Nexus/BTG mostra Lula à frente e redução da vantagem sobre Flávio Bolsonaro

A nova rodada da pesquisa Nexus/BTG Pactual, realizada entre os dias 10 e 12 de julho, indica estabilidade na disputa pela Presidência da República, mas com redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No cenário estimulado, Lula aparece com 40% das intenções de voto, dois pontos a menos que na rodada anterior, enquanto Flávio Bolsonaro manteve os 34%. Com isso, a diferença entre os dois caiu de oito para seis pontos percentuais, permanecendo dentro da margem de erro de dois pontos.

Os candidatos da chamada terceira via registraram leve crescimento conjunto, passando de 16% para 18% das intenções de voto. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%, seguido pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e por Renan Santos (Missão), ambos com 4%. Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) somam 2% cada, enquanto Aécio Neves (PSDB) registra 1%.

Na pesquisa espontânea, Lula recuou de 38% para 35%, enquanto Flávio Bolsonaro caiu de 27% para 24%. Apesar da queda de ambos, a configuração da disputa permanece praticamente inalterada. Em um eventual segundo turno, o levantamento aponta estabilidade em relação à rodada anterior: Lula tem 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro, configurando, pela segunda pesquisa consecutiva, empate técnico dentro da margem de erro.

O levantamento foi realizado por telefone com 2.003 eleitores em todo o país. A pesquisa tem nível de confiança de 95%, margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07981/2026.

Camarão diz que sua contribuição para a eleição será reconhecida independentemente do resultado

O vice-governador e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Felipe Camarão (PT), afirmou, em publicação nas redes sociais, que acredita que sua participação no processo eleitoral de 2026 será reconhecida, independentemente do desfecho das urnas. A declaração foi feita no domingo (12), em uma mensagem publicada no X (antigo Twitter).

Na postagem, Camarão disse acompanhar atentamente os debates políticos na plataforma e revelou que costuma responder a comentários, sejam eles favoráveis ou contrários à sua atuação. “Pelo carinho que tenho por esta rede, sou atento a todos os comentários políticos que aparecem na minha TL”, escreveu.

O petista destacou, ainda, que sua atuação na disputa eleitoral ficará registrada. “Gostando ou não de mim, apoiando ou não, a história vai registrar minha contribuição nessa eleição, independente do resultado”, afirmou, sem detalhar a que contribuição específica se referia.

A postagem não foi direcionada diretamente a ninguém, mas ocorreu no mesmo dia em que o deputado federal Rubens Júnior, do mesmo PT que Camarão, apareceu, de mãos dadas, anunciando ser parte do mesmo time de Eduardo Braide (PSD), em Santa Quitéria.

Vice-líder de Lula fecha com Eduardo Braide em Santa Quitéria

Um vídeo divulgado nas redes sociais pelo líder político Luís do Cinema, ex-prefeito de Governador Luiz Rocha, tem movimentado os bastidores da política maranhense desde o domingo, 12.

A filmagem mostra o deputado federal Rubens Júnior (PT), vice-líder do governo Lula na Câmara, ao lado do pré-candidato ao Governo do Maranhão Eduardo Braide (PSD), durante agenda no município de Santa Quitéria.

“Vim a Santa Quitéria só para ver a declaração do Rubens Júnior ao meu futuro governador Eduardo Braide”, diss o ex-gestor, com Rubens e Braide de mãos dadas.

A gravação foi interpretada por interlocutores políticos como um possível sinal de distanciamento de Rubens Júnior do projeto liderado pelo vice-governador Felipe Camarão, pré-candidato do PT ao Palácio dos Leões.

Há duas semanas, quem esteve em agenda de Braide foi o deputado estadual Carlos Lula (PSB).

Esses movimentos têm levado analistas da cena política local a acreditar que os dinistas, de uma forma geral, não devem aderir ao projeto de Camarão.

Leandro Bello consolida apoio em Turiaçu

O deputado estadual Leandro Bello participou das comemorações pelo aniversário de Turiaçu e reforçou sua parceria com o prefeito Edésio Cavalcante, uma das principais lideranças políticas da Baixada Maranhense.

A agenda marcou mais um passo no fortalecimento da atuação de Leandro Bello em diferentes regiões do estado. Ao lado de prefeitos e lideranças municipais, o deputado tem ampliado sua presença no Maranhão por meio de parcerias voltadas à busca de investimentos e melhorias para a população.

Turiaçu está entre os principais municípios da Baixada Maranhense e possui um eleitorado de grande relevância no cenário político estadual. Com o apoio do prefeito Edésio Cavalcante e do grupo político que administra o município, a expectativa é de que Leandro Bello alcance uma votação expressiva na cidade nas próximas eleições, com projeção de cerca de 7 mil votos somente em Turiaçu.

Durante a programação do aniversário da cidade, Leandro Bello reafirmou o compromisso de continuar trabalhando por mais investimentos para o município, destacando que seu mandato seguirá presente nos municípios, ouvindo as demandas da população e buscando soluções para melhorar a vida dos maranhenses.

Júnior Viana reforça compromisso com o fortalecimento das cidades

Presente nos municípios, ouvindo as pessoas e fortalecendo parcerias. Foi assim foi a sexta-feira e o sábado do pré-candidato a deputado estadual Júnior Viana, que percorreu diferentes regiões do Maranhão em uma agenda marcada por encontros com lideranças, participação em eventos tradicionais e diálogo direto com a população.

A programação começou na sexta-feira (10), em Presidente Dutra, onde Júnior participou de um encontro com lideranças políticas e apoiadores. Recebido pelo vice-prefeito do município Aristeu Nunes e sua esposa, Júnior destacou que o diálogo e a união são fundamentais para construir um Maranhão cada vez mais desenvolvido. O encontro também reuniu o líder político Zezão e o pré-candidato a deputado federal Vinícius Ferro, reforçando a integração entre lideranças comprometidas com o desenvolvimento do estado.

No sábado, a agenda teve início em Dom Pedro, durante um café da manhã promovido pela liderança Fábio Cavalgada. O encontro reuniu amigos, apoiadores e lideranças da região, fortalecendo o diálogo sobre as demandas dos municípios e a importância de ampliar a representação das cidades na Assembleia Legislativa.

Já em São Domingos do Maranhão, ao lado do prefeito Tratorzão, Júnior Viana participou do 7º Festival do Abacaxi. Em meio à programação de um dos eventos mais tradicionais do município, conversou com moradores, comerciantes e visitantes, reafirmando seu compromisso de estar próximo da população e acompanhar de perto a realidade de cada cidade.

A agenda foi encerrada em Igarapé Grande, onde o pré-candidato participou da tradicional vaquejada realizada no Parque de Vaquejada Expedito Galvão. Mais do que prestigiar um dos principais eventos do calendário local, Júnior destacou a importância das manifestações culturais e esportivas que movimentam a economia, geram renda e fortalecem a identidade dos municípios maranhenses.

Há mais de 30 anos percorrendo o Maranhão, Júnior Viana construiu uma trajetória marcada pela presença constante nas cidades, ouvindo a população, prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias. Essa experiência consolidou seu compromisso com o municipalismo e com a defesa de políticas públicas capazes de impulsionar o desenvolvimento de cada região.

“Quem conhece de perto a realidade dos municípios sabe que é nas cidades que a vida acontece. É ouvindo as pessoas, fortalecendo parcerias e valorizando iniciativas locais que podemos construir um Maranhão mais forte. Esse continuará sendo o nosso compromisso”, afirmou Júnior Viana.

A intensa agenda do fim de semana reforça a principal marca de sua pré-campanha: estar presente onde as pessoas vivem, compreender as necessidades de cada município e trabalhar para fortalecer as cidades, aproximando ainda mais os governos estaduais das demandas da população.

Orleans destaca importância de Pedro Lucas durante lançamento de pré-candidatura ao Senado

O pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), ao lado do pré-candidato a vice-governador Edivaldo Holanda, participou neste sábado (11) do lançamento oficial da pré-candidatura do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) ao Senado Federal. O ato confirmou o parlamentar como o segundo nome da chapa para a disputa ao Senado, ao lado de Wéverton Rocha, fortalecendo a composição política liderada pelo emedebista.

A entrada de Pedro Lucas representa mais um reforço ao time que vem sendo construído por Orleans Brandão para as eleições deste ano. Reconhecido pela capacidade de articulação política em Brasília e por grandes feitos pelo Maranhão, Pedro Lucas passa a integrar a chapa juntamente com outras importantes forças políticas do estado.

No ato, Orleans Brandão destacou que a composição reforça um projeto baseado na experiência política e administrativa e no compromisso de manter o ritmo de investimentos e melhorias em todas as regiões do estado. Segundo ele, a chegada de Pedro Lucas Fernandes amplia a capacidade de diálogo e trabalho da chapa.

“Pedro Lucas chega para somar à nossa composição. É uma pessoa que já prestou grandes serviços ao nosso estado e tem muito a contribuir com esse projeto. Conhece os caminhos, tem experiência e compromisso com o Maranhão. Estou muito feliz com o time que estamos construindo e tenho a certeza de que, juntos, vamos tornar o Maranhão ainda melhor”, afirmou.

A presença de Pedro Lucas amplia a representatividade da chapa liderada pelo emedebista e consolida uma aliança formada por lideranças com atuação nos municípios, no Congresso Nacional e na gestão pública, compromissados com pautas voltadas ao fortalecimento dos serviços públicos e da geração de mais oportunidades aos maranhenses.

Pedro Lucas agradeceu a confiança para integrar a chapa e afirmou que assume a missão com o compromisso de trabalhar por ações que transformem a vida da população. Ele defendeu uma atuação municipalista no Senado, com presença constante nos municípios e alinhada ao modelo de gestão que vem sendo adotado pelo governador Carlos Brandão.

“Entro nesse projeto com o mesmo sentimento de lutar por grandes ações e por causas que realmente modificam a vida das pessoas, a exemplo das bandeiras que sempre defendi, como o combate ao câncer, a construção de rodovias e tantas outras iniciativas importantes para o Maranhão. O senador precisa ser municipalista, estar presente nas cidades, ouvir as pessoas e trabalhar ao lado dos municípios, como faz o governador Carlos Brandão. Estou muito feliz por fazer parte desse time e por ter a oportunidade de continuar lutando pelo meu estado”, disse Pedro Lucas.

O pré-candidato a vice-governador Edivaldo Holanda Jr. também ressaltou a importância da entrada de Pedro Lucas Fernandes na composição da chapa. Para ele, a experiência e a atuação do deputado federal no Congresso Nacional serão fundamentais para fortalecer o projeto político liderado por Orleans Brandão.

“Pedro Lucas vai dar uma grande contribuição ao Maranhão no Senado Federal. É um nome que chega para fortalecer ainda mais a nossa caminhada, somando experiência, compromisso e muito trabalho em favor do nosso estado, ressaltou Edivaldo.

Pedro Lucas cobra cumprimento de acordo e impõe prazo para federação na chapa de Orleans

Durante o anúncio oficial de sua pré-candidatura ao Senado Federal, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) subiu o tom ao revelar a existência de um acordo político pendente.

O parlamentar cobrou publicamente o cumprimento dos compromissos firmados e estabeleceu o dia 25 como prazo limite para a formalização do apoio partidário.

Segundo o deputado, o arranjo prévio previa a permanência de André Fufuca no comando do Ministério do Esporte, enquanto ele próprio, Pedro Lucas, assumiria a liderança da federação partidária no estado do Maranhão. No entanto, o parlamentar destacou que este compromisso ainda não foi honrado pelas lideranças.

Apesar da cobrança pública, Pedro Lucas Fernandes afirmou que vem tratando a situação de forma paciente. Ele ressaltou que mantém canais abertos de diálogo com importantes caciques políticos nacionais, como Antonio Rueda e Ciro Nogueira, mas reforçou a tese de que o que foi acordado em solo maranhense precisa ser formalmente cumprido.

O pré-candidato ao Senado também buscou minimizar as interferências externas, minimizando as pressões da capital federal:

“Quando chegam ss ‘ruídos’ em Brasília a gente tem que desmistificar”, declarou.

Defendendo a viabilidade do projeto liderado por Orleans Brandão, o deputado garantiu que o grupo já demonstrou robustez política, possui profundo conhecimento das demandas e da realidade do estado, reunindo todas as condições necessárias para sair vitorioso no pleito eleitoral.

Roberto Costa investe no esporte e garante estrutura para atletas de Bacabal nos JEMs 2026

Os sonhos, a dedicação e a esperança de conquistar grandes resultados já estão a caminho. Na manhã desta sexta-feira (10), a primeira delegação de Bacabal embarcou rumo à cidade de Barra do Corda para representar o município na etapa regional dos Jogos Escolares Maranhenses (JEMs) 2026. Cerca de 80 alunos-atletas iniciaram a viagem levando na bagagem o talento, a disciplina e o orgulho de defender as cores de Bacabal em uma das maiores competições estudantis do Maranhão.

Além dos estudantes, a delegação conta com professores, técnicos, fisioterapeutas, cozinheiros e servidores da Secretaria Municipal de Desporto e Lazer (Sedel) e da Secretaria Municipal de Educação (Semed), formando uma equipe preparada para oferecer todo o suporte necessário aos competidores.

Para garantir tranquilidade e permitir que os atletas estejam totalmente concentrados nas disputas, a Prefeitura de Bacabal assegurou uma estrutura completa, com transporte de qualidade, hospedagem, alimentação, equipagens oficiais de competição e de passeio, além de acompanhamento técnico e assistência em saúde durante toda a competição.

A expectativa entre os estudantes é a melhor possível. Para muitos, representar Bacabal já é motivo de orgulho; para outros, o sonho vai além da etapa regional. “Nossa expectativa é conseguir trazer a medalha de ouro para a nossa escola, representar bem a nossa cidade e agradecer também pela oportunidade que o prefeito Roberto Costa nos deu de participar dessa grande competição”, afirmou o aluno-atleta Adriano Sousa, da Escola Juarez Gomes.

Confiante, a estudante Maria Fernanda, da Escola Frei Solano, também destacou a determinação da equipe. “Com fé em Deus, vamos conquistar a classificação para São Luís, vencer as provas e, quem sabe, chegar até o Brasileiro. Estamos preparadas, vamos com garra e queremos trazer muitas medalhas para Bacabal”, declarou.

Durante o embarque da delegação, o prefeito Roberto Costa ressaltou que os estudantes já são vencedores por terem conquistado a classificação nos Jogos Municipais e reforçou o compromisso da gestão com o esporte escolar. “A gente está dando início ao encaminhamento dos nossos atletas que vão participar da etapa regional dos JEMs, em Barra do Corda. Esses são os campeões dos nossos Jogos Municipais e agora vão representar Bacabal nessa etapa, buscando a classificação para a fase estadual, em São Luís, e depois para a etapa nacional”, destacou o prefeito.

Roberto Costa também fez questão de reconhecer o esforço dos estudantes e garantiu que acompanhará de perto parte das competições. “Eu digo a eles que já são campeões por terem vencido a etapa municipal e conquistado o direito de representar a nossa cidade. Estaremos na torcida para que Bacabal tenha uma grande delegação classificada para a etapa estadual. Inclusive, eu também estarei em Barra do Corda para acompanhar algumas competições, apoiar os nossos atletas e levar a nossa motivação para que eles façam uma grande campanha”, afirmou.

O segundo grupo da delegação de Bacabal embarca no domingo (12) com destino à cidade de Barra do Corda. Formado por aproximadamente 170 alunos-atletas, o grupo se junta aos estudantes que viajaram nesta sexta-feira (10), completando a delegação bacabalense na etapa regional dos Jogos Escolares Maranhenses (JEMs) 2026. Ao todo, cerca de 250 alunos-atletas, de 20 escolas das redes municipal, estadual, federal e particular, representarão o município nas modalidades coletivas e individuais, em busca da classificação para a etapa estadual, que será disputada em São Luís.

Valdemar Costa Neto, o “aprisionador de almas”

Por Erik Janson Vieira Monteiro Marinho

Há uma diferença fundamental entre liderar pessoas e dominá-las.

A primeira é própria da democracia. A segunda pertence aos regimes em que a vontade de poucos substitui a liberdade de muitos.

As recentes decisões do ministro Flávio Dino, no contexto das investigações sobre a destinação de emendas parlamentares e a atuação da direção nacional do Partido Liberal (PL), recolocam em evidência um tema que há muito deveria ocupar o centro do debate público: o crescente poder dos dirigentes partidários sobre parlamentares eleitos pelo voto popular. Independentemente do desfecho das investigações — que deve respeitar integralmente o devido processo legal e a presunção de inocência — o episódio suscita uma questão institucional que transcende os fatos.

Quem, afinal, exerce o mandato parlamentar no Brasil?

A resposta constitucional é simples: o deputado representa o povo.

A resposta prática, infelizmente, parece mais complexa.

Nas últimas décadas, os partidos políticos deixaram de ser apenas instrumentos de organização da vida democrática para se tornarem estruturas altamente centralizadas. Os dirigentes nacionais passaram a controlar a distribuição do fundo partidário, do fundo eleitoral, das candidaturas, dos espaços de liderança, da composição das comissões, da estratégia legislativa e, em muitos casos, do próprio acesso às emendas parlamentares.

Criou-se uma engenharia de poder cuja consequência mais grave talvez não seja financeira. É moral!

Pouco a pouco, o parlamentar deixa de depender prioritariamente do eleitor para depender da estrutura partidária. Sua sobrevivência política passa a ser condicionada por fatores internos, frequentemente concentrados nas mãos de um pequeno grupo de dirigentes.

É nesse contexto que proponho a metáfora do “aprisionador de almas”.

Não porque alguém seja capaz de sequestrar a consciência de outro ser humano. A consciência permanece livre. Mas porque determinados arranjos institucionais produzem incentivos tão poderosos que a liberdade política acaba sendo substituída pela conveniência da obediência.

A prisão deixa de ser física.

Passa a ser funcional.

O deputado continua ocupando sua cadeira no Parlamento, mas cada decisão relevante é influenciada pela necessidade de preservar espaço dentro da estrutura partidária.

A consequência é visível.

Reduzem-se os dissensos.

Desaparece o debate interno.

As divergências tornam-se raras.

Em seu lugar surge uma disciplina quase absoluta, nem sempre fundada em convicções ideológicas, mas na preservação de interesses políticos.

Não se trata de uma característica exclusiva do Partido Liberal.

Nem de um problema restrito ao seu presidente.

Seria intelectualmente desonesto personalizar um fenômeno que atravessa praticamente todas as grandes legendas brasileiras. O presidencialismo de coalizão, associado ao atual modelo de financiamento público da política, fortaleceu enormemente as cúpulas partidárias. Presidentes de partidos passaram a exercer influência que, em alguns aspectos, supera a dos próprios chefes de Poder.

O episódio atualmente investigado apenas ilumina uma realidade estrutural. Quando se concentra excessivo poder sobre recursos públicos, estratégias eleitorais e destinos individuais, cria-se um ambiente propício para relações de dependência incompatíveis com a autonomia esperada dos representantes da sociedade.

Naturalmente, cabe ao Supremo Tribunal Federal e aos demais órgãos competentes estabelecer, ao final das investigações, se houve ou não qualquer irregularidade jurídica nos fatos apurados. Essa é uma discussão probatória, que exige cautela e respeito às garantias fundamentais.

Existe, entretanto, uma discussão que independe da conclusão de qualquer processo.

É possível haver verdadeira representação popular quando os mecanismos internos dos partidos concentram tamanho poder sobre aqueles que receberam diretamente o voto do cidadão?

A Constituição de 1988 conferiu aos partidos papel indispensável à democracia. Jamais pretendeu transformá-los em centros absolutos de poder.

Quando dirigentes partidários passam a definir, direta ou indiretamente, os limites da atuação política de dezenas ou centenas de parlamentares, instala-se uma forma silenciosa de concentração institucional.

Não há tanques nas ruas.

Não há censura formal.

Não há suspensão de eleições.

Há algo mais sutil.

A substituição gradual da independência política pela fidelidade pessoal.

Essa talvez seja a mais sofisticada forma de aprisionamento que uma democracia pode produzir.

Não a prisão do corpo.

Nem mesmo a prisão da palavra.

Mas a prisão da consciência política.

Uma democracia não se mede apenas pela existência de eleições livres. Mede-se também pela liberdade efetiva daqueles que foram eleitos para representar a sociedade.

Se deputados e senadores deixam de responder prioritariamente aos seus eleitores e passam a responder, antes de tudo, aos interesses da burocracia partidária, algo essencial se rompe no pacto democrático.

O Brasil precisa discutir financiamento político, transparência das emendas, fortalecimento dos mecanismos de controle e responsabilidade institucional. Mas precisa, sobretudo, rediscutir o equilíbrio entre a autoridade legítima dos partidos e a independência de seus representantes.

Porque nenhum dirigente, por mais influente que seja, deveria possuir poder suficiente para transformar representantes do povo em simples executores de sua vontade.

É justamente quando essa fronteira se torna nebulosa que nasce a figura simbólica do “aprisionador de almas” — não como acusação pessoal, mas como metáfora de um sistema que, por vezes, parece valorizar mais a obediência do que a consciência.

E uma democracia que premia a obediência acima da consciência corre o risco de preservar suas instituições formais enquanto perde, silenciosamente, o espírito que lhes dá sentido.

Braide defende campanha sem nacionalização no MA após rótulo de bolsonarista

O pré-candidato do PSD ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide, afirmou, em entrevista ao jornal O Globo, que não pretende vincular sua campanha às disputas nacionais entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o ex-prefeito de São Luís, o eleitor maranhense está mais preocupado com os problemas do estado do que com a polarização entre direita e esquerda.

Aliados do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, por exemplo, chegaram a tentar construir uma aliança para levá-lo ao campo governista. O pré-candidato, no entanto, não aceitou a composição por não concordar em pedir votos para Lula durante a campanha.

“O que as pessoas querem saber, hoje, não é quem está do lado de qual político, mas quem está do lado delas, do povo. O Maranhão tem o pior desempenho do país em renda das famílias, no desenvolvimento humano, em adultos com nível superior, em condições das estradas, tudo isso cobrando o maior ICMS do país. Há assuntos muito mais urgentes e muito mais importantes a serem discutidos aqui do que direita e esquerda”, declarou ao O Globo.

Na entrevista, Braide também destacou que pretende concentrar o discurso eleitoral em propostas e realizações nas áreas de infraestrutura, saúde e educação, evitando a nacionalização da disputa estadual.

Apesar da estratégia de manter distância tanto do campo lulista quanto do bolsonarista, a chapa do pré-candidato acabou ganhando o rótulo de bolsonarista após aliança com o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), identificado com o campo conservador.