‘Não definimos nada’, diz Lula sobre alianças do PT no Maranhão

De O Estado

O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), frustrou os desejos de aliados vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSDB), e do senador Weverton Rocha (PDT), e deixou o estado, após uma estada de dois dias e meio, sem definir quem o Partido dos Trabalhadores apoiará na disputa pelo governo estadual em 2022.

Tucano e pedetistas seguem tentando viabilizar o apoio petista, enquanto, em nível local, ainda lutam, também, por uma declaração formal de apoio do governador Flávio Dino (PSB).

Em entrevista coletiva na tarde de ontem, na sede da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras do Estado do Maranhão (Fetaema) – onde participou de encontro com movimentos sociais -, o ex-presidente afirmou à imprensa que uma decisão sobre o assunto deverá ocorrer somente em março de 2022 . Ele fez uma apelo por unidade de todas as correntes políticas de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Lógico que, numa viagem dessa, você não vem aqui para definir aliança política, porque, primeiro nós temos que respeitar os partidos. A minha presidenta tem forte relação com a direção nacional do PDT, o PT daqui tem forte relação política com o PDT do Maranhão, o Flávio Dino tem relação conosco e com todos os outros. Então, nós não definimos nada”, explicou Lula.

O petista acrescentou, contudo, que a série de conversas que manteve em solo maranhense, com lideranças de mais de uma dezena de partidos, será a tônica da sua campanha até o ano que vem.

“Uma coisa eu posso garantir: todos nós estamos mais maduros, todos nós sabemos a necessidade de manter os setores progressistas unidos, todos nós temos a certeza de que é preciso construir uma frente ampla para governar esse país. Porque não é só ganhar, você vai vendo pelas pesquisas que ganhar não é o mais difícil. O mais difícil é fazer o Brasil voltar a crescer, a gente voltar a distribuir renda, voltar a gerar emprego e voltar a fazer esse povo acreditar nessa nação”, completou, ao reforçar que não fechou nenhum acordo no Maranhão.

“Então, eu não saio daqui com nenhum acordo. Eu saio daqui com o mesmo desejo, que eu tenho certeza que é o desejo de todo mundo: em algum momento nós vamos nos juntar, e tá chegando perto o dia de a gente tomar uma definição. A gente pode ir enrolando vocês [jornalistas] até quem sabe o final do ano, mas lá para o mês de março a gente já vai estar com bastante clareza do que a gente quer”, disse.

Vice

Lula também respondeu a questionamento sobre a possibilidade de o governador Flávio Dino – atual pré-candidatos a senador – compor a sua chapa na condição de candidato a vice-presidente da República no pleito do próximo ano.

Ele brincou que o socialista deve “entrar na fila”, uma vez que já foram cogitados 11 nomes de lideranças políticas e ex-ministros de Governo, para o posto. Mas ressaltou que prefere o gestor estadual no Senado.

“A imprensa já me indicou 11 vices. Você vai entrar na fila”, declarou, dirigindo-se ao governador maranhense. Lula falou, na sequência, sobre os motivos que o levam a preferir Dino no Senado.

“Quem me conhece sabe que às vezes eu digo o seguinte: eu trocaria um senador por um governador. Sabe o que acontece? Um governador, quando ele toma posse, ele fica preocupado com a administração, ele às vezes, precisa de relação com o governo federal, porque ele precisa de recursos, ele é mais humilde. Mas um senador vira um deus. E, por isso, eu quero muitos senadores no Congresso Nacional. É preciso ter muitos senadores no Congresso Nacional, e muitos deputados federais”, destacou Lula, dando a entender, em seguida, que, se eleito presidente, pode ter Dino na sua equipe de ministros.

“Eu, sinceramente, não sei por quanto tempo o Flávio Dino ficará no Senado”, concluiu.


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  1. Fico impressionado com o povo maranhense. Pior IDH entre os Estados. Cidades abandonadas. Capital sem uma obra de impacto na gestão comunista. Mas Tb não tem como melhorar apoiando ex presidiário e um comunista que realiza jantar caríssimo às custas do povo enquanto a população passa fome.

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