São Luís e Chile discutem parceria de combate a descarte irregular do lixo

Em reunião realizada nesta quinta-feira (12), na Agência Brasileira de Cooperação, no Itamaraty, em Brasília (DF), representantes da Prefeitura de São Luís e da Embaixada do Chile no Brasil avaliaram a possibilidade da execução de um projeto de cooperação técnica na gestão de resíduos sólidos. O vice-prefeito de São Luís, Julio Pinheiro, representou o prefeito Edivaldo Holanda Junior, acompanhado pela secretária de Articulação Institucional, Ana Paula Rodrigues. A iniciativa visa ampliar as ações de controle do descarte irregular de lixo em São Luís, intensificando a política de gestão de resíduos, que já vem sendo desenvolvida em São Luís, na gestão do prefeito Edivaldo.

“É um projeto de suma importância para o aprimoramento da gestão de resíduos da cidade de São Luís. Já temos muitos avanços na área, porém há necessidade de ampliar as ações, combatendo, especialmente, o descarte do lixo em locais inapropriados, uma política que já vem sendo adotada pelo município, inclusive com a oferta de espaços específicos para receber esses resíduos, os Ecopontos. Precisamos intensificar o controle na destinação do lixo e educar a população para colaborar com a política de sustentabilidade da nossa cidade, e essa parceria com o Chile, possibilitará avanços neste sentido”, destacou o vice-prefeito, Julio Pinheiro.

A presidente do Comitê Gestor de Limpeza Urbana, Carolina Moraes Estrela, informa que as políticas de limpeza urbana implantadas pelo prefeito Edivaldo incluem a busca de parcerias que possam contribuir para a melhoria dos serviços prestados à população. “Estas ações têm contribuído para ampliar nossos serviços. Hoje, já temos parceria com a cidade italiana de Tramonti, na área do incentivo à reciclagem, e temos parceria com a Suécia, por meio da Associação Internacional de Resíduos Sólidos, para o desenvolvimento de um programa de combate ao lixo no mar”, disse.

De acordo com a proposta, que ainda está em fase de avaliação, a meta é reduzir os pontos de descarte irregular de lixo, melhorar as técnicas de controle, monitoramento e gestão de resíduos sólidos utilizadas, capacitar carroceiros que trabalham na coleta de resíduos na cidade, promover ações educativas, que resultem em boas práticas da população, promovendo a sustentabilidade ambiental no município. A ideia é executar o projeto em um ano, a partir da formalização da parceria com o Chile.

A iniciativa leva em conta a experiência do Chile em gestão de resíduos sólidos, que a Prefeitura de São Luís deseja trazer ao município, intensificando a política que já vem sendo desenvolvida na capital. Desde a desativação do Aterro da Ribeira, no ano de 2015, São Luís passou a fazer o encaminhamento dos resíduos recolhidos na cidade para a Central de Gerenciamento Ambiental (CGA) Titara, que segue todos os parâmetros determinados pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e pelas legislações ambientais e sanitárias vigentes. Atualmente, o Aterro da Ribeira é o único aterro do Maranhão encerrado e com Licença Ambiental de Recuperação.

Avanços

Além da desativação do aterro, São Luís é destaque em outros avanços na gestão de resíduos sólidos, como a implantação e atualização das legislações relativas à limpeza urbana, assim como a implantação de programa de Educação Ambiental que possui foco no cidadão, promovendo a conscientização ambiental.

Para combater o descarte irregular, foram criados os Ecopontos, espaços ofertados na cidade para que a população destine, adequadamente, os resíduos recicláveis e volumosos. Conta com 16 equipamentos em funcionamento e já houve a recuperação de cerca de 30 milhões de quilos de resíduos, assim como a redução de pontos de descarte irregular. A iniciativa coloca São Luís entre as cidades que possuem projeto de reciclagem no Brasil.

De acordo com dados do Comitê Gestor de Limpeza Urbana, apresentados no projeto de parceria com o Chile, apesar do avanço com a coleta em Ecopontos e a reciclagem, o município possui o grande desafio de extinguir os pontos de descarte irregular do lixo. A estimativa é que existam na cidade cerca de 400 pontos, que migram, frequentemente, burlando as medidas realizadas para a contenção e extinção.


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