Estadão confirma que governo Flávio Dino quer privatizar a Caema

Embora o governo Flávio Dino (PCdoB) insista em negar – não se sabe bem por que (saiba mais) -, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que o Maranhão é um dos estados brasileiros em fase mais adiantada de privatização do seu sistema de saneamento básico.

Antes, O Globo já havia anunciado a empreitada (reveja).

Por aqui, esse serviço é de responsabilidade da Companhia de Saneamento Ambiental (Caema), mas pode passar às mãos de investidores.

Segundo a publicação do Estadão, grandes empresas como a gestora canadense Brookfield, o fundo de private equity Vinci Partners, a empresa brasileira Aegea, as japonesas Itochu e Mitsui e a sul-coreana GS Corporation começaram a se estruturar para disputar os ativos estatais.

Os estudos para para desenhar um programa de concessões foram contratados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“As concessões ou Parcerias Público-Privadas (PPPs) podem movimentar entre R$ 20 bilhões e R$ 35 bilhões, de acordo com um relatório feito pelo BTG Pactual. Porém, os aportes vão depender especialmente da modelagem econômico-financeira em andamento e da situação macroeconômica do País. Dez Estados já tiveram os estudos técnicos contratados: Alagoas, Amapá, Maranhão, Pará, Pernambuco, Sergipe, Acre, Ceará, Rondônia e Santa Catarina. Os próximos a entrar para essa lista serão Amazonas, Bahia, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins”, diz o jornal.

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17 ideias sobre “Estadão confirma que governo Flávio Dino quer privatizar a Caema

      • Fácil concordar quando não procura estudar sobre o assunto. Estamos falando de saneamento e não serviços de energia, aeroportos e outros.
        Temos vários exemplos onde esse tipo de serviço nas mãos de empresas privadas apenas prejudicam a população. Eles cobram muito mais caro e o serviço é bem inferior.
        Fora a questão dos funcionários que ficariam sem seus empregos. Boa parte, acima dos 40 anos, já está fora do mercado de trabalho.
        Mas, pessoas como vcs não se importam.

  1. CAROS AMIGOS JÁ ESTÁ MAIS DO QUE NA HORA DE PRIVATIZAR ESTA EMPRESA – POIS A CIDADE NO CENTRO HISTÓRICO VIVE SEM ÁGUA E A CAEMA SE TRANSFORMOU EM UM CABIDE DE EMPREGOS PARA POLÍTICOS QUE NÃO TEM NENHUM COMPROMISSO COM O POVO DO ESTADO DO MARANHÃO, É HORA DE PRIVATIZAR E FAZER QUE NEM FIZERAM COM A CEMAR E O RESULTADO FOI A MELHORA DOS SERVIÇOS PRESTADOS.

  2. A CAEMA não vale um centavo, suas dívidas são muito maiores que seu patrimônio. Seu faturamento não paga suas contas, a folha é paga pelo estado, 10 milhões mês. Ela perde 70% da água que trata e entrega, em vazamentos e gatos.
    A CAEMA só trata 5% do esgoto doméstico.
    Para piorar é administrada por um menino recém saido da faculdade que nem engenheiro é. Impossível dar certo.
    O governo precisa passar este elefante branco por 1 real e se ver livre dos custos e exigir eficiência de quem assumir.

  3. Realmente discordo de qualquer tipo de privatização ligada a saneamento básico.
    Estamos indo na contramão do resto do mundo que está resgatando os trabalhos voltados ao saneamento para o Estado.
    Empresa de Saneamento é fundamental para a Política de Saúde. O que devemos fazer é garantir investimentos na área e intensificar as ações de fiscalização.
    Empresa privada visa tão somente o lucro, e não liga se a pessoa tem ou não como pagar o valor abusivo que ela cobra. Olha o caso de Ribamar. As reclamações são intermináveis. Várias pessoas sem água, e quando tem é sem qualidade. A queda no serviço foi imensa.
    Temos que ter em mente também a questão dos trabalhadores da empresa que ficariam sem seus empregos.

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