Mata Roma: Hildo defende prefeito próximo da cassação pelo TRE

O deputado federal Hildo Rocha (MDB) fez nesta semana um duro discurso contra adversários do prefeito de Mata Roma, Besaliel Albuquerque (PT). Ele acusa a oposição na cidade de tentar tomar o mandato do gestor no “tapetão”.

O pedetista está em julgamento no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), por abuso de poder e compra de votos. Dois membros da corte já votaram pela cassação, com consequente realização de novas eleições (saiba mais).

De acordo com o parlamentar, apesar dos avanços na lei eleitoral, a legislação ainda carece de modificações. “Considero que ainda há essa necessidade para que possamos deixar mais claro alguns pontos, principalmente no que diz respeito a abuso do poder econômico e abuso do poder político”, argumentou.

O deputado enfatizou que uma particularidade da campanha eleitoral de Besaliel é usada como argumento dos que querem tomar o mandato que foi conquistado de forma legítima.

“Durante a campanha, após as caminhadas do dia a dia, em busca de votos, as pessoas se reuniam na sua casa do candidato e levavam alimentos para fazer um lanche. Aquele lanche foi denominado, pela própria população, de ‘Café do Besaliel’. O candidato não mandava, não pedia, não tinha participação nessa ação. Sequer comprou café, açúcar, nem outros produtos que eram ali servidos: bolo, tapioca, pão, beiju. Também não se pode afirmar que isso tenha mudado o resultado da eleição, mas os adversários pegaram isso, juntaram e prepararam denúncia contra Besaliel, na intenção de que a Justiça entenda que ele cometeu abuso de poder econômico. Isso não se configura abuso de poder político ou abuso de poder econômico”, argumentou Hildo Rocha.

A realidade, contudo, desmente deputado. Segundo denúncia do Ministério Público Eleitoral, os eventos denominados “Cafezinho do Besa” eram, na verdade, banquetes com distribuição de comidas, bebidas e outras vantagens a eleitores. O pedetista acabou vencendo a eleição por míseros 62 votos de diferença.

“Foram colacionados prints, fotos e vídeos das redes sociais mantidas pelos demandados, para fins de registro da “DISTRIBUIÇÃO DE DÁDIVAS, BRINDES E AFINS”, o que, segundo o autor, seria como FORMA DE ANGARIAR VOTOS ILEGALMENTE. Segue alegando que houve também “a indubitável compra de votos, por meio de entrega de envelopes de dinheiro, promessas de empregos e afins”, e que tais condutas visavam à captação ilícita de sufrágio. Diante da harmonia de provas, é evidente o comprometimento da normalidade do pleito para prefeito, também considerada a diferença de votos ao final da apuração, mormente porque o representado bem sabe que o apoio dos moradores de um bairro ou povoado carente poderia lhe valer a eleição”, destacou a promotora Ilma de Paiva Pereira, ao recomendar a cassação do prefeito.

O julgamento do caso deve ser retomado na semana que vem.


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