Capelães escolhidos por Flávio Dino têm vínculo com partidos aliados

A representação em que o PRP acusa o governador Flávio Dino (PCdoB) de fazer política eleitoral a partir das nomeações de capelães para a Polícia Militar e para o Corpo de Bombeiros do Maranhão (reveja) traz um dado, no mínimo, curioso.

Segundo a ação, vários desses líderes religiosos têm ligação não apenas com as igrejas que representam, mas também com partidos políticos da base aliada ao comunista.

Na ação são citados os pastores Pedro de Lima Vilela, que é do PDT, e desempenham o cargo de tenente da PM; o coronel Misael Mendes, que também é do PDT e foi o primeiro capelão a ser tornar coronel de polícia, algo destacado pelo próprio Dino.

“QUERO SAUDAR NA PESSOA DO CORONEL MISAEL, QUE VEM A SER O PRIMEIRO CORONEL CAPELÃO DA HISTÓRIA DA POLÍCIA MILITAR DO MARANHÃO; E SÓ HÁ UM, E EU ESCOLHI QUE FOSSE O DA ASSEMBLEIA DE DEUS, QUE É O CORONEL MISAEL”, destacou o governador, em discurso na cidade de Chapadinha, em dezembro do ano passado.

Do PP foi nomeado o major capelão Raimundo Lopes e do PPS, Francisco Fábio Silva Leite. Do DEM foi agraciado com o cargo de capelão o pastor Jessé Lemos Coutinho; do PSC ganhou o cargo o pastor Paulo Guilherme Fernandes.

A denúncia do PRP cita ainda, o caso do pastor Caetano Jorge Sares, de Caxias. “Hoje nomeado capelão pelo Governador Flávio Dino, deve-se evidenciar que, na campanha de 2014 ao Governo do Estado, o Governador Flávio Dino recebeu apoio político do Major, tal qual noticiou o Portal Vermelho”, diz o partido, apresentando um link para a notícia que confirma a revelação.

Três patentes

Consta da representação, ainda, a promoção de um pastor que passou de tenente para coronel em um só dia.

Raimundo Gomes Meireles era 1º tenente da Polícia Militar quando foi exonerado em 19 de janeiro por Flávio Dino. No mesmo dia, ele aparece no Diário Oficial do Estado no posto de coronel, não mais da PM, e sim do Corpo de Bombeiros Militar.

Raimundo Gomes é o segundo coronel a ser nomeado por Flávio Dino. Nas gestões anteriores, os capelães eram nomeados somente até major da Polícia Militar.

A relação agora denunciada pelo PRP já havia sido tema de denúncias do deputado Wellington do Curso (PP) na Assembleia Legislativa.

Capelão fantasma?

A denúncia levanta, também a possibilidade de um dos capelães sequer residir em São Luís.

Trata-se de Felipe Madureira da Silva, que, de acordo com o partido, é filho do pastor Marcos Pereira, do Rio de Janeiro, filiado ao PCdoB.

“Outrossim, cumpre dizer que o Capelão FELIPE MADUREIRA DA SILVA, ao que parece, residia (ou ainda reside) no Rio de Janeiro. É filho do conhecido pastor Marcos Pereira, filiado ao PCdoB, que possui fortes relações com vereadores e deputados federais do PCdoB do Rio de Janeiro, como por exemplo, com a deputada Federal Jandira Feghali e o vereador do PCdoB, Netinho de Paula. Felipe Madureira Silva foi nomeado pelo Governador Flávio Dino em 22 de janeiro de 2018 como Capelão religioso e, pelo que se sabe, não desempenha qualquer função no Maranhão e, sequer, reside no Estado”, diz o texto da representação.

Articulação

Outra curiosidade apontada pelo PRP: há capelães nomeados na Secretaria de Estado de Cmunicação e Articulação Política (Secap).


10 pensou em “Capelães escolhidos por Flávio Dino têm vínculo com partidos aliados

  1. Gilberto, eu leio alguns blogs de São Luís porque tenho hábito de leitura, porém, são muito cansativas as matérias disponibilizadas por esse blogs, especialmente, para quem gosta de informações úteis. Independentemente de preferência política do blogueiro; em geral, parece que há uma obsessão por notícias fúteis que compartilhadas como pessoas negativas, servem apenas para criar um círculo de energia nefasta no Estado, em que habitamos. Com isso, se formou no Maranhão uma aura provinciana onde as pessoas, culturalmente, mesmo conhecendo outros lugares melhores, não melhoram, ou seja, estacionaram no emocional do passado e não progridem. Dessa forma, o Maranhão, não obstante o seu potencial natural está fadado a continuar no atraso, independentemente, de quem o governe. Por que o problema está nos hábitos, costumes e na prática do seu povo, aí incluídos, povo, governantes e imprensa. É uma tristeza!

  2. Se Flávio Dino tiver pensando que vai robustecer a campanha eleitoral dele com nomeações de dezenas de capelães evangélicos, tá muito enganado. Essas pseudo-lideranças não têm muita influência no seio das respectivas denominações evangélicas. Os congregantes de hoje não seguem as indicações de pastores como faziam outrora, cegamente.
    E todos eles sabem que o PCdoB é um dos partidos que defendem: a) o casamento entre homossexuais; b) a orientação educacional de crianças para abraçarem a causa gay; c) a leniencia do Estado para com bandidos pertencentes a classe econômica reputada pobre (que na concepção dos vermelhos são oprimidos pelas classes economicamente mais fortes); d) a expropriação da propriedade privada; e) o apoio às ditaduras da Venezuela e de Cuba, que pregam o ateísmo; f) o fim do Estado, iniciando com uma ditadura do proletariado e culminando com uma anarquizacao total da sociedade, acabando com as estruturas que disciplinam a convivência das pessoas.

  3. E qual o motivo de tanto agente penitenciário lotado na secretaria de comunicação e articulação politica?

  4. Esse FD termina sendo excomungado pelas igrejas,em face de querer tirar proveito das mesmas através dessas nomeações idiotas e de pouca credibilidade.Deus não dorme e o comunismo é coisa do satanás.

  5. Pingback: FARRA DE CAPELÃES! Após escândalo, religiosos deixam capelania - Gilberto Léda

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