Sarney: ‘Calcule o que se sente ao ouvir dizer que vivemos 50 anos de atraso!’

Da Coluna do Sarney

No meu último artigo sobre o meu governo do Maranhão, 1966-1970, terminei contando como constituímos um grupo de trabalho para planejar o que íamos fazer. Era o GTAP.

Faltava água, as ruas estavam destruídas e a energia eram quatro geradores a lenha da Ullen. Atacamos essas emergências. Asfaltei todas as ruas de São Luís, criei a Caema e fiz um novo sistema de abastecimento de água. Construímos a barragem do Batatã; no Sacavem, a adutora e a ampliação da Estação de Tratamento de Água; reformamos todos os sistema de distribuição d’água, construindo quatro caixas-d’água — Calhau, Oiteiro da Cruz, Tirirical e Galpão (atual início da Kennedy, onde existia um galpão com mercado de legumes e frutas) —; substituímos o encanamento da cidade. Trouxemos dois containers com geradores novos, evitando a continuidade do racionamento que existia até a chegada da energia da hidroelétrica que estávamos construindo no Rio Parnaíba — Boa Esperança.

Comecei a construção de grandes conjuntos de casas populares, criando a COHAB. Para estabelecer comunicação com o interior e melhorar a da capital, criamos a Telemar, cujo presidente era o General Alexandre Colares Moreira, e iniciamos o primeiro plano de Comunicação do Brasil, preparado pelo Coronel Goes, o mesmo que fez o Plano Nacional, grande autoridade na matéria.

Abrimos e construímos a Avenida Kennedy, transferimos a a população da grande palafita que ocupava a área que hoje é a região da Areinha para o outro lado do Bacanga — onde estávamos construindo a Barragem —, e fundamos o Anjo da Guarda. A cidade mudava de aspecto, e os problemas urgentes estavam resolvidos com as novas vias. Para elaborar e implantar um plano de engenharia de tráfego, trouxemos o Major Fontenelle, que fazia o mesmo plano no Rio no governo Carlos Lacerda. Assim, buscávamos, com grande antevisão, enfrentar os problemas que viriam no futuro.

Com a Barragem do Bacanga e a Ponte José Sarney, a cidade era outra, se expandia, abria as asas. Roseana completaria essa obra trabalhando por São Luís, construindo viadutos, abrindo novas avenidas, criando os Vivas, promovendo a Cultura com o renascimento das tradições culturais. Desse modo o nosso objetivo de tornar a cabeça do Estado a sua capital, renovando-a, estava atingido. Tudo que temos hoje vem do passo inicial e, como dizem os chineses, toda corrida começa no primeiro passo.

Pense como seria hoje a São Luís sem nada disso, sem a visão do futuro, sem as obras de há 50 anos, que concebemos e iniciamos.

Depois veio a parte da Educação, com a Cema, a TV Educativa, a Universidade, os Ginásios Bandeirantes, as escolas João de Barros e a nova mentalidade que passou a existir, de progresso e futuro.

E calcule o que se sente ao ouvir dizer que vivemos 50 anos de atraso!!


13 pensou em “Sarney: ‘Calcule o que se sente ao ouvir dizer que vivemos 50 anos de atraso!’

  1. Se o ex-presidente Sarney citasse as obras construídas nos três anos de governo Castelo poderia dizer que os dois fizeram as maiores transformações do Maranhão, só faltou outros terem continuados nesse ritmo, da pena ver o estado em queda livre se tornando como referência de piores endocardite sociais que existem, governo de arrogância, prepotência e de poder pelo poder,sem nenhuma preocupação com o povo maranhense

  2. Só os imbecis útil acreditam nessa falácia de 50Anos de atraso. “Atraso” é ter toda facilidade do mundo moderno, e nem assim conseguir fazer nada de útil nem para São Luís, e muitos menos para o resto do estado.
    Parabéns Sr José Sarney.

  3. Eu assisti toda essa transformação realizada por esse grande homem de visão que se chama José Sarney. O Maranhão deve muito a esse homem. parabéns Sarney.

  4. Tenho 47 anos e sempre ouvi que a cidade de São Luís não foi uma capital planejada. Nesse pouco tempo de vida, perante os mais de 400 anos de São Luís, nunca nenhum governante ou prefeito conseguiu fazer o planejamento da cidade? É triste. Se você quer tirar a dúvida de como somos atrasados vá a Belém ou a Teresina, você verá São Luís esta e sempre esteve jogada as cobras, principalmente às cobras política, ou diria raposas.
    Se na capital é do jeito que é, imaginem o interior do estado. A necessidade e miséria reinam perante as riquezas detidas nas mãos de poucos e curiosamente políticos ou aliado dos mesmos. O principal que é negado ao povo é a educação (conhecimento), o analfabetismo é uma triste realidade. Temos terras agricultaveis, fontes de água em abundância e o povo passando fome. Os órgãos técnicos ligados ao meio rural ou é um cabide de emprego ou há desvios das verbas destinadas à pesquisa e preparação técnica dos agricultores. Lamentável.
    Os 50 anos anos de atraso é pouco para explicar o estado de miséria de um estado que nunca deixou de ser colônia, a famosa capitania derrotaria. Até mesmos os novos governantes que se sucedem não conseguem se desvencilhar das velhas práticas, no osso caso atual aperfeiçoada para nos levar ao pior estado da nação. É de dar medo, uma vez que não apareça uma liderança que mão queira romper com este cico vicioso. Só vejo possíveis candidatos com aparentes boas intenções, mas não fica claro as reais intenções arquitetadas no jogo de cena para ludibriar o eleitor que busca uma ruptura com o sistema podre que temos em todos os poderes. Não se vê uma investigação, uma condenação, uma prisão, uma restituição de valores roubados do erário público.
    Mas continuo com a esperança de termos candidatos verdadeiros que possam cumprir seus mandatos sem troca de favores, que coloquem pessoas técnicas para conduzir suas pastas,. Se não encontrar, o jeito será continuando votando no cadidato menos pior.

  5. Como Sarney conseguiu fazer tudo isso se encontrou o Maranhão em situação de miséria. Não tinha crédito. Sarney, todos nós sabemos que todas grandes obras da época foram realizadas pelo Governo Federal.

  6. Sarney tem um grande defeito, antes, em épocas não tão remotas, Sarney entendia que através da informação poderia construir um Maranhão melhor. Quando criou o Jornal estado do Maranhão procurava trazer o que existia de melhor, trazendo inclusive Walter Rodrigues para chefiar a redação do ESTADO. Hoje, Sarney ignora áquilo que pensava e, mesmo sendo o proprietário do Sistema Mirante PERMITE que vermes travestidos de jornalistas façam apologia às milicias sanguinárias como essa comandada pela família do BOZOPATA. Sarney ao permitir que o rebotalho do JORNALIXO escreva em seu jornal ( e blogues) mostra que entrou na fase senil.

  7. O governador trouxe água e melhorou a distribuição de energia na capital. Trouxe colaboradores de outros estados – como fizeram Lobão e Roseana. Nós do interior do MA(região sudoeste) sentimos na pele a falta de importancia de São Luís pra todos nós: daqui migramos pra Palmas, Goiânia e Brasilia em busca de trabalho e estudos. Enquanto isso o MA que tanto deve à sua elite governante desce ladeira à baixo ombro à ombro com a miséria e falta de oportunidades. Brava gente!

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