Em artigo, Sarney destaca produção de alimentos no Maranhão

Maranhão na liderança de alimentos

Da Coluna do Sarney

O 11º levantamento da safra de grãos feito pela Conab – Companhia Nacional de Abastecimento – é de que o Maranhão deverá colher 4,3 milhões de toneladas de grãos no período 2014/2015. Estes números representam um crescimento na colheita de feijão, algodão, soja e milho de 20,4%.

A área plantada de soja cresceu este ano 13%, e a de milho 19,7%.

Na safra 2012/2013, o Maranhão plantou 1.615,7 mil hectares, e em 2013/2014 1,8 milhões de hectares, um crescimento de 9,5%. Já a produtividade subiu no mesmo período de 2,2 toneladas/ha para 2,5 toneladas/ha, um aumento de 14,3%. Isto representou um aumento na produção de 3,6 milhões de toneladas para 4,5 milhões de toneladas, subindo 25,2%.

sojaSomos o segundo produtor de grãos do Nordeste, atrás somente da Bahia, e em arroz somos o terceiro produtor do Brasil, atrás somente de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Temos crescido em produtividade e produção, com uma expansão que se estende pelo estado a partir do Sul, área já consolidada como principal núcleo de produção.

Para isto tem sido necessário um grande investimento na infraestrutura de armazenamento e transporte dos grãos. O novo terminal de grãos do Itaqui, o Tegram, está entrando em funcionamento, enquanto a Vale investe no transporte, acrescentando novas locomotivas ao sistema que opera na Ferrovia Norte-Sul. Este mês chegaram mais quatro locomotivas que vieram se somar a sete adquiridas no início deste ano e às 12 que já estavam em funcionamento. No corredor Centro-Norte, que compreende Maranhão e Tocantins, já são 877 vagões.

Com a conclusão da primeira etapa do Tegram, o volume de compra de soja já teria aumentado em 30% nos polos do Maranhão. O jornal Valor Econômico prevê que o volume de grãos poderá chegar a 7,5 milhões de toneladas/ano até 2017.

O Terminal de Grãos do Maranhão, no Porto do Itaqui, representa uma quebra de paradigma, oferecendo um roteiro mais eficiente para os produtores do Centro-Oeste, que podem fugir do congestionamento e da dificuldade de acesso aos portos do Sul e do Sudeste, e do Oeste da Bahia, além do Maranhão. O Tegram terá capacidade estática de armazenamento de 500 mil toneladas, distribuídas em 14 armazéns. Em sua segunda fase (em 2019) deve oferecer uma movimentação final de 10 milhões de toneladas.

Mais uma vez lembro as dificuldades que a Ferrovia Norte-Sul e o Porto do Itaqui enfrentaram e que superei graças a minha convicção de sua importância para o Maranhão e para o Brasil. O Porto do Itaqui há muito é uma realidade, que se pode acompanhar olhando a fila de navios que desfilam diante das praias de São Luís. Tanto na exportação de minérios quanto de grãos representa um dos trunfos da vocação do estado para ocupar um papel de destaque nas exportações do Brasil para o Mundo.

A Ferrovia Norte-Sul, que levou tanto tempo para se tornar realidade, e que em breve será uma das mais importantes do Brasil, foi uma teimosia em que insisti desde a Presidência da República e para a qual consegui atrair o presidente Lula, que a retomou. Ela representa uma mudança no eixo das exportações do Brasil, ligando o coração do Brasil com o Itaqui e com rotas marítimas privilegiadas.

O Maranhão mostra, a cada dia, sua face de sucesso, com as iniciativas nas mais diversas áreas, do gás à celulose, da siderurgia à exportação de minérios. Os grãos do Maranhão são um dos caminhos do destino para o nosso povo.

São com estes avanços que nós nos orgulhamos do Maranhão e os que só pensam em política ficam tristes, porque perdem o discurso do estado atrasado. Por estes números verifica-se que, além de sermos o 16° mais rico do Brasil, estamos entre os três primeiros estados que produzem alimentos para o povo do nosso país. Essa revolução só foi possível com a infraestrutura construída por Roseana e a confiança que ela assegura ao empresariado.

6 pensou em “Em artigo, Sarney destaca produção de alimentos no Maranhão

  1. Apesar de sermos grandes produtores de grãos, importamos 80% dos alimentos que consumimos, parece um paradoxo, mas é falta de uma politica que incentive a produção e distribuição de alimentos para o mercado interno, chegamos ao absurdo de comprarmos hortifrúti do Ceará um Estado semi-árido.

  2. ENQUANTO ISSO A OPOSIÇÃO SÓ SABE PROCLAMAR QUE O MARANHÃO É UM ESTADO POBRE.
    SABE DE NADA INOCENTE!..KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  3. Sarney mostra mais uma vez seu desconhecimento, proposital, a respeito da situação tratada em seu artigo. Embora os números da produção sejam verdadeiros, também é verdadeiro que nenhum grão dessa soja fica no Maranhão e serve para alimentar, como diz nosso ilustre fanfarrão o “povo Maranhense”. Não existe no MA estrutura de beneficiamento da soja. Nossa soja segue dos silos diretamente para o Porto de Itaqui de onde é 100% exportada… Assim como a grande parte da produção brasileira… Para quem não sabe nossa soja tb não serve de alimentos para outros países, não diretamente. Nossa soja é utilizada para a produção de ração para a engorda de animais em outros países.

    Outra coisa que o ilustre não esclarece é que a produção de soja no MA sempre foi uma iniciativa dos produtores… não existe no Governo de sua querida filha um programa de fomento e apoio a produção de grãos. Os produtores, em sua maioria localizados na Serra dos Penitentes, Serra dos Gerais de Balsas e imediações sofrem todos os anos com o descaso de um Governo apático e incompetente que não consegue sequer fazer a manutenção das estradas de acesso às áreas produtivas… todos os anos milhares de caminhoneiros sofrem para poder transportar a soja colhida até os silos.

    Sarney finge desconhecer essa situação, essa realidade. Faz isso porque é uma pessoa com más intenções. Prefere manipular as informações a tratar da realidade. Sempre agiu dessa forma. Não será agora com 80 e tantos anos de idade que irá deixar de fazer.

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