
O debate sobre a gestão da saúde pública em São Luís ganhou um novo capítulo com a resposta do ex-secretário municipal de Saúde, Dr. Joel Nunes, às declarações de Tiago Fernandes.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Nunes aceitou o convite para a discussão, mas rebateu as críticas apresentando dados sobre o crescimento da cobertura municipal e apontando o que considera a verdadeira causa da superlotação dos hospitais de urgência: a baixa resolutividade da rede estadual no interior.
Em contraposição à tese de que a capital maranhense vive um “apagão” na medicina preventiva, o ex-secretário municipal destacou que São Luís passou por uma reestruturação significativa nos últimos anos. De acordo com os dados apresentados por Joel Nunes, a gestão municipal promoveu uma expansão na base assistencial.
A Atenção Primária da capital, diz ele, era de 36% em 2021, e foi ampliada para 60%.
Além disso, o número de equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF) teria subido de 122 para 170, por exemplo.
Com esses indicadores, Dr. Joel Nunes argumenta que o gargalo do atendimento de urgência não decorre de uma suposta omissão da prefeitura na atenção básica, mas sim de fatores externos.
Para o ex-gestor da capital, o foco central do problema está na incapacidade dos hospitais regionais — gerenciados pelo Estado — de resolverem as demandas de média e alta complexidade em suas próprias localidades. Sem estrutura adequada no interior, os pacientes acabam sendo transferidos em massa para São Luís.
“O verdadeiro desafio está na falta de resolutividade dos hospitais regionais, que acabam encaminhando pacientes para a capital. O resultado é a procissão diária de ambulâncias chegando aos nossos socorrões”, afirmou Nunes.
