BR-135: diretor do DNIT atrasa abertura de envelopes

Há suspeitas de que a companhia Vale tenha pressionado por nova mudança de projeto; não se sabe quando obra começa efetivamente

Fraxe: pressão?

O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Trasnportes (DNIT), general Jorge Fraxe, tem enrolado o quanto pode para realizar a abertura do envelope com a proposta de preço do consórcio Serveng Engenharia/Aterpa, único qualificado na licitação para duplicação da BR-135, trecho entre São Luís e Bacabeira.

A entrega dos envelopes ocorreu em maio e havia, desde o ano passado, o compromisso do DNIT de começar a obra em junho (reveja).

Mas, até hoje, dia 4 de julho, nada de obra. E há suspeitas de que a Vale – que pretende duplicar sua estrada de ferro que passa pelo Campo de Perizes – tenha pressionado para que o projeto do DNIT seja mudado e a duplicação da rodovia seja feita pelo lado da adutora do Italuís.

Uma brincadeira!

O assunto deve ser tema de uma reunião no Palácio dos Leões, logo mais. Secretários de Estado e deputados devem pedir que a governadora Roseana Sarney (PMDB) volte à carga contra a leniência de Jorge Fraxe.


11 thoughts on “BR-135: diretor do DNIT atrasa abertura de envelopes

  1. Caro amigo,

    Não existe a possibilidade de duplicar a BR-135, já que de um lado está o sistema Italuis e do outro Transnordestina ( Antiga Estrada de Ferro São Luis Teresina – RFFSA ). Remover o Italuis ou a Transnordestina é muito caro, então o correto é construir uma nova BR utilizando a estrada da Eletronorte com um custo bem menor que refazer o Itauluis ou a linha Férrea.

    • O projeto levou isso em consideração, meu caro… o mais fácil é duplicar pelo lado linha férrea… o problema é a pressão e o lobby da Vale

  2. Olha Gilberto, sou funcionário público estadual e ano passado fiz um curso de 10 meses em João Pessoa -PB. Uma cidade com pouco mais de 800 mil habitantes, num estado com poucas referências políticas de peso, mas se você vai para Natal, são 180 Km de estrada duplicada, se vc vai para Recife, são 120 km de estrada duplicada, e se vc vai para o interior em direção a Campina Grande, são mais 120 km de estrada duplicada, então alguém pode me responder por que é tão dificil no Maranhão se conseguir pelo menos 40 km de duplicação? Qual é o segredo? E olha que a região metropolitana deve ter quase 1,5 milhão de habitantes, é brincadeira cidadão!

    • Caro JAMES!Oportuno e BRILHANTE seu comentário sobre a
      Capital João Pessoa,bem próximo a São Luís, temos o exemplo
      de Belém-Pa,onde a BR 316 já é DUPLICADA até Castanhal-Pa.

  3. Gilberto,

    O DNIT do Maranhão, há tempo vem precisando de uma investigação séria. Essa investigação poderia começar pelos serviços de recuperação da BR 135. Todos os usuários dessa BR sabem que os serviços de recuperação são precários e não dispoem de sinalização. O risco para quem viaja à noite e principalmente em dias de chuva, é grande. Será que na elaboração do projeto, os técnicos esqueceram de contemplar a sinalização ?

  4. Até concordo que tenha que haver um planejamento minucioso, por falta disso e que tem inviabilizado essa bendita duplicação. a dutora de um lado e ferrovia do outro a BR ficou no meio sem mesmo um acostamento, tudo feito sem palnejamento.

  5. Caro GILBERTO!Tanto a DUPLICAÇÃO da BR 135 quanto a REFINARIA PREMIUM
    deveria ou poderia ser CAUSA abraçada pelo Senador e Presidente do CONGRESSO NACIONAL Sr.JOSÉ SARNEY homem forte da RÉPUBLICA,desde
    que haja interesse de sua parte o resto é balela e conversa fiado.Agora,se não
    for resolvido essas situações,das duas uma:Ou o Senador não tem esse poder
    todo no GOVERNO FEDERAL ou não existe interesse de sua parte.

  6. O problema não é ser caro ou barato, é o racha da verba para certos doutores de paletós que esses caras votam. Cada um quer um pedaço do orçamento.

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