O recado de Flávio Dino e o surdo Weverton Rocha

A semana começa quente nos bastidores da política, tanto pelos fatos do último final de semana como pela principal pauta da semana iniciada quando o senador pelo Maranhão, Weverton Rocha (PDT), ganha destaque na mídia nacional ao relatar projeto que pode ser considerado o maior retrocesso no combate à corrupção desde a redemocratização.

Rocha relata, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), iniciativa que altera nada mais nada menos do que a Lei de Improbidade Administrativa de modo a tornar ainda mais fácil aos gestores públicos desviarem recursos do erário. E o caminho para a excrescência já avançou com os movimentos feitos pelo senador maranhense.

Sem que tenha sido feito nenhum debate aprofundado e sem acolher nenhuma das 42 emendas encaminhadas pelos colegas de parlamento, o texto é uma espécie de licença para roubar. A votação em plenário pode ocorrer nesta terça-feira (28). As alterações nas regras de punição da lei podem legislar em causa própria.

Quem avisa amigo é

Certamente preocupado com esse vexame, já na sexta-feira (24), ao lado do senador e do seu vice-governador, Carlos Brandão (PSDB), o governador Flávio Dino (PSB) alertou o relator do asqueroso projeto:

“Poder e dinheiro passa. E por isso poder e dinheiro não tem a menor importância perto da honra, perto do respeito das pessoas, perto do carinho. Eu aprendi com meu pai, como Brandão aprendeu com o dele, que o nome da gente é coisa mais importante”, disse (saiba mais).

O recado do governador foi considerado, além de direto, muito duro e preciso. Alguém com senso aguçado, observador da moral e da ética, teria, certamente, assimilado o conselho e se recolhido na sua vergonha, tanto sobre esse fato como com relação à sucessão estadual.

Mas como se trata de Weverton, o recado entrou num ouvido e saiu por outro.

No dia seguinte, ele já estava arrotando arrogância e, como um mitômano, repetindo uns tais critérios que ele e seu grupo inventaram para a escolha do pré-candidato do governador Flávio Dino à sua sucessão.

Um deles: ficar trancado numa câmara fria com Carlos Brandão.

Pode?

Veja no vídeo abaixo:

Com informações do blog do Matias Marinho


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