
Chamou atenção dos mais atentos no discurso do deputado federal Rubens Júnior (PT), desta terça-feira, 21, a contradição entre o seu relato sobre uma reunião que teve com o ministro Flávio Dino, do STF, para tratar da politica do Maranhão, e o conteúdo do áudio de uma ligação telefônica do petista divulgado também hoje.
Disse Rubens na tribuna da Câmara:
“Ao chegar onde o ministro Flávio Dino e também ao desembargador federal Ney Bello, eu disse: ‘Olha, estou vindo aqui numa missão de paz’. Primeira resposta do ministro: ‘Paz?! Comigo não há guerra’. Eu disse: ‘Flávio, mas venho aqui em nome do governador Brandão para construir, retornar, a pacificação do nosso grupo político’. O que o ministro responde? ‘Júnior, não estou mais na política. Esse assunto tem que ser resolvido por vocês […]’. E eu perguntei: ‘Mas Flávio, e essa questão do TCE, que tem um processo judicial aqui?’. E a resposta dele para mim foi: ‘Processo judicial se trata nos autos, nunca em uma mesa de discussão política'”.
Na ligação gravada, contudo, a versão é outra, e Rubens Júnior apresenta o que seria um recado de Dino a emissários do governador Carlos Brandão:
“O pedido basicamente são duas coisa: é cumprir o acordo de Colinas e tratar bem quem votou no governador, que, aí, ele diz lá que é os deputados Rodrigo [Lago], [Carlos] Lula, Júlio [Mendonça]. Ele disse: ‘Júnior, se a gente conseguir avançar nesas duas pautas, zera tudo. Eu libero TCE, a gente faz de conta que a gente nunca se desentendeu em nada na vida. Zera o jogo todo de novo'”.
Das duas, uma: ou Rubens Júnior não contou a verdade na tribuna da Câmara, ou estava usando o nom de Flávio Dino indevidamente para beneficiar dinistas insatisfeitos com a perda de espaços no governo.

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