Prisco: profissional da arruaça

Prisco agita grevistas: profissional da arruaça

Não poderia ter sido melhor a definição do auto-intitulado “soldado” Prisco dada pelo jornalista Cláudio Humberto.

Sob o título “profissional da arruaça”, ele lembra que Prisco, hoje um dos principais líderes da greve da PM na Bahia, foi também o articulador do movimento no Maranhão.

Expulso da PM em 2002 justamente por fazer greve também na Bahia, ele agita os grevistas baianos exatamente como fez com os maranhenses.

Mas pode acabar preso. Lá, como cá, a Justiça já decretou a ilegalidade do movimento a pedido do governador petista Jaques Wagner – o mesmo fizeram os governadores do Pará, Simão Jatene (PSDB); do Ceará, Cid Gomes (PSB); e do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), em suas respectivas greves, esta última muito criticada pela oposição.

E, ontem (4), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, revelou que já fez pedido de reserva de vagas para os presos em presídios federais.

“Policial da BA que cometer crime irá para presídios federais”, disse.

Eu realmente gostaria de saber, agora, o que gente como os deputados Bira do Pindaré (PT), Domingos Dutra (PT), Eliziane Gama (PPS), Neto Evangelista (PSDB), Marcelo Tavares (PSB), Rubens Junior (PC do B) e Flávio Dino (PC do B) acham de tudo o que está acontecendo na Bahia.


15 pensou em “Prisco: profissional da arruaça

    • acho essa comparação com lula infeliz. por mais que os méritos de lula como político em exercicio sejam discutiveis, não se deve endemonizar a briga justa por direitos trabalhistas como as “guerras sindicais”. basta ter um mínimo de conhecimento da evolução social do liberalismo político para perceber que causa sindical e trabalhista é tão mantenedora como é consequência saudável da democracia moderna. o fato é que policia nao tem direito a greve e vale ressaltar que esta proibição está prevista em nossa Constituição Federal. em todas as discussões, as verdades são ambivalentes, acredito que a remuneração da polícia tem que ser maior, em vista da atividade de risco exercida pelos militares, porém outros problemas são encontrados, como a falta de capacidade financeira de aumentar a remuneração, que por sua vez, nos leva a outro problema, que seria a causa da precariedade do aparato estatal em remunerar seus servidores, cuja causa é a nossa velha conhecida corrupção. a realidade é dura amigo, e o problema vai mto mais além do que eleger “agitadores” como causa disto.

  1. ô amigão, suas fontes secaram ??? pq p vc tá noticiando assuntos la da Bahia por aqui não deve ter jornalismo p vc, é isso ?
    Ou é dor de cotovelo da greve daqui ? Releve isso, são aguas passadas!

  2. Isso mostra o quanto nos estamos bem assistidos com nosso judiciário, no Para, Ceara,Rondonia,Rio,Tocatins e outros varios estados onde esse movimento criminoso aconteceu, o poder judiciário e ministério publico prontamente decidiram pela prisao desses marginais fardados. Aqui não, negaram as prisões a pessoas claramente na ilegalidade. Isso fez o movimento se fortalecer e ganhar sobrevive. Graças as ações que o governo tomou na época, se antecipando e convocando forca nacional e exercito, nos não passamos pelo que baiano, cearenses passaram. Aqui os índices de violência permaneceram os mesmos e ate diminuíram em alguns casos, pelo que li nos jornais. Não graças ao judiciário e ministério publico, mais sim a uma ação bem coordenada do sistema de seguranca do estado em conjunto com a forca nacional e forcas armadas.

    • Assino embaixo e acrescento: faltou à governadora pulso para cumprir simplesmente o que dizia decisão de TJ e demitir os grevistas…

  3. O MUNDO SEM POLÍCIA, COMO SERIA?
    O MUNDO SEM POLÍCIA – COMISSÁRIO AURÍLIO NASCIMENTO
    JORNAL EXTRA – CASOS DE POLÍCIA:
    O mundo sem polícia
    Aurílio Nascimento
    O canal de TV a cabo “History Channel” exibiu um excelente documentário, com o título “O mundo sem ninguém.” Quais as consequências e os desdobramentos da civilização, se acaso a humanidade desaparecesse? O que iria acontecer em uma hora, em uma semana, em meses, centenas e milhares de anos, caso o homem não mais existisse? O excelente documentário nos leva a reflexão, e por fim, demonstra nossa insignificância perante as forças da natureza. Ao refletir sobre vários episódios, nos quais a polícia é criticada e humilhada, especificamente sobre o mais recente, onde a quase aposentada cantora Rita Lee chama, durante um show em Aracaju, os policiais de “cachorros”, não esquecendo de generalizar a origem materna dos que ali se encontravam para cumprimento da lei, como sendo todos oriundos do baixo meretrício, imaginei como seria, assim como no documentário, um mundo sem polícia. O que aconteceria se, de uma hora para outra, todos os policiais desaparecessem?
    Vamos nos ater ao Rio de Janeiro, em um mundo sem policia. Nas primeiras horas, não haveria muita diferença. As pessoas, aos poucos, iriam procurar a certeza de que realmente não mais existia a polícia. Os ricos demonstrariam um pouco de preocupação, ainda sem querer acreditar.
    Uma semana sem polícia. Nesta primeira semana, a maioria das pessoas daria início a pequenas transgressões. Os sinais de trânsito não mais seriam respeitados. Os mais afoitos começam a entrar em lojas, restaurantes e supermercados, e de lá sairiam sem pagar. Não agiriam como ladrões, nervosos e correndo. Agiriam com calma e cinismo.
    Um mês sem polícia. A Justiça faria uma reunião de emergência. O ponto principal a se discutir seria como viabilizar as decisões dos juízes, sejam prisões, reintegração de posse, ou qualquer cumprimento obrigatório de uma ordem judicial. Não chegaria a nenhuma conclusão, pelo simples fato de que não há mais a polícia para fazer cumprir a lei. Surge um mercado negro efervescente de venda de armas. Todos querem ter uma.
    Seis meses sem polícia. Os homicídios multiplicam-se por dez. Os corpos permanecem nas ruas. Não há mais os bombeiros e nem peritos, e nem policiais para investigar. Almas ainda caridosas recolhem os corpos. Os políticos, antes detentores de um imenso poder, são caçados como galinhas gordas, e executados friamente. Alguns oferecem seus bens em troca da vida. Os presídios foram abertos, já que não mais existem guardas, e uma imensa horda de criminosos passa a vagar pelas ruas. As agências bancárias não mais funcionam, face ao grande número de roubos.
    Um ano sem polícia. A cidade se torna um caos. Grupos armados passam a dominar ruas e bairros. O dinheiro deixa de circular pela inexistência dos bancos. Os ricos constroem apressadamente bunkers. Não há para onde fugir, pois em todo o mundo não há mais polícia.
    Dois anos sem polícia. O comércio como no passado não mais existe. Volta-se ao escambo. A regularidade é o roubo, a extorsão e o homicídio.
    Dez anos sem a polícia. A sociedade encontra-se totalmente esfacelada. Todos os sistemas de produção foram dizimados. A população foi reduzida em mais de quarenta por cento, e continua diminuindo face a imensa matança. Mata-se por qualquer motivo, desde uma antiga desavença até mesmo porque não se gostou da forma como o outro nos olhou. Os grupos que se formam tornam-se mais poderosos pela força, expandem seus domínios, e passam a sequestrar e escravizar pessoas, principalmente mulheres. Os homens são obrigados a trabalhos forçados.
    Vinte anos sem a polícia. Os limites geográficos antes conhecidos como cidades e bairros não mais existem. Foram reordenados pelos grupos que impuseram seus domínios, e receberam nova denominação. Água, comida e agasalho serão acessíveis apenas aos que possam conseguir pela violência. Os mais fracos mendigam. As mansões e os prédios de luxo foram tomados dos mais ricos. Bandos de vândalos e saqueadores perambulam pela noite, matando, roubando e destruindo. O consumo de drogas é afinal totalmente liberado. A cultura e a produção literária deixaram de existir em dez anos no mundo sem polícia. Os mais novos não aprenderam nem a ler. Aliada aos homicídios generalizados, as doenças matam ainda mais. Não se produz nenhum tipo de remédio, exceto os caseiros. A sociedade como a conhecíamos, com uma policia tentando manter a lei e a ordem, acabou. Prevalece a barbárie, a lei do mais forte. A existência do homem aproxima-se do fim.
    No túmulo, a cantora Rita Lee, que dezenas de anos antes chamou os policiais d e cachorros e filhos de prostituta, chora ao saber da desgraça, e pede desculpas. Mas agora é tarde. No mundo sem polícia, a sociedade acabou.
    Juntos Somos Fortes!

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