Nigerianos clandestinos foram presos em flagrante pela PF

A Polícia Federal informou, por meio de nota, que efetuou a prisão em flagrante dos cinco nigerianos clandestinamente embarcados num navio que atracou hoje (18) em São Luís (saiba mais).

Segundo o comunicado, a conduta enquadra-se na prática, em tese, do crime previsto no artigo 261 do Código Penal Brasileiro: “Expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial ou aérea: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos”

Ainda de acordo com a PF, os cinco clandestinos impediram a aproximação do prático, responsável pela manobra de atracação do navio no terminal portuário.

“Equipe de dez policiais federais se deslocou até o local, garantindo a segurança do navio até a conclusão da manobra de atracação no Porto de Itaqui, evitando qualquer instabilidade na área portuária”, diz a nota.

Os imigrantes foram conduzidos à Superintendência Regional da Polícia Federal no Maranhão para a lavratura dos procedimentos de imigração e de polícia judiciária.

Clandestinos em navio que aportou em São Luís são nigerianos

São nigerianos os homens que estavam no porão do navio que foi impedido pela Marinha do Brasil de atracar em São Luís neste domingo (18). Eram cinco no total.

Segundo a Capitania dos Portos, o grupo viajava clandestinamente e foi achado na máquina do leme.

“Eles foram encontrados antes do navio atracar no Maranhão e hoje não estavam deixando o pratico [profissional que assessora o atracamento do navio] subir para fazer a manobra de atracação”, afirmou o capitão de Mar e Guerra, Marcio Ramalho Dutra, ao G1 Maranhão.

Ainda segundo a Capitania dos Portos, os cinco nigerianos serão encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal, em São Luís.

O navio Hawk I tem bandeira das Ilhas Marshall e transporta cobre. A embarcação havia atracado em Lagos, na Nigéria, antes de chegar ao Maranhão, mas chegou vazio.

Após o caso, o navio ficou retido próximo ao Porto do Itaqui para investigações, mas será carregado de cobre e seguirá viagem para Porto Huelva, na Espanha.

(Com informações do G1 Maranhão)

IMAGEM DO DIA: Weverton bate bola com Flávio Bolsonaro

O senador maranhense Weverton Rocha (PDT) integrou neste fim de semana um time formado por colegas parlamentares para uma partida beneficente em Palmas (TO).

Na mesma equipe do pedetista, o também senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e alvo recorrente do PDT e da oposição no chamado “Caso Queiroz”.

Em campo, pelo menos, eles pareciam entrosados…

Sarney comenta fim das coligações partidárias em artigo

Eleições municipais

Da Coluna do Sarney

Na minha longa vida política testemunhei muitas mudanças. Mudanças de todo tipo: comecei com a votação em cédulas impressas com o nome do candidato e distribuídas entre os eleitores, que as levavam à mesa eleitoral, onde recebiam um envelope para colocar o voto. Era uma guerra entre cabos eleitorais para formar chapas, substituí-las por outras, o que motivava brigas e pancadarias entre candidatos e entre seus seguidores.

João Francisco Lisboa recuou um pouco mais e escreveu largamente sobre eleições na Antiguidade, desde o “palmômetro” até o “brigômetro“, as eleições a cacete.

Vi mudanças de legislação eleitoral às carradas, costumes parlamentares, maneira de escolha de candidatos; vi baixar o nível das candidaturas e corromper a vontade popular, usando como linha de frente o poder e o dinheiro.

Mas nada como agora, quando surgiu para mim uma novidade extraordinária: os partidos não escolhem os candidatos que têm votos, sob a argumentação de que tiram as possibilidades de eleição dos novatos. Tivemos até, na última eleição, um partido que não aceitava candidatos de eleição certa.

Isso sem dúvida é uma coisa que jamais pensei surgir na disputa eleitoral: os candidatos, para conseguirem entrar na chapa, não podem ser aqueles que tiveram sempre a preferência do povo e se elegeram, mas os que não têm votos e, somando os poucos votos dos novos, criam a possibilidade de o partido ter um ou dois eleitos, geralmente os detentores das direções partidárias.

Assim, a primeira qualidade para ser candidato é não ter votos nem possibilidade de se eleger. Fiquei sem saber qual era a lógica dessa conduta. Assim, a política não é mais a escolha por ideias, por trabalho, por tradição ou pela capacidade de liderar e por já ter sido testado pelas urnas. A experiência não é levada em consideração, nem o trabalho partidário, mas o que conta é não ter voto nem capacidade de angariá-lo. Hoje ganhou status de circulação geral a chamada barriga de aluguel, em que afinal uma barriga, o partido, serve para fazer crescer um filho que não é seu.

Soube, contudo, que a experiência de chapas dos sem-votos, na última eleição, também tornou os partidos que assim procederam em partidos sem representantes: não elegeram ninguém.

Os partidos transformaram-se em cartórios de registro de candidato e estão quase todos morrendo, como morrendo está a democracia representativa.

Como a próxima eleição é municipal, essa técnica está sendo costurada para ela, e ninguém está querendo coligação com partido que tenha vereador eleito. Na eleição passada, as chapas de deputado feitas assim resultaram num grande fracasso.

Essa regra de eleição sem voto nunca pensei que pudesse existir. Pois no Maranhão existe. Só se João Lisboa nascer de novo e escrever, em vez de “eleição na antiguidade”, “eleição na atualidade”…

Buriticupu: AMMA sai em defesa de juiz que cassou prefeito

A Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA) emitiu ontem (17) nota de “apoio e confiança” em favor do o juiz Raphael Guedes, titular da 1ª Vara da Comarca de Buriticupu.

O magistrado é o autor da decisão determinando, na quinta-feira (15), a posse do vice-prefeito Ivanildo Santo dos Santos no cargo de prefeito da cidade, em virtude da perda do cargo público pelo agora ex-prefeito José Gomes (saiba mais).

O despacho havia sido duramente criticado pela defesa do gestor cassado, que ressaltou o que considerou “ineditismo” do processo e julgamento “de forma absurdamente precipitada”.

Abaixo, a íntegra da manifestação da associação de classe.

A AMMA manifesta seu total apoio e confiança no juiz Raphael L. Guedes, da Comarca de Buriticupu, vítima de críticas infundadas desferidas pela defesa do prefeito José Gomes Rodrigues, condenado pelo referido magistrado em Ação Civil Pública por Atos de Improbidade Administrativa.

A atuação do juiz Raphael Leite Guedes foi pautada na mais absoluta legalidade, não havendo qualquer violação ao princípio da ampla defesa e do contraditório, tampouco “ineditismo” ou “arbitrariedade” alegados pela defesa.

A AMMA reitera sua total confiança no juiz Raphael Leite Guedes, magistrado íntegro e que sempre exerceu a judicatura com ética, seriedade e imparcialidade.

Diante do lamentável episódio que serviu apenas para macular a atuação da defesa, a AMMA mantém-se firme a fim de não permitir que nenhum magistrado sofra ameaças ou intimidações na sua atividade judicante, exercendo-a com independência.

Tadeu Palácio filia-se ao PSL e mira candidatura a prefeito de SLZ

O ex-prefeito de São Luís Tadeu Palácio é o mais novo integrante do PSL no Maranhão. A filiação ocorreu neste sábado (17), em evento do partido pela entrada de novos membros.

A esposa dele, Gardênia Palácio, também assinou ficha de filiação.

O ex-gestor da capital chega à legenda como pré-candidato a prefeito e tentará construir um consenso em torno do seu nome.

Além dele, figuram como pré-candidatos do partido de Bolsonaro em São Luís o médico Allan Garcês, atual diretor executivo no Ministério da Saúde; o Coronel Monteiro, chefe da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) no Maranhão; além do líder evangélico Silvio Antonio.

O juiz federal Roberto Veloso é também uma possibilidade, mas ainda não deixou a magistratura e, por isso, não pode ter filiação partidária por ora.

Adriano Sarney a Duarte Jr.: ‘Você é mesmo um palhaço’

Deputado comunista foi confrontado pelo parlamentar do PV depois de tentar menosprezar homenagem a Bruno Shinoda, mesmo tendo votado a favor

Os deputados estaduais Adriano Sarney (PV) e Duarte Júnior (PCdoB) bateram boca nas redes sociais depois de um embate pessoal na sessão da última quinta-feira (15) na Assembleia Legislativa.

O motivo da desavença foi um questionamento do parlamentar do PV a uma proposta do comunista de homenagem ao secretário de Estado da Segurança Pública, Jefferson Portela.

Duarte não gostou e fez, ainda durante sessão, um comentário pouco elegante contra a recente concessão de medalha ao cantor Bruno Shinoda.

“Depois da medalha para o Bruno Shinoda, eu não vou discutir aqui se o Jefferson Portela merece ou não”, disse o comunista, que, postou vídeo desse comentário nas redes sociais.

A medalha, nesse caso, foi proposta por Adriano. Em resposta às postagens de Duarte, ele lembrou, contudo, que o próprio deputado do PCdoB também votou a favor da homenagem ao artista.

“Você é mesmo um palhaço @DuarteJr_. Votou a favor da medalha para o Shinoda e agora vem com deboche. Coloca aí o vídeo com a minha resposta para você logo depois que você chorou no plenário seu comunista moleque. Só sabe fazer marketing nas redes sociais!”, respondeu Adriano.

Restou a Duarte admitir que, apesar da grosseria, havia mesmo votado a favor da medalha a Shinoda…

Weverton critica indicação de filho de Bolsonaro para embaixada nos EUA

O líder do PDT no Senado, Weverton Rocha, apresentou ontem (16) um levantamento feito por sua assessoria para embasar críticas à indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), como embaixador do Brasil em Washington (EUA).

Segundo o relatório, as últimas 500 indicações feitas pela Presidência da República para chefiar embaixadas no exterior foram de diplomatas de carreira — sem parentes nessa lista.

Assim acontece desde maio de 2006. A conta inclui parte das indicações do governo Lula e todas feitas por Dilma, Temer e pelo próprio Bolsonaro.

“Os indicados são tradicionalmente escolhidos entre os diplomatas de carreira, com formação sólida e ampla experiência internacional, entre ministros e conselheiros do Itamaraty. Este caso, no mínimo, representa um desprestígio à carreira”, declarou Rocha.