Covid-19: epidemiologista alerta sobre flexibilização precoce no MA

O médico epidemiologista Antônio Augusto Moura da Silva, professor doutor titular do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), e professor de Epidemiologia do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Ufma, alertou na noite de ontem (29), durante uma transmissão ao vivo no Instagram, que o Maranhão pode estar correndo riscos com o que pode ser uma flexibilização precoce das medidas de isolamento social contra o novo coronavírus (Covid-19).

Desde a segunda-feira (25), o Governo do Estado liberou a reabertura de pequenos comércios familiares. E, a partir do dia 1º de junho, novos setores terão permissão para retomar suas atividades (saiba mais).

Durante a live, o especialista reconheceu, a partir de modelos matemáticos, que há uma tendência de redução da velocidade de expansão da doença no estado – notadamente na Região Metropolitana de São Luís -, mas destacou que nesta semana já houve aumento da chamada taxa de transmissibilidade do vírus ( ou Rt), entre os dias 27 e 28 de maio, apenas três dias após o início da reabertura – era de 1,18 e passou a 1,32 no dia seguinte.

Antônio Moura da Silva citou como exemplo de sucesso no combate à pandemia a Alemanha, que só voltou a flexibilizar medidas de distanciamento quando o número de novos casos já havia passado por uma fase de acentuada queda. E apontou o fracasso do Chile, que adotou medidas rígidas logo de início, mas as flexibilizou quando o vírus ainda se expandia, embora em velocidade moderada – algo parecido com o que se percebe no caso maranhense.

O médico epidemiologista concluiu: “Eu posso dizer, que é o nosso papel enquanto cientista, que, tecnicamente, nesse momento, a gente absolutamente não recomendaria nenhum início de flexibilização”.

Assista aqui à apresentação na íntegra.


3 pensou em “Covid-19: epidemiologista alerta sobre flexibilização precoce no MA

  1. Nao sou medico, sou Engenheiro e Fisico ( dos bons diga-se de passagem ), mas posso te afirmar uma coisa, SE, repito, SE, essa ” LIBERAÇÃO GERAL ” realmente acontecer, no final de JUNHO PRÓXIMO teremos mais de 3000 mortos por COVID 19.

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