.

    Esses são alguns dos problemas enfrentados em nosso cotidiano:
    • As péssimas condições físicas das escolas, em especial as escolas Centro de Ensino Padre Fábio Bertagnolli e Unidade Escolar José Pereira de Sousa de Balsas, Escola Vitorino Freire, em Alto Parnaíba-MA entre outras.
    • Ausência nas escolas de espaço para recreação, auditórios, refeitórios, reuniões, apresentação de seminários, aulas de retórica e etc.
    • Faltam auxiliares de serviços gerais e de secretaria em todos os estabelecimentos de ensino. Motivo: nunca mais o governo do estado fez concurso público.
    • Ausência de profissionais para substituir professores em licenças médicas e/ou outras. Pois quando necessária a substituição, os alunos ficam sem aulas, enquanto durar a licença.
    • Cedência de Profissionais para o Município, exercendo outras funções, e o mais comum apadrinhamento político, estes ganhando sem trabalhar, e ainda não deixando de ser uma vergonha;
    • Atraso na concessão de Licença Prêmio;
    • Professores contratados sem a devida qualificação (Administradores, contadores, psicólogos e etc.) ou alguns outros profissionais que têm Licenciatura estão ministrando aulas, em disciplinas, para as quais não estão habilitados;
    • As escolas estão sendo roubadas, saqueadas, furtadas. Motivo: os funcionários das empresas de vigilância que são terceirizados, estão há quatro meses sem receber seus salários.
    • Falta planejamento do calendário letivo que muda constantemente, conforme decisões repentinas vindas da Regional de Educação;
    • Ameaça, intimidação, chantagem de gestores e supervisores contra os professores que decidiram aderir a greve dos educadores;
    • Escassez de quadros-brancos, livros, material de expediente na maioria das escolas;
    • Nas escolas que têm biblioteca, laboratório de ciências e de informática, os mesmos estão sem funcionamento. Motivo: Não há profissionais capacitados. As máquinas e os equipamentos estão ultrapassados e obsoletos. Na maioria das escolas esses espaços nunca funcionam.
    • Os recursos pedagógicos não existem. Estamos reféns, em pleno século XXI dos mimeógrafos e retro-projetores que vivem com as lâmpadas queimadas, sem falar no uso do GIZ.
    • Faltam profissionais e espaço, nas escolas, para fazer a merenda escolar, que obriga vários diretores a camuflarem os itens oferecidos. Já a SEDUC exige alimentação natural e saudável, no entanto, não fornece meios.
    • Faltam quadras poliesportivas, pois as que existem estão foras de padrão, além de faltar material esportivo como bolas, redes, etc.
    • Falta transporte escolar para os estudantes das áreas rurais, pois estes utilizam os da rede municipal, sendo às vezes chantageados e humilhados. Aos sábados sempre faltam, pois na rede municipal não existe aulas aos sábados.
    • Faltam escolas de Ensino Médio, pois temos inúmeros anexos que estão funcionando em prédios da rede municipal sem falar no excesso de alunos nas turmas;
    • Todo ano é sempre a mesma coisa. Atraso no início do ano letivo. Planejamento deficitário, que não atende às necessidades do calendário letivo.
    • Falta água na maioria das escolas, ou elas não tem cisternas ou caixa d’água, ou ainda, bombas para enviar a água do reservatório para as torneiras.
    • Os banheiros são sujos, imundos, fétidos, tornando-se portas de entrada para doenças.

    Professores da Rede Estadual de Balsas

    Do site do SINPROESEMMA

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