
O cenário eleitoral de 2026 começa a ganhar contornos de alta voltagem com os novos dados divulgados pela pesquisa Real Time Big Data. O levantamento indica que o presidente Lula mantém o favoritismo e a liderança isolada nas intenções de voto para o primeiro turno, consolidando sua base de apoio tradicional. No entanto, o fôlego demonstrado pela oposição em simulações de confronto direto acende um alerta no Palácio do Planalto, revelando que a sucessão presidencial está longe de ser uma corrida de um homem só.
A grande surpresa do levantamento reside no desempenho de nomes da direita em eventuais cenários de segundo turno, onde o favoritismo do atual mandatário parece diluir-se. De acordo com os números, Lula aparece em situação de empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro, indicando que o capital político da família Bolsonaro permanece resiliente e capaz de mobilizar o eleitorado conservador. Esse equilíbrio estatístico sugere que a polarização que dividiu o país nos últimos anos ainda é o motor principal da política nacional.
Além do herdeiro político de Jair Bolsonaro, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, também desponta como um adversário de peso no horizonte do segundo turno. O empate técnico registrado entre ele e o atual presidente sinaliza que uma parcela considerável do eleitorado busca uma alternativa que combine gestão estadual aprovada com um perfil menos estridente do que o bolsonarismo raiz. A ascensão de Ratinho Júnior coloca o centro-direita em uma posição estratégica para herdar votos de quem rejeita tanto o PT quanto nomes mais ideológicos.
Numa eventual disputa contra o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula tem 42% das intenções de voto, enquanto Flávio marca 41%. Votos em branco e nulos somam 10%. Outros 7% não souberam responder


Já em simulação contra o governador paranaense, Lula surge com 43% das intenções de voto, ante 39% de Ratinho Junior. Votos em branco e nulos são 11%. Outros 7% não souberam responder.
O levantamento BR-09353/2026 foi feito entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março, com 2.000 eleitores de todo o país. A pesquisa tem 95% de grau de confiança e margem de erro de 2%.
