Flávio Dino defende equilíbrio entre ativismo judicial e autocontenção

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, voltou a se posicionar sobre o papel do Judiciário em situações que envolvem ativismo e autocontenção. Em declaração em sua página no Instagram, ele destacou que não existe uma associação automática entre bem e autocontenção, ou mal e ativismo, defendendo que cada caso deve ser analisado com responsabilidade e equilíbrio.

O ministro manifestou-se, mesmo sem mencionar ninguém, em meio ao debate sobre o avanço de ações no STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados ou apoiadores.

Dino citou como exemplo a hipótese de uma eventual alteração constitucional que viesse a discriminar uma religião ou perseguir uma empresa. Segundo ele, não caberia ao juiz simplesmente adotar uma postura de deferência diante de um “constitucionalismo abusivo”. “Os juízes devem adotar autocontenção e ter deferência ao ‘constitucionalismo abusivo’?”, questionou.

O ministro também chamou atenção para a incoerência de quem, em nome de um suposto textualismo jurídico, defende a autocontenção como regra absoluta, mas recorre ao ativismo em casos como a declaração de inconstitucionalidade de um tributo ou em absolvições criminais que desconsiderem a tipificação legal.

Para Dino, a solução está em encontrar um ponto de equilíbrio. “A virtude está no meio termo, com equilíbrio, honestidade e independência”, afirmou, reforçando sua defesa por uma atuação judicial que nem se deixe capturar por excessos de ativismo, nem se omita em situações que demandem intervenção em defesa da Constituição.

4 pensou em “Flávio Dino defende equilíbrio entre ativismo judicial e autocontenção

  1. Agora mesmo ele está a demonstrar explicitamente que esse papo é o papa-aranha dos “despótas esclarecidos”.
    Veja, meu Censor: o foro para açoes em desfavor de Givernadir de Estado é o STJ, assim estatui a Carta Federal. Ele, Dino, avocou pra si, para o STF, a competência, mosteando o “equilibrio” das suas lodaças….
    Eu – hem? -, jacaré!!!

  2. Quem vive no Maranhão conhece bem o histórico do chamado ‘ministro …’ — figura cuja retórica sobre equilíbrio no Judiciário soa mais como encenação do que convicção. Quando se fala em moderação entre ativismo e autocontenção, é preciso perguntar: equilíbrio para quem? E depois que esse ciclo de desgoverno chegar ao fim, como ficará um Judiciário que se deixou moldar por conveniências políticas e silenciou diante de abusos constitucionais?”

  3. Lorota, o professor de Deus é moralmente superior, vai fazer tudo possível para usar sua ideologia esquerdista contando com a caneta inimputável do STF.

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