Prefeitos reclamam de ausência em reunião de comitê anti-Covid

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Agência Estado

A ausência de representantes dos municípios na reunião desta quarta-feira, 24, que definiu a criação de um comitê nacional para coordenar o enfrentamento à pandemia do coronavírus, foi motivo de críticas das duas principais entidades que representam prefeitos no País. O anúncio ocorreu após um encontro do presidente Jair Bolsonaro com os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado, do Supremo Tribunal Federal (STF), alguns governadores e ministros.

O motivo do desconforto, segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), é que as prefeituras são responsáveis pela aplicação das vacinas contra a covid-19 e por boa parte do atendimento básico de saúde aos infectados pelo novo coronavírus. Na véspera da reunião, na noite de terça, 23, a CNM havia publicado uma carta aberta na qual conclamou Bolsonaro a assumir a coordenação nacional do enfrentamento à pandemia “de uma vez por todas” e se empenhar em uma campanha de comunicação a favor da vacinação, do distanciamento social e do uso de máscaras e álcool em gel.

Segundo o consultor da CNM para estudos técnicos, Eduardo Stranz, o anúncio do comitê foi recebido com cautela, pois ainda não se sabe se será de fato eficaz. A CNM reclamava da falta de um interlocutor federal para coordenar as demandas dos municípios em meio à crise sanitária – responsabilidade que, segundo a entidade, não foi assumida pelo Ministério da Saúde.

“Houve demora e, ao mesmo tempo, se perdeu a oportunidade de contar com mais um ente federado (na reunião), que é o principal desse trio entre a União, Estados e municípios”, disse Stranz, porta-voz da confederação. “Ter uma instância, mesmo que seja um comitê, à qual se possa direcionar nossos pleitos e questionar as alternativas, é salutar. Se vai funcionar, só o tempo dirá. São pontos de vista diferentes na mesma mesa, é preciso ter uma capacidade de diálogo.”

Para Stranz, até agora houve apenas interlocução entre prefeitos e governos estaduais. O diálogo de Estados e municípios com o governo federal, ele diz, foi marcado por “uma disputa desnecessária que nos levou ao ponto que estamos agora, na fase mais aguda da pandemia”.

Já a FNP divulgou uma nota em que classifica a ausência de prefeitos na reunião como “federalismo de conveniência”. A federação também criticou o pronunciamento de Bolsonaro em cadeia de rádio e TV nesta terça, 23.

“O presidente da República reuniu alguns governadores, os presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal para tratar da pandemia e não convidou prefeitas e prefeitos, que são os responsáveis pela aplicação das vacinas. Essa parece ser uma ideia de federalismo de conveniência”, disse a FNP. A entidade afirma que “o Brasil e os brasileiros estão abandonados pelo governo federal”.

A frente considerou “atrasada” a declaração em solidariedade às vítimas da pandemia, que se aproximam do total de 300 mil nesta quarta, e que o discurso é “vazio e não expressa confiança”. Além disso, apontou omissões do presidente em temas como lockdown, isolamento social, escassez de medicamentos e de oxigênio para manter pacientes em unidades de terapia intensiva (UTI).


3 pensou em “Prefeitos reclamam de ausência em reunião de comitê anti-Covid

  1. Esse VAGABUNDO “convidou” apenas os outros VAGABUNDOS que o bajulam.
    Esse MARGINAL MILICIANO ASSASSINO VAGABUNDO E LADRÃO reuniu uma caterva de CANALHAS para CONTINUAR MENTINDO.
    Hoje passamos de 300.000 mortes, e com a taxa de crescimento de Mortes de mais de 1% ao dia ( maior que a taxa de j6ros cobradas pelos agiotas ) no final de abril teremos mais de 400.000 mortes e, continuando dessa maneira, com esse VAGABUNDO MILICIANO ASSASSINO E LADRÃO, passaremos de um milhão de mortos em setembro do corrente ano.
    O grande problema, é que o COVID mata de maneira indistinta, se esse vírus só atacasse e matasse os RETARDADOS MENTAIS que idolatram esse IMBECIL, TUDO estaria bem.

  2. Esse pilantra só governa pra uns abestados que ficam todo dia escutando as asneiras que ele fala, chamados de apoiadores, ou seja, outros pilantras igual ao Bozo. Cadê a articulação política pra unir todos em prol da população e combater esse vírus.

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