Criança é impedida de se matricular em escola de Ribamar por ter cabelo crespo

Reportagem de O Estado publicada nesta quinta-feira (14) revela que uma criança de apenas 8 anos foi impossibilitada de se matricular numa escola de ensino fundamental de São José de Ribamar por ter cabelos crespos.

O caso foi levado à delegacia pelos pais do garoto.

A mãe da criança havia ido, em fevereiro, à Escola Municipal Professora Augusta Maria Costa Melo, localizada no bairro Vila Olímpica, São José de Ribamar, à procura de uma vaga para o lho estudar.

A direção da instituição pediu que a mãe retornasse no dia 12 de março, para efetuar a matrícula da criança. No referido dia, a mãe foi à escola e levou a criança, com o objetivo de fazê-la conhecer o espaço onde estudaria.

“Ao ver a criança, a diretora da escola me disse: ‘Mãezinha, com esse cabelo não pode’. Fiquei perplexa, até ela deixar claro que eu deveria levar o Felipe para cortar o cabelo”, conta Joselma Lima.

A diretora, Helena Rita de Sousa, havia feito a exigência, pois o aluno deveria “seguir um padrão em que as outras crianças da escola seguiam, de cabelos baixos, estilo social”, em suas palavras, conforme contou a mãe.

A mãe diz que negou o pedido da diretora e que no mesmo momento o seu lho pedia para ela não fazer o corte. “Felipe tem um certo grau de autismo, e é apaixonado pelo seu penteado. Mesmo se um dia eu cogitasse cortar os cabelos do meu lho, não poderia fazer isso de imediato, porque sei o quanto o afetaria”, diz a dona de casa.

Segundo ela, a diretora não recuou e disse que essa era uma determinação da Secretaria Municipal de Educação de São José de Ribamar e que a criança só seria matriculada após estar com um corte de cabelo adequado.


17 thoughts on “Criança é impedida de se matricular em escola de Ribamar por ter cabelo crespo

  1. Sensacionalismo barato. Segundo a transcrição da conversa da diretora com a mãe, a escola não aceita meninos de cabelos grandes. Na escola Adventista era assim também. Não tem nada a ver com cabelo ser crespo ou liso.
    Eu acho essa proibição sem sentido e totalmente inaceitável em escolas públicas. Mas sejamos honestos com os fatos.

      • Eu não sei se iriam mandar cortar ou não, mas você(s) está(ão) só conjecturando. Estão imputando crime a alguém e mandando a presunção de inocência pro espaço.
        A senhora pode até ser racista, não sei. Mas não é possível afirmar isso baseado neste evento isolado.

  2. É preciso fazer a necessária diferença entre as coisas. A diretora está errada em exigir – em tempos de diversidade – que todos os alunos adotem um mesmo padrão de cabelo, vez que a beleza está na pluralidade. Por outro lado, tratar a questão como “preconceito ao cabelo crespo” do aluno é leviandade. O que foi condenado pela diretora foi o tamanho/volume do cabelo. Desse modo, para se afirmar que se trata de “racismo”, mostrava-se necessário provar que diante de um cabelo liso e grande/volumoso, ela não agiria da mesma forma. Assim, condena-se a atitude da diretora em relação à tentativa de padronizar cortes de cabelos, mas afasta-se a tentativa de fazer disso algo assemelhando a preconceito racial.

    • É racismo mesmo! Cabelo liso de branco a diretora nunca barrou, mesmo quando grande e volumoso. O racismo quase nunca é assumido frontalmente, assume vários disfarces, eufemismos e subterfúgios. Apenas as vítimas sabem o peso da estigmatizacao pelo traços raciais do negro, sobretudo cabelo e cor de pele.

    • Concordo.
      Segundo a própria matéria, em nenhum momento a diretora fala algo sobre o fato do cabelo ser ” crespo, liso etc.” E sim sobre o tamanho do cabelo.
      Quem escreveu a matéria deveria corrigir o título.

  3. Pingback: Prefeitura de Ribamar diz que não tolerará racismo após veto a matrícula de garoto com cabelo crespo - Gilberto Léda

  4. Queria ver se fosse pra entrar pro colégio militar…. Um dos melhores colégios do Maranhão, ele teria que cortar […]! Aí iriam dizer que é a ditadura….

  5. MUITO MIMI AGORA POR CAUSA DE CABELO HÁ .. SE CABELO VALESSE ALGUMA COISA NÃO NASCIA NO CU HÁ CORTA O CABELO DESSE MENINO , SE FOSSE O DELEGADO MANDAVA ELA IR DA PARTE LA NO SALÃO DE BELEZA ,,,

    • Tu es um ignorante, nao leu a parte que a criança tem um certo grau de autismo, ou é analfabeto funcional? Si a criança gosta do cabelo desa forma, ja imaginou no que isso pode agravar a sua auto-estima?

    • cara! se o garoto era AUTISTA e era APAIXONADO pelo seu cabelo e estilo, essa diretora não tinha que barrar a matricula, e outra, houve racismo sim, outros relatos da mãe , era que a própria diretora disse: “não posso aceitar uma criança com o cabelo desse jeito e a cor dele, assim nossa escola não gosta de aceitar alunos problemáticos como ele”, então teve preconceito e racismo.

  6. Eu não.vi racismo, mas até uma forma de proteger essa criança. Imaginem o que ela vai sofrer de preconceito dos colegas pelo cabelo grande. A mãe deveria brigar sim pelo acompanhamento. especial do seu filho na escola, na condição de autista.
    No Brasil não existe preconceito racial, até por que mais de 60 % da população brasileira é descendente de negro.
    No Brasil existe sim, o preconceito social. Como exemplo. Enquanto a família almoça na sala de refeição, a.empregada doméstica (branca ou negra)almoça na cozinha. Na minha casa não é assim, todos nós almoçamos juntos.

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