Caso JBS: Aécio Neves deixa liderança tucana e ministros sinalizam debandada

O senador Aécio Neves (PSDB) anunciou, há pouco, que se licenciará da liderança nacional do partido tucano para se defender das acusações, após as revelações feitas pelo jornal O Globo do conteúdo das delações dos diretores da JBS. O ministro da Cultura, Roberto Freire (PPS), uma das pessoas mais próximas a Temer, entregou o cargo no fim da tarde de hoje (18).

Mais cedo, o ministro das Cidades (PSDB), Bruno Araújo, responsável pelo voto final da aceitação do processo na Câmara, que culminou com o impeachment da ex-presidente, Dilma Rousseff, também “abandonou o cargo”.

Lideranças de outros partidos aliados do Governo, como DEM por exemplo, ameaçam deixar base de apoio. Nos bastidores, Temer tenta articular com líderes destes partidos para reverter quadro, até agora, desfavorável.

O cenário ainda é crítico e Temer ainda quer se salvar.

Enquanto isso, resta saber o que virá após a quebra do sigilo das gravações da JBS, determinada pelo ministro Fachin.

 

Em tempo: o ministro da Justiça, Raul Jungmann, que ameaçou deixar o cargo, voltou atrás e disse que permanecerá.

 

Veja abaixo trechos de parte do diálogo entre Aécio Neves e Joesley Batista. Neles, Neves tem preocupação com as investigações da Lava-Jato. Em outro trecho, não-reproduzido nos prints, Aécio chama Temer de “amarelão”. Os trechos foram divulgados há pouco pela Globo News.

 

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