“Time poderoso” de Edivaldo pode ser motivo de subida, diz especialista

Jornalista Daniel Mendes considera estranho que Wellington do Curso, terceiro colocado na disputa, seja o líder nas simulações de 2º turno

time_edivaldoO jornalista Daniel Mendes – especialista em pesquisas de opinião que já trabalhou em campanhas eleitorais em São Luís – comentou no fim de semana a pesquisa Econométrica de intenções de voto para prefeito da capital.

De todo o arrazoado, destaco dois pontos interessantes.

O primeiro deles, aquela que seria a explicação para o crescimento do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), mesmo diante de uma baixa na sua exposição na mídia, determinada por vedações impostas pela legislação eleitoral.

Para o especialista, o pedetista tem um “time poderoso”, capitaneado por lideranças políticas, com capilaridade nas comunidades, o que pode estar surtindo efeito.

“A construção da opinião pública é cada vez mais fruto da interação de opiniões do que do convencimento. Ao longo das pesquisas dos últimos meses já existia um padrão de recuperação do prefeito, lento mas seguro, detectado por todos os institutos. Agora nós estamos saindo do treino e entrando no jogo. O prefeito montou um time poderoso, que se traduz em centenas de candidatos a vereador, centenas de lideranças de bairro, cabos eleitorais etc. A capilaridade desse time é gigantesca, comparado, por exemplo, à penetração da equipe da Eliziane. O PPS e o PSDB são partidos de escassa  base social e a política, embora ‘sem o aparecimento de algum fato relevante’, como vc diz, ela está fumegando nas instâncias onde as coisas são decididas de fato. As alianças estão sendo repactuadas e a intenção de voto traduz isso, e não uma melhora de imagem do prefeito. É a soma de interesses que vai moldando a ‘opinião’. O resto vem por gravidade”, avaliou.

O segundo ponto é a surpresa que foi para todos o fato de o terceiro colocado na disputa, deputado estadual Wellington do Curso (PP), aparecer na frente em todos os cenários de 2º turno.

“Sobre o segundo turno, também estranhei que o terceiro colocado no primeiro seja o vencedor em todos os cenários. Teria que ter acesso aos cruzamentos para ver como isso se explica. Qual a homogeneidade do voto da Eliziane? Por que os votos de Edivaldo correm mais para Wellington num segundo turno dele com Eliziane? São muitas dúvidas que precisam aguardar mais pesquisas para confirmar ou não o acerto da Econométrica. Por sorte, na próxima quarta-feira teremos uma pesquisa Data-M, com 2 mil questionários. É a maior amostra já feita até agora e veremos  com maior rigor pra onde o vento está soprando”, destacou.

Mendes também comentou a rejeição do prefeito, que oscilou para cima – e, mesmo assim, não foi impeditivo para o seu crescimento em intenções de voto.

“Sobre o aumento da rejeição, aí é preciso contextualizar melhor. Eu não confio nessa medição de rejeição com todos os candidatos embolados. Ela gera informação falsa, pois o peso de um acaba sombreando os demais. O correto é medir a rejeição de um por um, indagando sobre a certeza de voto, a possibilidade e a recusa. É no cruzamento dessas três perguntas (votaria com certeza; poderia votar; não votaria de jeito nenhum) que se pode medir a verdadeira rejeição e o potencial de crescimento de cada candidato. Não sei porque os institutos no Maranhão se recusam a fazer essa medição”, ponderou.

Ele também fez um prognóstico sobre a possibilidade de fim do pacto de não agressão entre Eliziane Gama e Wellington do Curso, citado pelo Blog do Gilberto Léda na semana passada (reveja).

“Se a Data M confirmar o crescimento do prefeito, vamos ter um primeiro turno animado, uma vez que cairá por terra a ideia de um pacto de não agressão entre Eliziane e Wellington. Nesse caso, preparem os pescoços que ninguém vai chamar o outro de colega”, completou.


6 pensou em ““Time poderoso” de Edivaldo pode ser motivo de subida, diz especialista

  1. Conversa, a taca vai ser grande igual a Washington Oliveira com todo aparato do governo ñ foi nem pro segundo turno.. vai acontecer novamente, a primeira derrota do governador..

  2. Na última pesquisa do datafolha, ex-presidente Lula está na frente em todos os cenários de 1º turno, mas perde em todos cenários de 2º turno. Foi surpresa?

  3. Esse é o motivo de Edivaldo estar no comando do executivo municipal e esteja sofrendo a ameaça de uma derrota. O motivo chama-se Flavio Dino. Quando um gestor público não consegue se reeleger é devido a três motivos: Não trabalhou, é muito burro ou é muito ladrão.

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