Agiotagem na AL vira pauta da mídia nacional

O estrago já foi feito. Mesmo sem conseguir aprovar o requerimento em que pedia a formação de comissão para apurar a agiotagem na Assembléia Legislativa, o deputado Raimundo Cutrim (DEM) pode considerar-se um vitorioso.

A mídia nacional desembarca em peso em São Luís, ainda esta semana. Segundo apurou o blog, Band, Estadão e Folha de São Paulo interessam-se pelo assunto e devem explorar o tema nos próximos dias.

O alvo, ainda de acordo com nossos interlocutores, são um deputado em particular e um empresário.

Sinceramente: para os deputados, é melhor passar essa história logo a limpo.

Antes que fique pior…

Marcelo Tavares quase prejudica formação de comissão para apurar agiotagem

17h34 – O deputado estadual Marcelo Tavares (PSB) quase dá um tiro no pé, nesta segunda-feira (11). É que o oposicionista resolveu emendar (ou aditar), antes da apreciação em plenário, o requerimento de Raimundo Cutrim (DEM) que propõe a instituição de uma comissão para apurar as denúncias de que alguns colegas estariam negociando emendas parlamentares com agiotas.

Tavares incluiu na matéria proposta por Cutrim a exigência de que a comissão investigue, também, os convênios celebrados entre o Governo do Estado e as prefeituras maranhenses.

Bola fora.

Com a proposta dele, as duas matérias deveriam, então, ser apreciadas conjuntamente, embora o socialista pareça ter percebido e conseguido mudar o sistema de votação. A solução foi transformar o aditivo em destaque para poder ser votado em separado.

O problema é que, sendo apreciado só o pedido de Cutrim, a investigação pode até sair do papel. Mas está claro que, com a intenção de Marcelo de incluir na história a investigação a convênio, a base governista não aprovaria a proposição.

Agora, votando em separado, pode ser que o requerimento de Cutrim passe em plenário.

A votação acontece em minutos. Acompanhe aqui em tempo real.

Cutrim (o deputado) vai manter empenho contra agiotagem?

Requerimento apresentado por Cutrim

Corre um sério risco de cair no esquecimento o requerimento do deputado Raimundo Cutrim (DEM) para que a Assembléia Legislativa institua comissão de apuração das denúncias de que alguns colegas estariam negociando emendas parlamentares com agiotas.

Semana passada, o democrata foi à tribuna, exigiu que a Case investigasse o assunto com rigor, propôs a instituição da tal comissão e até acusou por antecipação: “Quem votar contra, a gente já fica na dúvida [se participa ou não do suposto esquema]”.

Mas, na primeira oportunidade que teve de fazer valer seu discurso, simplesmente sumiu.

Foi na última quinta-feira (7). A matéria estava na pauta, pronta para ser votada – e só pode ser apreciada em plenário se o autor estiver presente. Cutrim, que esteve mais cedo na Casa, desapareceu. E o assunto passou batido.

Agora, regimentalmente, deve aguardar três sessões para entrar novamente na pauta, o que acontece na próxima quarta-feira (13).

Cutrim vai aparecer?

Para Cutrim, quem votar contra criação de comissão para apurar suposta agiotagem é suspeito

No requerimento, Cutrim sugere parceria com MP e TCE

O deputado estadual Raimundo Cutrim (DEM) partiu para o ataque na manhã desta terça-feira (5). Segundo ele, os deputados que votarem contra o seu requerimento de criação de comissão para apurar as denúncias de agiotagem com emendas parlamentares são suspeitos da prática ilícita.

“Quem votar contra a gente já fica em dúvida [se pratica, ou não, agiotagem com emendas]”, disse.

O requerimento do democrata foi apresentado na Assembléia na última segunda-feira (4). No documento (veja cópia ao lado), ele pede a criação de uma comissão formada por sete deputados, com apoio do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público.

“Se uma matéria dessa não for aprovada, fica caracterizado que as denúncias são verdadeiras”, disparou.

Reação

Ao blog, um deputado da base governista que pediu para não ser identificado reagiu contra a idéia de incluir o MP e o TCE na comissão.

“A investigação, a apuração dos fatos, deve haver, mas não com participação do MP e do TCE. Esses dois órgãos, se quiserem nos investigar, têm essa prerrogativa, mas não com a nossa ajuda. Não vou sentar numa mesa com o MP e o TCE para investigar meu pares”, declarou.