Operação contra Mc Ryan e Poze do Rodo teve mandados cumpridos no MA

A Operação Narco Fluxo, deflagrada na manhã desta quarta-feira, 15, e que teve como alvo, entre outros, os funkeiros MC Ryan SP e Poze do Rodo, cumpriu mandados no Maranhão.

A ação resultou na apreensão de carros de luxo, relógios, bolsas de grife e armas.

Segundo a PF, os artistas integram organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e de fazer transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão.

Além do Maranhão, os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos (SP) foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná e Goiás, e também no Distrito Federal.

“A ação decorre de desdobramentos de apurações anteriores que identificaram a atuação do grupo em esquemas de lavagem de capitais. As investigações apontam que os envolvidos utilizavam um sistema para ocultação e para dissimulação de valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos. O volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão”, diz um comunicado da PF.

Também foram determinadas medidas de bloqueio de bens e de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e de preservar ativos para eventual ressarcimento.

Durante o cumprimento das medidas, foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que subsidiarão o aprofundamento das investigações. Os suspeitos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas. 

Quaest 2º turno: Flávio Bolsonaro tem 42%, e Lula, 40%

G1

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) aparecem tecnicamente empatados em um eventual 2º turno das eleições 2026. Flávio tem 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula. É a primeira vez na Quaest que o senador filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ultrapassa Lula numericamente.

Na pesquisa passada da Quaest, em março, Lula e Flávio empatavam, pela primeira vez na série histórica, com o percentual de 41% cada. A vantagem do presidente era de dez pontos em dezembro, passou para sete em janeiro e para cinco em fevereiro. Agora em abril, Flávio Bolsonaro tem vantagem de dois pontos diante do petista.

Cenário Lula x Flávio

  • Flávio Bolsonaro: 42% (eram 41% em março e 38% em fevereiro);
  • Lula: 40% (eram 41% em março e 43% em fevereiro);
  • Indecisos: 2% (eram 2% em março e em fevereiro);
  • Branco/nulo/não vai votar: 16% (eram 16% em março e 17% em fevereiro).

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro da pesquisa no TSE é BR-09285/2026.

Veja aqui outros cenários

Weverton apresenta relatório favorável à indicação de Messias ao STF

O senador Weverton Rocha (PDT- MA) apresentou nesta terça-feira (14) parecer favorável à indicação do Advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para ocupar uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

O parlamentar é relator da matéria na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado, colegiado que será responsável pela sabatina de Messias. A sessão está prevista para o dia 29 de abril.

No relatório enviado à CCJ, o senador resume o histórico profissional do advogado-geral da União e submete a indicação à votação.

“Como Advogado-Geral da União, sua atuação se destaca pelo perfil conciliador e de diálogo com os diferentes setores. Sob sua liderança, a AGU posicionou a conciliação como uma política de Estado, priorizando a segurança jurídica por meio da realização de acordos judiciais e extrajudiciais”, afirmou o relator.

No mês passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Senado a mensagem presidencial para confirmar a indicação de Jorge Messias para a vaga decorrente da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.

Para tomar posse, Messias precisa passar por uma sabatina na CCJ e deverá ter o nome aprovado em votação na comissão e no plenário da Casa.

Consorcio Via SL tem contrato extinto pela Justiça; Prefeitura de SLZ deve assumir linhas

O Consórcio Via SL teve seu contrato encerrado oficialmente pela Justiça após a empresa admitir que não tinha mais condições de continuar operando o transporte público em São Luís. A decisão foi tomada após nova paralisação dos rodoviários, falta de combustível, atraso de salários e incapacidade financeira da empresa de manter os ônibus nas ruas.

Em despacho no caso, o juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, determinou que a Prefeitura de São Luís assuma, de forma direta ou por meio de terceiros, a operação das linhas de ônibus do Lote 2 do transporte público, anteriormente operadas pelo Consórcio Via SL, formado pelas empresas de ônibus Expresso Rei de França (antiga 1001) e Expresso Grapiúna.

A decisão judicial também declarou a caducidade imediata do contrato de concessão da empresa, citando abandono do serviço e incapacidade de cumprir suas obrigações financeiras.

A Justiça autorizou, ainda, o uso de até 30 ônibus para evitar que dezenas de bairros continuem sem transporte.

CPI do Crime Organizado: relatório que cita ministros do STF é rejeitado

Por 6 votos a 4, foi rejeitado o relatório final da CPI do Crime Organizado. O parecer do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O texto também propunha medidas para o combate a crimes financeiros e à atuação de organizações criminosas.

O debate durou mais de cinco horas.

O texto pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República (PGR), por suposta ligação com o Caso Master.

Em uma manobra para conseguir maioria para rejeitar o parecer, a composição da CPI do Crime Organizado foi alterada horas antes da votação do relatório.

Três dos 11 membros titulares foram trocados. Conforme os registros do Senado, os senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) foram substituídos por Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE).

Com informações da Agência Senado

CCJ faz sabatinas e leitura do relatório sobre indicação de Messias ao STF

Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve sabatinar na quarta-feira (15) sete indicados para compor o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Em seguida, na reunião deliberativa, deve ser lido o relatório do senador Weverton (PDT-MA) sobre a indicação de Jorge Messias para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A reunião está marcada para as 9h.

Os relatórios sobre os sete indicados que serão sabatinados foram lidos na reunião da última quarta-feira (8). Após as sabatinas e a votação das indicações pela CCJ, os nomes devem seguir para a análise do Plenário. Os sabatinados são:

Messias

A leitura do relatório sobre a indicação de Jorge Messias deve ser feita na segunda parte da reunião, após as sabatinas. O nome de Messias, advogado-geral da União, foi anunciado em 2025 pelo presidente Lula, mas a mensagem (MSF 7/2026) que oficializa a indicação chegou ao Senado no início do mês.

Em entrevista coletiva na quinta-feira (9), o relator da mensagem, senador Weverton, afirmou que a sabatina de Messias deve ocorrer no dia 29 de abril e seguir para o Plenário no mesmo dia. Ele também adiantou que seu relatório é favorável à indicação de Messias, por cumprir os requisitos constitucionais de reputação ilibada e notório saber jurídico.

Na mesma reunião, devem ser lidos os relatórios sobre as indicações de Margareth Rodrigues Costa (MSF 8/2026) para o cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho e de Tarcijany Linhares Aguiar Machado, para o cargo de defensora pública-geral federal (MSF 12/2026).

Saúde

O último item da pauta é o PL 2.583/2020, que cria a Estratégia Nacional de Saúde do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. Um dos objetivos é a criação de um polo de produção nacional de medicamentos e outras tecnologias relacionadas à saúde. O relator é o senador Rogério Carvalho (PT-SE), que recomenda a aprovação, com emendas.

Fonte: Agência Senado

Dino, Toffoli e Gilmar reagem a indiciamentos de ministros dos STF por CPI

(Foto: Luiz Silveira/STF)

InfoMoney

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reagiram nesta terça-feira ao relatório da CPI do Crime Organizado que pede o indiciamento por crime de responsabilidade dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e do procurador-geral da República com base no caso Master.

Toffoli, Gilmar e o ministro Flávio Dino se posicionaram publicamente, assim como a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). As reações mais enfáticas partiram dos alvos da CPI. Gilmar defendeu apuração por abuso de autoridade e disse que a proposta da CPI é “tacanha”, enquanto Toffoli levantou a possibilidade de cassar parlamentares.

Decano da Corte, Gilmar classificou o relatório da CPI do Crime Organizado como uma tentativa de “constrangimento institucional” que “compromete a credibilidade” dos parlamentares. O decano da Corte máxima apontou “excesso” e indicou que a iniciativa pode caracterizar abuso de autoridade. Defendeu inclusive a apuração do caso pela Procuradoria-Geral da República.

As ponderações foram feitas no perfil do X do ministro do STF. Na publicação, o decano fez críticas diretas ao relator da CPI, Alessandro Vieira. Disse, por exemplo, ser “perturbador” que o parlamentar “tenha fechado olhos para colegas que cruzaram para o lado sombrio das milícias”.

A indicação se deu após o ministro questionar o fato de CPI, instalada na esteira da operação que deixou 121 mortos no Rio, não ter quebrado o sigilo de milicianos e faccionados.

Gilmar apontou que o relatório de Vieira é “verdadeira cortina de fumaça” que visa “produzir dividendos eleitorais para certos atores políticos”. O ministro ainda aproveitou a deixar para reforçar a defesa de uma atualização na lei do impeachment.

Segundo o decano, o pedido de indiciamento de integrantes do STF não tem base legal e “flerta com arbitrariedades”. O decano argumentou que a lei que prevê a possibilidade de impeachment de ministros do STF não prevê a participação de CPIs. Também sustentou que, em teoria, o ato de indiciamento não se aplica a crimes de responsabilidade. Chegou a alfinetar Vieira afirmando que tais questões técnicas são “elementares” “até para um estudante de Direito”.

Gilmar é o primeiro dos alvos do relatório de Vieira a se pronunciar publicamente sobre o tema. Além do decano, o documento cita os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, assim como o procurador-geral da República Paulo Gonet.

Durante a sessão de julgamentos da Segunda Turma do STF, que é presidida por Gilmar, o ministro fez um novo presidente público e disse que os vazamentos seletivos são uma tentativa de “manietar o poder Judiciário”.

— O relatório apresentado revela verdadeira cortina de fumaça, ao deixar de enfrentar o grave problema a que se propôs e ao dedicar-se a engrossar a espuma midiática contra o Supremo Tribunal Federal, na expectativa de produzir dividendos eleitorais para certos atores políticos. Esse desvio de finalidade suscita preocupação legítima quanto ao uso indevido de instrumentos que deveriam servir ao fortalecimento das instituições e à proteção da sociedade — afirmou.

Ainda segundo o decano, “não se trata de negar o papel das Comissões Parlamentares de Inquérito”.

—As CPIs constituem instrumentos legítimos e essenciais ao controle do exercício do poder. Mas exatamente por isso, seu uso exige responsabilidade, sobriedade e compromisso com a verdade dos fatos — anotou.

Toffoli: ‘atacam a democracia’

Toffoli, por sua vez, que o relatório é um ataque à democracia e “abuso de poder”.

— Atacar determinadas instituições dão voto, mas atacar as instituições é atacar a democracia. Isso é abuso de poder. E aqui, ministro Kássio (Nunes Marques), ministro André (Mendonça), que estão no TSE, nós não podemos deixar de nos furtar a cassar eleitoralmente aqueles que abusaram atacando as instituições para obter votos e conspurcar o voto do eleitor — disse Toffoli.

Mais cedo, o ministro Flávio Dino reagiu ao documento, classificando como um “gigantesco erro histórico” a tentativa de apontar a Corte como “o maior problema nacional”. Nas redes sociais, o ministro prestou solidariedade aos colegas e defendeu a atuação do tribunal no combate a organizações criminosas.

Weverton projeta encontro com Gleisi no Senado em 2027

Pré-candidato do PDT à reeleição para o Senado, o senador Weverton Rocha mostrou-se otimista com uma vitória eleitoral neste ano.

Nesta terça-feira, 14, após a posse de José Guimarães (PT) como novo titular da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do Governo Federal, ele mandou um recado para Gleisi Hoffmann (PT), ex-titular do cargo – e que deixou o governo para também disputar uma vaga no Senado, mas pelo Paraná.

“Nos encontraremos no Senado no ano que vem”, disparou.

Brandão, Orleans e Iracema prestigiam posse de José Guimarães

​O governador do Maranhão, Carlos Brandão, esteve em Brasília nesta terça-feira (14) para acompanhar a cerimônia de posse do deputado federal José Guimarães como novo titular da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do Governo Federal.

No ato, o gestor estadual esteve acompanhado da presidente da Assembleia Legislativa, deputada estadual Iracema Vale (MDB), e do pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão.

​Durante o evento, Brandão destacou a trajetória política de Guimarães e sua capacidade de articulação com o Congresso Nacional e com os governadores. O governador ressaltou que a proximidade com o novo secretário deve agilizar o andamento de projetos estratégicos para o estado.

​”Guimarães é um amigo de longa data e foi meu colega de bancada na Câmara Federal. Sua experiência parlamentar será fundamental para o diálogo com os estados e para a liberação de recursos que trazem benefícios diretos ao povo maranhense”, afirmou Brandão.

​O governador também aproveitou a oportunidade para cumprimentar a ministra Gleisi Hoffmann, parabenizando-a pelo trabalho realizado anteriormente à frente da pasta. A posse foi amplamente prestigiada por diversas lideranças políticas, reforçando o papel central da SRI na coordenação política do governo.

‘Indústria da multa’? Gestão Braide arrecadou mais de R$ 130 milhões em São Luís

A gestão do prefeito Eduardo Braide consolidou, ao longo nos últimos anos, um modelo de fiscalização de trânsito cada vez mais questionado, marcado por uma arrecadação que ultrapassa R$ 132 milhões em multas entre 2021 e janeiro de 2026. Os dados, compilados pelo Blog do Gilberto Léda via Portal da Transparência, reforçam a percepção de que a chamada “indústria da multa” se tornou uma realidade na capital maranhense.

A escalada nos valores arrecadados chama atenção. Após um primeiro ano com cerca de R$ 10 milhões, a receita com multas cresceu de forma acelerada e passou a superar com folga as previsões orçamentárias. Em 2022, foram R$ 16,1 milhões. Em 2023, o valor praticamente dobrou, chegando a R$ 32,9 milhões. Em 2024, atingiu R$ 34,9 milhões, e em 2025 chegou a R$ 36,2 milhões. Apenas em janeiro de 2026, já foram mais de R$ 1,3 milhão em autuações.

O aumento contínuo levanta questionamentos sobre a finalidade da política de trânsito adotada pela gestão municipal. O que deveria ter caráter educativo e preventivo passou a ser visto por motoristas que trafegam pela capital como um mecanismo sistemático de geração de receita.

As suspeitas ganharam ainda mais força após decisão da Justiça, em novembro de 2025, quando o juiz Douglas de Melo Martins declarou ilegais multas aplicadas por licenciamento vencido. Segundo a sentença, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) utilizava enquadramento incorreto do Código de Trânsito Brasileiro, aplicando penalidades mais graves do que o permitido.

O magistrado também apontou falhas no uso de videomonitoramento, com aplicação de multas sem abordagem presencial, sem sinalização adequada e com registros considerados irregulares. Na decisão, destacou indícios de desvio de finalidade com viés arrecadatório, evidenciando que a prática poderia estar mais voltada à arrecadação do que à organização do trânsito.

Outro elemento que reforçou essa percepção foi a revelação da existência de um ranking interno de produtividade entre agentes de trânsito. Dados de setembro de 2025 revelaram números elevados de autuações, com um servidor chegando a aplicar 1.338 multas em apenas um mês — média superior a 40 por dia. O sindicato da categoria, no entanto, negou veementemente a existência dessa contagem. Mas a própria SMTT chegou a abrir um procedimento para apurar denúncias do tipo.

Diante desse conjunto de fatos — arrecadação recorde, decisões judiciais e denúncias internas — cresce o debate sobre a condução da política de trânsito em São Luís. Para críticos, a gestão transformou a fiscalização em um instrumento de arrecadação em larga escala, consolidando uma verdadeira indústria de multas.