
Após o governador Carlos Brandão (PSB) reafirmar que ficará mesmo no mandato até dezembro de 2026 – sem abrir para o vice-governador, Felipe Camarão (PT) -, o petista também foi às redes para dizer que não renunciará ao mandato.
“Se o governador renunciar para disputar algum outro cargo, já estou pronto para assumir e disputar a reeleição. E se ele não sair, sigo a pré-candidatura a governador do Maranhão pelo PT”, afirmou.
Camarão decidiu manifestar-se após crescerem rumores de que Brandão estaria apenas blefando quando fala em ficar na cadeira até o fim do mandato.
Alguns aliados acreditam – sabe-se lá por que cargas d’água – que esta seria uma forma de forçar o vice a renunciar, abrindo caminho para o governador, então, sair do cargo também e disputar uma vaga de senador.
Como Felipe Camarão não precisa deixar a vice para concorrer a nenhum cargo em 2026, é muito pouco provável que Brandão esteja jogando – e muito mais crível que ele esteja mesmo decidido a ficar no governo.

O vice-governador Felipe Camarão precisa de muito óleo de peroba. Ele diz que algumas pessoas anteciparam as eleições. Como assim, cara pálida? Camarão só fala em eleição. Ele e os dinistas já enfiaram o canivete na goela do governador Carlos Brandão exigindo a sua renúncia do cargo. Rodrigo Lago, Márcio Jerry, Leand Bello e Carlos Lula iniciaram um processo de perseguição ao governador desde o dia em que ele disse que vai ficar até o último dia de seu mandato. Processo legítimo. Brandão foi eleito pelo povo do Maranhão e não por Flávio Dino e seus seguidores. Já teve até uma tal carta do PT em que membros do partido do presidente Lula afirmavam que Camarão é governador e pronto. Depois foi desmentida. Agora, Camarão volta a afirmar que é candidato e pronto. Só que desta, Camarão não afirmou que é candidato de Lula. Por que será?
Sem problemas
🦐 O camarão anda se esticando demais, querendo bancar lagosta de gala. Vive tentando provar uma importância que ninguém encomendou — como se autopromoção resolvesse a falta de substância. E quando não é aplaudido, chora em rede social como se a vice-governança fosse palco de drama mexicano.
A impressão é que ele acha que ficar plantado no cargo é sinônimo de raízes políticas profundas. Spoiler: nem todo vice é protagonista, e nem toda ausência de renúncia é prova de relevância. Às vezes, é só medo de cair no esquecimento… e no desemprego.