Anuário de Segurança aponta aumento da violência no Maranhão

De O Estado

Casos de homicídios no Maranhão aumentaram 2,4% em 2016 em relação ao ano anterior. O estado e considerado o 11º mais violento do Brasil. Esta foi uma das conclusões do 11º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança sobre a violência no país, lançado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública ontem, em São Paulo.

Somente no ano passado, ocorreram no Maranhão 2.071 assassinatos; em 2015, foram 2.007 casos. Na Região Metropolitana de São Luís (capital, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar), ocorreram 694 homicídios dolosos em 2016 e a polícia já registrou 450 ocorrências este ano. Só este mês, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), 51 casos desse tipo de crime ocorreram na Ilha, 90% na capital, a maioria por arma de fogo.

No último fim de semana, por exemplo, foram quatro homicídios dolosos na Ilha. No último sábado, 28, a polícia registrou dois casos. Uma das vítimas foi Thiago Gleydson Pereira Gomes, o Thiaguinho do Bonde, de 19 anos, que foi baleado por homens não identificados, no bairro da Areinha.

A segunda vítima de sábado foi Uelson Correia dos Santos, o Cueca, de 28 anos, morta a tiros na Rua da Maçã, no bairro Pirâmide. Os moradores ainda ouviram is tiros, mas ao chegarem ao local encontraram a vítima morta sobre uma poça de sangue. Havia marcas de tiros na cabeça. O corpo da vítima foi removido para o Instituto Médico Legal (IML), no Bacanga. A polícia informou que há possibilidade de esse crime ter sido realizado por integrantes de facções criminosas.

No último domingo, 29, ocorreu o assassinato do ex-presidiário João Alves de Sena, de 38 anos, no Sítio do Apicum, na cidade de São José de Ribamar. Já na madrugada de ontem foi morto um homem na Rua Bom Jesus dos Passos, no bairro Liberdade. De acordo com informações da polícia, a vítima chegou a brigar com o acusado, mas acabou baleado e morreu no local.

Latrocínio

O 11º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança constatou, também, o aumento de casos de latrocínios de 57,8% no país nos últimos anos. Em 2016 foram registrados 2.514 assassinatos cometidos durante o ato do roubo, enquanto no ano anterior ocorreram 1.593 casos em todo o Brasil.

Na Região Metropolitana de São Luís, ocorreram 31 casos de latrocínios em 2016. Este ano, a polícia já registrou 22 casos e somente neste mês foram dois casos desse tipo de crime. O último registro foi no dia 25, quando Flávio Gouveia Santos, de 38 anos, foi abordado por dois criminosos nas proximidades de sua residência, na 2º Travessa Bom Milagre, no bairro do Monte Castelo.

A vítima foi roubada e ainda alvejada no peito e abdômen. A dupla criminosa fugiu em uma motocicleta Bis vermelha. Flávio Santos morreu no local. A outra vítima desse tipo de crime este mês foi o frentista José Carlos Torre Rêgo, de 52 anos, e o caso ocorreu no último dia 5, no Tirirical. Segundo a polícia, a vítima levou um tiro no pescoço em seu local de trabalho, em um posto de combustível e morreu no local.

Saiba mais

A publicação do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) compila e analisa dados de todas as unidades da federação e da União sobre violência e segurança. Ao todo, foram 61.619 mortes violentas intencionais no período, o maior número já registrado pela série histórica do Anuário.


6 pensou em “Anuário de Segurança aponta aumento da violência no Maranhão

    • não, na conta do Anuário da Segurança… estão aí os dados. Mas como os comunistas do Maranhão estão acostumados a fabricar dados para apresentar em propaganda, até entendo sua dificuldade em ler números reais

      • Esses imbecis baba ovos desse governo não tem mais argumentos. Também não da pra esperar muita coisa de quem apoia uma ideologia atrasada e que nunca deu certo em lugar nenhum.

  1. Gilberto. Outros veículos publicaram os dados do período 2015-2016. E mostrou tendência de queda em relação ao período 2014-2015. Se forem comparados os dois períodos dá pra supor que é efeito das políticas de segurança do atual governo?

      • Todo governo tem sua política de segurança. Pode- se não concordar com a mesma ou com o governo. mas, está aí. Essa questão dos resultados importa muito. Talvez até mais do que a própria política de segurança.

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