
O prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), criticou a decisão do Partido Verde (PV) de não lançar candidatos a deputado estadual nas eleições de outubro, medida que inviabilizou a candidatura de seu irmão, Flamarion Amaral, à Assembleia Legislativa do Maranhão. Durante a convenção do PSD, Rildo classificou a condução do caso como “antidemocrática” e afirmou que os procedimentos internos da legenda foram atropelados.
“A democracia foi atropelada da forma que foi. Em conversa, [o presidente estadual] disse que tinha recebido ordens, e um presidente de partido não pode receber ordem: tem que dar a ordem. Um líder tem que ter força e coragem. Quando não se toma postura, mostra fragilidade”, declarou.
Segundo Rildo, Flamarion recorrerá à direção nacional para tentar reverter a decisão. O prefeito afirmou confiar em uma solução que permita ao irmão disputar o cargo, “com tranquilidade, sem revanchismo e em busca da vitória nas urnas”.
O PV decidiu, durante convenção estadual realizada no sábado (1º), concentrar seus esforços nas candidaturas a deputado federal e não formar chapa para a Assembleia Legislativa. Flamarion declarou que foi surpreendido pela medida e encaminhou o caso às instâncias nacionais da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.
Rildo também confirmou a articulação para que sua esposa, Perla Amaral, seja candidata a primeira suplente na chapa de André Fufuca (PP) ao Senado. Segundo ele, o convite partiu do próprio parlamentar, que já manifestou publicamente o interesse na composição.
Ao defender a indicação, o prefeito destacou que Perla é advogada, biomédica e professora de inglês, além de possuir atuação social e representatividade em Imperatriz e na Região Tocantina.
Rildo acrescentou que, independentemente da confirmação da suplência, seu grupo permanecerá na campanha de Fufuca. O prefeito definiu o candidato como um nome capaz de ampliar a representação política e somar esforços em favor do Maranhão.
