Deputados condenam corte de valor de plantões de médicos do Maranhão

De O Estado

Repercutiu muito mal na Assembleia Legislativa, durante a sessão de ontem, a notícia de que uma portaria editada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) pode culminar com a redução do valor dos plantões de médicos que atendem na rede estadual de Saúde.

O caso foi revelado no fim de semana, quando profissionais afetados pela medida tomaram conhecimento do ato, publicado na edição de 30 de outubro do Diário Oficial do Estado (saiba mais).

Em pronunciamentos na Casa, os deputados Adriano Sarney (PV) e Wellington do Curso (PSDB) teceram duras críticas ao governador Flávio Dino (PCdoB).

Para o deputado do PV, que lembrou também da ação pelo corte de 21,5% de funcionários do Estado, trata-se de “mais um golpe contra servidores estaduais”.

Ele questionou que tipo de incentivo profissionais médicos poderão ter ao saber que seus salários podem ser reduzidos a partir de agora.

“Como é que o senhor [governador Flávio Dino] quer incentivar estes homens e mulheres, médicas e médicos do Estado do Maranhão que trabalham, mais uma vez, repito, de forma precária, em seus hospitais sem medicamentos, sair da capital para receber o mesmo valor de plantão em São Pedro dos Crentes, em Chapadinha, em municípios mais afastados, qual o incentivo que esse médico terá de sair da capital para trabalhar no interior, já que aqui ele ganhará o mesmo valor?”, declarou.

Adriano propôs que o Executivo promova cortes em áreas como a comunicação, por exemplo, para não penalizar a Saúde estadual. “Por que o Flávio Dino não corta a verba da comunicação, acabou de destinar sessenta e quatro milhões para Secretaria de Comunicação? Por que não corta da comunicação para dar o valor dos plantões aos médicos que vão para o interior?”, completou.

Insatisfação

Em seu pronunciamento, Wellington do Curso destacou insatisfação da categoria com a nova portaria. Ele disse já ter sido procurado por médicos para relatar a situação e solicitar apoio.

“É de se lamentar que o governador não saiba o que é prioridade. Não saiba, por exemplo, que para população é melhor que o estado invista na saúde, nos médicos, na infraestrutura hospitalar, ao invés de gastar milhões na propaganda, como ele faz. Somos contra essa medida do Governo de reduzir salários dos médicos. Governador, respeite os profissionais do Maranhão. Continuarei firme defendendo os médicos e ensinarei Flávio Dino que com a saúde pública não se brinca. Com a vida das pessoas não se faz propaganda, governador!”, afirmou Wellington.

Wellington do Curso informou ter encaminhado requerimento ao Governo do Estado solicitando esclarecimentos sobre a portaria que reduz salário dos médicos no Maranhão.

_______________Saiba mais
Médicos discutirão portaria que pode reduzir valor de plantões


6 pensou em “Deputados condenam corte de valor de plantões de médicos do Maranhão

  1. Essa é a dura realidade que está acontecendo na Saúde do Estado. O governo além dessas maldades não oferece condições de trabalho condizentes.

  2. Isso tem ocasionado o atraso de várias cirurgias, prejudicando os pacientes e aumentando ainda mais a fila de espera. Deputado continue fiscalizando e denunciando, pois isso não pode acontecer.

    • Em Coroata (Macroregional) as cirurgias eletivas estão totalmente suspensas… Basta conferir… Dezenas e dezenas de pacientes aguardando…

      Esse é o Maranhão de Todos Nós?

  3. Tido mundo sabia que isso ia acontecer, mas foram atrás de conversa fiada agora não adianta reclamar e chorar.

  4. Acho triste o descaso que o governador esta fazendo com a saúde do povo do Maranhão, mas convenhamos que Flavio Dino, que já tem um histórico, no primeiro mandato, de perseguição ao mais carentes, foi reeleito pelo voto popular de maneira bem confortável e tranquila. Ao povo foi dada a opção da mudança, mas este resolveu apostar na perseguição, no patrulhamento, na ameaça e na intimidação, trabalho que o governo do PCdoB faz com maestria aos que insurge contra sua gestão. Agora é só lamentar e espera.

Os comentários estão fechados.