Agiotagem e extorsão podem estar por trás de morte na Feira da Cohab

Um áudio compartilhado ontem (17) pelo homem acusado de matar Dimas Araújo, administrador da Feira da Cohab, em São Luís (saiba mais), pode conter a senha para a elucidação do crime.

Na gravação, enviada por aplicativo de troca de mensagens, Nilson, conhecido como “Ratão”, apresenta sua versão do ocorrido e tenta justificar o assassinato.

“É tudo isso e mais um pouco: tentativa de extorsão, né? Pegando dinheiro dos outros e dando banca dos outros para outros… um monte de coisa. […] Eu até conversei com ele: ‘rapaz, me dá minhas permissões, não faz isso que isso vai dar merda'”, relata

Ratão ainda confirma que queria ter matado outra pessoa, que supostamente o estaria extorquindo junto com Dimas.

“Ele [Dimas] queria era me extorquir. Ele e mais um outro da administração que não deu tempo de eu matar ele, um magrinho lá. Não deu tempo”, completou o acusado, encerrando a conversa.

Agiotagem e extorsão

O áudio do acusado de assassinato acabou jogando luz sobre um assunto sobre o qual se ouvia muito pouco: a negociação ilegal de pontos de comércios em feiras públicas de São Luís.

De acordo com as regras da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa), cada feirante tem direito a apenas um box ou ponto de venda. Mas há casos em que um mesmo comerciante tem dois, três, ou até quatro.

Não se sabe se com a anuência da pasta, ou não.

No caso, da Cohab, por exemplo, segundo o jornalista Marco D’Eça (lei mais), “Dimas morreu porque, após a reforma da Feira – que está sendo iniciada pela prefeitura de São Luís – cada feirante ficaria com duas bancas. O assassino – que sequer trabalha na feira – controlava quatro pontos e não aceitava perder este esquema”.


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