Senado: para João Alberto, não há “nomes consolidados”

Na entrevista que concedeu à coluna Estado Maior durante o feriado – e que já repercutiu bastante por sua opinião acerca da disputa pelo Governo do Maranhão (reveja) -, o senador João Alberto (PMDB) também comentou o quadro para a disputa pelas duas vagas no Senado.

Ele próprio e o senador Edison Lobão (PMDB) encerram o mandato em 2018 e não devem tentar a reeleição.

Por isso, o peemedebista vê possibilidades em aberto, tanto para o governo quanto para a oposição.

“Não vejo nomes consolidados. Todos os nomes postos têm chances de se viabilizar, uns mais, outros menos. Vai depender das chapas formadas para a disputa”, avaliou.

Fafá de Belém prova da culinária maranhense no Armazém do Chef

A cantora Fafá de Belém – de passagem por São Luís como convidada do Bloco do Baleiro – aproveitou a estada na capital para deliciar-se com a culinária maranhense.

Após a participação especial no trio com Zeca Baleiro, ela foi convidada para conhecer as maravilhas produzidas pelo Chef Dantas no Armazém do Chef.

No cardápio, iguarias à base de caranguejo e camarão.

“Fiz um banquete para ela, que saiu muito feliz”, contou ele ao Blog do Gilberto Léda.

Posto de SLZ sugere pressão por aumento de preço da gasolina

Durante todo o Carnaval a imagem acima circulou em grupos de WhatsApp e Facebook.

Seria o alerta de um consumidor contra o Posto Ipase, combustíveis localizado na entrada da Ponte do Caratatiua, no Ipase de Baixo.

Segundo o suposto cliente, o posto estaria vendendo gasolina a R$ 3,09, mas com adição de água.

“O mecânico tirou 25 litros de água do tanque de combustível, tive que trocar filtro de gasolina e vela (sic)”, teria escrito Thiago Santos Silva – o perfil não foi localizado pelo Blog do Gilberto Léda.

Cartel

Os proprietários do estabelecimento, no entanto, emitiram uma nota. E desmentiram o fato.

Não apenas isso: o comunicado sugere que o “Cartel do Combustível” de São Luís estaria usando o boato como forma de pressioná-los a praticar um preço mais alto e mais parecido com a média dos demais na capital.

“As tentativas de intimidação para que subamos o preço só nos fará BAIXAR mais ainda (sic)”, diz a nota, que convida o cliente, ainda, a fazer os testes de qualidade e de quantidade no local.

Cultura maranhense celebrada em desfiles; apuração acontece hoje

Tradições genuinamente maranhenses, a Passarela do Samba abriu alas em seu penúltimo dia para mais uma noite de Blocos Organizados e Escolas de Samba, além das Alegorias de Rua: Tijupá, Casinha da Roça, Tapera e Corso das Virgens. Pelo sambódromo já passaram também Turmas de Samba, Blocos Tradicionais que, assim como os Organizados, as Alegorias de Rua, Tribos de Índio e Blocos Afros, só existem no Maranhão. A programação do “Carnaval de Todos” , promovido por meio de parceria entre a Prefeitura de São Luís e o Governo do Estado, tem encantado as familias que participam da festa na Passarela do Samba desde a última sexta-feira.

Nesta segunda-feira (27) participaram do último dia de Concurso da Passarela do Samba 2017 os Blocos Organizados: Os Gorjeadores, Pau Brasil, Kanto Kente, Turma do Saco, Vila Izabel e Dragões da Madre Deus. Estes blocos foram acrescentados aos desfiles da Passarela quando esta ainda acontecia na Praça Deodoro, sendo uma evolução dos antigos blocos de sujo da cidade, que eram quando amigos se encontravam para festejar nas ruas de forma espontânea.

Dança, comissão de frente, alegorias, adereços, samba-enredo, mestre-sala e porta-bandeira, bateria, alas, carros alegóricos e baianas abrilhantaram a noite com as Escolas de Samba que destacaram, em sua maioria, elementos da cultura maranhense. A primeira a se apresentar foi a Mocidade Independente da Ilha do bairro Cohab, com o tema “Porto de Itaqui: Progresso, Lenda e Mistérios”. Em seguida, a Túnel do Sacavém fez referência a todas as mulheres com destaque para aquelas que marcaram a história do Brasil e do mundo, sob o enredo “A outra metade do céu, as mulheres na história e no coração”.

Trazendo um discurso pela resistência da cultura e do carnaval, a Flor do Samba prestou sua homenagem ao Grupo Grita do Anjo da Guarda, um dos Pontos de Cultura de São Luís, que há 40 anos realiza um dos maiores teatro a céu aberto do país, com o tema “Do carnaval ao teatro, do Itaqui ao Bacanga, grita minha Flor e dá voz ao anjo esperança”. Em seguida foi a vez da Marambaia, do Bairro de Fátima, que trouxe o colorido e estampado da África, sob o tema “Majestosa Mãe África: Herança de nossos ancestrais”.

Finalizando a noite, a Turma do Quinto levantou o público com o samba-enredo “Akomabu: A cultura não deve morrer”. A campeã do ano passado trouxe o tema do Grupo Afro ludovicence e dedicou o desfile à pessoas do carnaval maranhense que faleceram recentemente, entre elas: Julimar Maia, Aldo Leite, Jota Alves, Zé Pivô e Tião da Favela.

“Estou achando muito bem organizado, além dos desfiles encantadores, temos todo o aparato de segurança e saúde aqui. Participo desde criança, nunca deixo de acompanhar e esse é o melhor ano que já prestigiei, as agremiações capricharam”, frisou a espectadora Lenir Baldez, de 60 anos.

Além dos desfiles, no entorno da Passarela Chico Coimbra diversos serviços estão sendo ofertados todos os dias aos brincantes. A segurança é feita por equipes da Polícia Militar e da Guarda Municipal. As atividades têm ainda o apoio do Corpo de Bombeiros, das equipes de limpeza e das equipes da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), com orientação e teste gratuito de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).

A apuração do Concurso acontece no Cine Teatro da Cidade, na quarta-feira (1º), a partir das 15h.

Flávio Dino avança sobre partidos de oposição

De olho nas eleições de 2018 – quando tentará a reeleição – o governador Flávio Dino (PCdoB) tenta ampliar a base de partidos que lhe dará sustentação.

Já praticamente fechado com o PTB – após o desembarque do vereador Pedro Lucas no governo (reveja) -, o comunista mira agora no DEM (com quem já mantém conversas desde o ano passado), no PR e no PRB.

Nenhuma dessas legendas representa o suprassumo da oposição ao governo atualmente. Mas são historicamente mais ligadas ao sarneísmo no Maranhão.

Por isso Dino trabalha com tanto afinco por elas…

Pai sequestra os próprios filhos em Balsas, mas é contido pela PM

Policiais militares do 4°BPM, de Balsas, evitaram hoje (28) uma tragédia na cidade

Eles conseguiram fazer com que Laureano de Sousa, 26, se entregasse após sequestrar seus dois filhos, um de dois, outro de cinco anos.

O homem primeiro ameaçou jogar o mais novo de uma ponte sobre o Rio Cachoeira, e depois se matar. Impedido por um irmão, que conseguiu tirar a criança dos seus braços, ele voltou para casa e, então, ameaçou o outro filho, com um faca no pescoço.

Segundo informações da PM, após intensa negociação, comandada pelo tenente-coronel Medeiros – com apoio do Major Jean Levi -, Laureano decidiu entregar-se.

Ele é pedreiro e contou à polícia que está desempregado, mas queria a guarda das crianças.

“Roseana é o nome com mais força para barrar Dino”, diz João Alberto

O senador João Alberto (PMDB) fez nesta semana, uma avaliação sobre o cenário para a disputa pelo Governo do Estado em 2018.

Em entrevista à coluna Estado Maior, ele disse que a população não se envolveu emocionalmente com o projeto do governador Flávio Dino (PCdoB) e falou com otimismo sobre as possibilidades di grupo Sarney no próximo pleito.

Para ele, Roseana ainda é a melhor opção para derrotar o comunista.

“Roseana é o nome com mais força para barrar Flávio Dino em 2018. Ela tem o carisma que Dino não tem; e é conhecida eleitoralmente em cada canto deste Maranhão”, declaoru.

Na avaliação de João Alberto, os dois anos de governo Flávio Dino e o resultado negativo do comunista nas eleições municipais deixam claro que o seu grupo tem potencial para retomar o poder em 2018.

“Tenho feito política semanalmente no Maranhão. E converso com lideranças de todo o estado. Há um caminho aberto que precisa ser ocupado”, avaliou.

Servidores do Estado poderão ter salários congelados

De O Estado

Depois do feriado de Carnaval, os deputados federais deverão voltar a analisar a proposta do Governo Federal que promove reduções escalonadas das parcelas mensais das dívidas dos estados com a União, mediante contrapartidas das unidades da federação. Entre os Estados que manifestaram interesse em renegociar a dívida com a União está o Maranhão.

Caso os deputados federais aprovem a proposta do Governo Federal, o Maranhão (assim como outros estados) terá que se adequar a uma série de exigências que deverão atingir várias categorias de servidores públicos e também no grau de investimento do governo.

Pela proposta que tramita na Câmara e que foi aprovada pelos senadores em dezembro do ano passado, os estados que renegociarem dívidas deverão congelar os salários dos servidores públicos, despesas com publicidade e propaganda e autorizar privatização de empresas dos setores financeiros, de energia e de saneamento.

Além disso, o projeto prevê ainda rever o regime jurídico dos servidores estaduais para suprimir benefícios ou vantagens não previstos no regime jurídico único dos servidores da União eelevar a alíquota de contribuição previdenciária dos servidores para, no mínimo, 14%.

Existem outras exigências que poderão deixar o governo não poderá fazer concurso público e alterar a estrutura de carreira que gere aumento de gastos.

O Maranhão aderindo, o mais provável é que a Caema entre no hall de empresas públicas privatizadas até mesmo porque o governador Flávio Dino, durante entrevista a um grupo de jornalistas no Palácio dos Leões, chegou a admitir a possibilidade de privatização da Caema.

“Pro cidadão não interessa de onde está vindo a água. Se a empresa é estadual, municipal ou concessão, o que interessa é que abra a torneira e saia água com um preço justo. Essa é nossa meta e por isso nós estamos com esses novos caminhos”, disse ele.

Após pressão dos servidores, Dino recuou e disse que jamais vai privatizar a companhia.

Outro problema que Dino poderá enfrentar se passar a proposta de recuperação fiscal do Governo Federal, é não poder mais contrair empréstimos ou parceria de financiamento como gosta de classificar o governo. Em cerca de dois anos, o governo contraiu cinco empréstimos, se a proposta da União passar, isso não poderá mais ocorrer.

A proposta chegou de novo a Câmara na quinta-feira, 23. E logo deverá entrar em votação.

A proposta já havia passado pelos deputados estaduais que modificaram o texto ao retirar as exigências das contra-partida dos estados. O projeto foi pra o Senado e por lá, foi aprovado conforme veio do Poder Executivo.

Por conta disso, a proposta retornou para a Câmara Federal.

Roberto Rocha: qual é a política de desenvolvimento do governo Dino?

(Foto: Hilton Franco)

Em entrevista à revista Maranhão Hoje de fevereiro, que está nas bancas, o senador Roberto Rocha (PSB), que vem se manifestando como um dos principais críticos do governo, o que seria um indicativo de que estaria preparando terreno para entrar na disputa sucessória de 2018, diz que não fugirá de raia se convidado a disputar a sucessão de Flávio Dino (PCdoB) em 2018.

Entrevistado pelos jornalistas Aquiles Emir e Diego Emir, Roberto Rocha chega a ser irônico com o atual governo, quando, por exemplo, lhe foi pedida uma opinião acerca da política de desenvolvimento do Estado. “Qual  é essa política?”, devolveu.

Ele diz também que a vocação de desenvolvimento dos maranhenses prejudica os planos do PCdoB com sua política antidesenvolvimento e que o governo prometeu um choque de capitalismo, mas está dando um choque nos capitalistas.

Eis alguns trechos da entrevista:

O senhor acha que o atual governo tem sabido conduzir uma política de desenvolvimento para o Maranhão?

Roberto Rocha – Qual é essa política? Ampliar o que já existe, sem quebrar a lógica perversa que mantém o Maranhão no atraso? É muito pouco para o nosso potencial.

O senhor vem fazendo duras críticas ao governo Flávio Dino. É inegável perceber que exista um rompimento. Em 2018 podemos imaginar um confronto entre Flávio e Roberto na disputa pelo Governo Estadual?

Não depende de mim esse cenário. Depende muito mais do governo e do governador. Mas se, por atos e movimentações, ele acabar cevando uma nova via política para disputar o poder, não serei eu a fugir dessa raia.

Existe alguma possibilidade de o senhor se unir ao grupo Sarney em 2018?

Não está e nem esteve jamais em meus planos.

O senhor acredita que Flávio Dino chegará isolado em 2018 com apoio de apenas partidos da esquerda?

É um risco real o PCdoB perceber um dia o seu verdadeiro tamanho.

Leia mais no Maranhão Hoje.

Nova oposição

Da coluna Estado Maior

O governador Flávio Dino (PCdoB) assumiu o governo, em 2015, praticamente absoluto como novo líder maranhense. O chamado grupo Sarney, após a derrota de 2014, preferiu dedicar­se a questões particulares, sobrando uns poucos para uma quase solitária batalha crítica com o então incensado governo comunista.

Passados mais de dois anos do início do mandato, Flávio Dino já convive mais corriqueiramente com críticas duras à sua gestão e à sua forma de fazer política. E os nomes que fazem este contraponto formam hoje uma nova oposição no Maranhão.

Estão neste grupo o senador Roberto Rocha (PSB), que mantinha com o comunista uma aliança tática, mas independente, e o deputado federal Hildo Rocha (PMDB), que faz o contraponto na Câmara Federal desde 2015.

Na Assembleia, se destacam desde 2015 os deputados Adriano Sarney (PV), Andrea Murad (PMDB) e Edilázio Júnior (PV), agora reforçados pelos colegas Eduardo Braide (PMN) e Wellington do Curso (PP).

Juntam­se a estes personagens, o senador Lobão Filho (PMDB), a ex­prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PTN), hoje vista como “pedra no sapato” do governador, e ninguém menos que o prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, do próprio partido do governador.

São estes personagens os principais responsáveis, hoje, por um crescente desgaste popular do governador comunista, em todos os aspectos ­ político, administrativo e pessoal.

Passados dois anos de mandato, Flávio Dino parece sem poder de reação aos oposicionistas. E a tendência é que o grupo aumente à medida que o pleito de 2018 for se aproximando.